Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
domingo, 30 de junho de 2013
Polainas
Hoje pela tarde comprei um par de polainas. Logo eu, que sempre julguei quem as usava. Achava cafona, desnecessário e extremamente brega. Mas, ao sentir o frio nas canelas, entrei na loja e as comprei. Rosa-bebê, de lã, bem quentinha. E de repente me dei conta de que a compra das polainas foi apenas a gota d'água de um processo lento pelo qual tenho passado há meses, mas só agora dei-me por conta: eu tô ficando uma velha brega e chinelona. Vou fazer uma revelação à vocês: fiz um Badoo. Atirem pedras em mim, me amarrem e me queimem na fogueira: a guria popular que só queria festa e azaração morreu. Tá lá, coitada, mortinha da silva. E quem assumiu o lugar foi uma tiazona bagaceira e cafona que só.
Não é pelas polainas e nem pelo Badoo: é uma questão de princípios. E de vida sexual também. Se bem que o que tenho é uma morte sexual, que vida sexual tá osso.
Mas minha vida sexual já é assunto para outro post...
Tenham uma boa-noite, meus negros lindos.
xoxo
terça-feira, 25 de junho de 2013
Sobre gravidez, aborto e hormônios
Hoje acordei com um sentimento que nunca havia sentido na minha vida: passei o dia pensando em como seria ter um filho. E, de repente, me vejo rodeada de amigas e conhecidas gravidinhas, lindas e felizes com suas barrigas enormes. Sabem que, ali debaixo daquele monte de pele e músculos, há uma vida pulsando. Antes que me acusem de loucura repentina, relaxem: sei que ainda sou muito nova (apesar de minha mãe ter ficado grávida de mim com a minha idade), sou totalmente imatura,irresponsável e sem a mínima condição psicológica e financeira de criar um filho agora. Mas, sei lá... e se acontecesse?
Sempre tive bem claro para mim mesma que, caso ficasse grávida antes de casar e de ter um emprego estável e estar junto com alguém que amo de verdade, o aborto seria a única hipótese considerada nesse caso. Hoje revi meus conceitos....
Meu instinto maternal aflorou, sei lá. Culpem meus hormônios: eles são uma roda-gigante desvairada que me viram do avesso e me fazem ter esse tipo de ideia idiota. Mas...e se?
Sempre tive bem claro para mim mesma que, caso ficasse grávida antes de casar e de ter um emprego estável e estar junto com alguém que amo de verdade, o aborto seria a única hipótese considerada nesse caso. Hoje revi meus conceitos....
Meu instinto maternal aflorou, sei lá. Culpem meus hormônios: eles são uma roda-gigante desvairada que me viram do avesso e me fazem ter esse tipo de ideia idiota. Mas...e se?
Boa noite, meus negros lindos
xoxo
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Era uma vez em julho...
Nunca entendi muito bem esse processo do desapego. E, de repente, do dia para a noite aquele abraço não faz mais tanta falta. Aquele beijo não é mais o melhor e aquele sorriso tornou-se imperfeito. Eu, teimosinha que só, resisto em deixar morrer aquela coisa boa que tanto me completava e simplesmente deixo estar. Ele volta. Ele sempre voltou. Os cabelos rebeldes, a cara de mal em todas as fotos, o crucifixo pendurado no pescoço e aqueles olhos loucos.
Fuma mais um,tosse,apaga o baseado. Liga o computador e mostra mais um daqueles vídeos aleatórios e com um humor subjetivo. Ela ri, puxa a cadeira e ameaça um beijo. Ele avança e ela recua...jogam por alguns minutos e o beijo acontece. Calmo e devagar... e acabam rolando na cama. Tanta intimidade que já sabem exatamente o que fazer e como fazer. Espasmos no corpo...passa o efeito da droga. Ela ri, veste-se com pressa e vai embora. Não promete uma data - e nem precisa: sabe que ele volta. Não corre atrás. Até mesmo porque, para ela, nunca foi tão importante assim...
Fuma mais um,tosse,apaga o baseado. Liga o computador e mostra mais um daqueles vídeos aleatórios e com um humor subjetivo. Ela ri, puxa a cadeira e ameaça um beijo. Ele avança e ela recua...jogam por alguns minutos e o beijo acontece. Calmo e devagar... e acabam rolando na cama. Tanta intimidade que já sabem exatamente o que fazer e como fazer. Espasmos no corpo...passa o efeito da droga. Ela ri, veste-se com pressa e vai embora. Não promete uma data - e nem precisa: sabe que ele volta. Não corre atrás. Até mesmo porque, para ela, nunca foi tão importante assim...
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Tipos e trapos
Na FURG temos uma mania danada de julgar as pessoas pelo curso. Se falam que o carinha é da Engenharia Mecânica, a menina já foge mais que o diabo da cruz: sabe que o cara é safado e vai falar para todo mundo o que fez com ela (e o que não fez, ele dá jeito de inventar). Já as meninas da Engenharia Química são as "vadias": possuem a fama de serem lindas, fúteis e fáceis. Os caras da E-COMP são os "nerds tetudos": são esquisitões que só estudam e jogam LOL e WOW. E o povo da Biblioteconomia? Ninguém sabe o que significa biblioteconomia, ninguém conhece alguém que faz biblioteconomia e a grande maioria sequer sabe que o curso existe.
Na real é que todo mundo se conhece:os grupos são limitados e as panelas são sempre as mesmas. O povo é ignorante, fala pelos cotovelos e adora rotular as pessoas pelo curso que elas fazem.
Ai gente, acorda! Mania interiorana e defasada de julgar os outros por suas posses e "status quo".
Na real é que todo mundo se conhece:os grupos são limitados e as panelas são sempre as mesmas. O povo é ignorante, fala pelos cotovelos e adora rotular as pessoas pelo curso que elas fazem.
Ai gente, acorda! Mania interiorana e defasada de julgar os outros por suas posses e "status quo".
terça-feira, 18 de junho de 2013
Manifestações idiotas!
Hoje ouvi um dos comentários mais imbecis sobre as manifestações atuais. Willam Bonner, âncora do maior telejornal brasileiro, critica um grupo de manifestantes que atearam fogo em um carro de uma emissora de TV. Para tal ele solta a seguinte pérola:
"os vândalos queimaram o carro de uma emissora de televisão, que até agora só fez divulgar de forma correta as imagens dos protestos..."
Eu, que estava comendo um sanduíche sentada da mesa da cozinha, dou um tapa na mesa e grito:
-Como assim? Tu tá maluco, seu bosta?
Até sábado a única coisa que se via na mídia televisiva (e em boa parte da internet também) é que os manifestantes eram baderneiros sem uma causa comum. Depois que viram "a porra ficar séria", tomaram consciência de que a gente está fazendo história. Cara, que lindo!!!!
Daqui a 20,30 anos nossos filhos verão fotos daquela galera ocupando a avenida paulista, dos ativistas dando flores para policiais e da cambada de maluco que "invadiu" o Congresso Nacional. Invadiu o caralho! Aquilo é nosso, mermão. Foi construído e é mantido com dinheiro do povão que rala afu todos os dias e que tem como recompensa um salário de bosta, uma saúde de bosta, uma segurança de bosta e uma educação pior ainda. Ninguém invade aquilo que é sua propriedade, Bonner.
Outra coisa: em menos de 5 dias os "baderneiros" viraram "ativistas". Claro que há facções criminosas infiltradas no meio do movimento (como em qualquer outro movimento social de grande porte). Mas tchê, o pessoal da baderna é minoria! E digo mais: se não houvesse baderna logo na primeira passeada a mídia não ia ter dado tanta bola. E foi justamente essa intervenção suja e manipuladora da imprensa brasileira que fez com que o evento ganhasse as dimensões astronômicas que temos agora.
Tamo fazendo história, moleque! Primavera brasileira começou (em pleno outono)!
Amanhã, bora pra rua fazer um panelaço aqui no Rio Grande. Mostrar para essa cambada de lobbysta que tá todo mundo de saco cheio da hegemonia do transporte público e da roubalheira que impera nessa cidade história. Vocês vão fazer a história.
domingo, 16 de junho de 2013
Tradicionalismo
Vivo em um estado que se orgulha de seu passado. Passado este que foi marcado por diversas revoluções. Passado de sangue e suor.
Dizem que gaúcho tem mania de grandeza: que acha que tudo o que é daqui é melhor, a começar pela cultura. Mas, minhas crianças, reparem bem: nossa cultura chama a mulher de "prenda". Prenda quer dizer presente, dádiva. Que maravilha! Que coisa mais linda! A mulher é considerada um presente. E não para por aí.
Tomamos chimarrão todos os dias. Baita hábito saudável. E temos nessa sentença mais uma palavra típica do vocabulário gaúcho: "baita", e nesse rol inclui-se "barbaridade", "louco de bom" "guri" e "guria", e por aí vai. Quem nunca teve um cusco que atire a primeira pedra. E quem nunca passou pelo "frio de renguear cusco"? Me divirto com nossas expressões regionais, confesso.
E os CTG's? Centro Tradicionalista Gaúcho. Maxixar era crime, deusulivre. Se o patrão visse já te dava uma cutucada e na segunda cutucada era expulso do baile.
Lembranças da minha infância: casa da vó, frio e a geada cobrindo os açudes. O galpão, ao fundo, guardava o cacarejo alegre das galinhas. A vó acordava, botava fogo no fogão a lenha e a água do mate já estava na chaleira de ferro. O vô levantava, ia até o paiol e pegava uma palha de milho. Primeiro palheiro do dia. Café da manhã: cuca, morcela e ovo frito, com queijo e kechmier (não sei se é assim que escreve). De almoço era galinhada (eu adorava depenar a galinha) ou costelão na brasa. A brincadeira era subir no pé de joão-bolão ou descer os barrancos de terra vermelha com papelão (o papelão era deixado para trás na segunda descida). Quanto estava quente podíamos tomar banho de açude e montar na Pitiça (a égua do meu vô).
Mais tarde, quando crescida, jogávamos canastra. Só jogava na mesa "dos grandes" depois que se fazia 15 anos. Mate era a mesma coisa: um mate para a gurizada e outro pros adultos.
Na cidade, assistia ao programa Pandorga. Quadro favorito? Texera e Texerão. Jogava sapata, descia de carrinho de lomba (e vivia esfolada), subia no pé de goiaba ou de ingá e soltava pandorga (não era pipa e nem papagaio, era pandorga!). Perto dos 14 fugia com a minha prima para os fandangos ou kerb's. A vó dava chopp pra gente (sempre escondido do pai e da mãe) e enchia a barriga de cuca e linguiça.
Minha geração se orgulha de cantar seu hino e a o canto alegretense, de andar pilchado e de levar a mateira para a faculdade ou trabalho.
Somos assim, crescemos assim. Os politicamente corretos dizem que não existe uma cultura melhor do que a outra: que todas são diferentes. Mas eu diria que a gaúcha é uma das mais (se não a mais) bonita do mundo.
Dizem que gaúcho tem mania de grandeza: que acha que tudo o que é daqui é melhor, a começar pela cultura. Mas, minhas crianças, reparem bem: nossa cultura chama a mulher de "prenda". Prenda quer dizer presente, dádiva. Que maravilha! Que coisa mais linda! A mulher é considerada um presente. E não para por aí.
Tomamos chimarrão todos os dias. Baita hábito saudável. E temos nessa sentença mais uma palavra típica do vocabulário gaúcho: "baita", e nesse rol inclui-se "barbaridade", "louco de bom" "guri" e "guria", e por aí vai. Quem nunca teve um cusco que atire a primeira pedra. E quem nunca passou pelo "frio de renguear cusco"? Me divirto com nossas expressões regionais, confesso.
E os CTG's? Centro Tradicionalista Gaúcho. Maxixar era crime, deusulivre. Se o patrão visse já te dava uma cutucada e na segunda cutucada era expulso do baile.
Lembranças da minha infância: casa da vó, frio e a geada cobrindo os açudes. O galpão, ao fundo, guardava o cacarejo alegre das galinhas. A vó acordava, botava fogo no fogão a lenha e a água do mate já estava na chaleira de ferro. O vô levantava, ia até o paiol e pegava uma palha de milho. Primeiro palheiro do dia. Café da manhã: cuca, morcela e ovo frito, com queijo e kechmier (não sei se é assim que escreve). De almoço era galinhada (eu adorava depenar a galinha) ou costelão na brasa. A brincadeira era subir no pé de joão-bolão ou descer os barrancos de terra vermelha com papelão (o papelão era deixado para trás na segunda descida). Quanto estava quente podíamos tomar banho de açude e montar na Pitiça (a égua do meu vô).
Mais tarde, quando crescida, jogávamos canastra. Só jogava na mesa "dos grandes" depois que se fazia 15 anos. Mate era a mesma coisa: um mate para a gurizada e outro pros adultos.
Na cidade, assistia ao programa Pandorga. Quadro favorito? Texera e Texerão. Jogava sapata, descia de carrinho de lomba (e vivia esfolada), subia no pé de goiaba ou de ingá e soltava pandorga (não era pipa e nem papagaio, era pandorga!). Perto dos 14 fugia com a minha prima para os fandangos ou kerb's. A vó dava chopp pra gente (sempre escondido do pai e da mãe) e enchia a barriga de cuca e linguiça.
Minha geração se orgulha de cantar seu hino e a o canto alegretense, de andar pilchado e de levar a mateira para a faculdade ou trabalho.
Somos assim, crescemos assim. Os politicamente corretos dizem que não existe uma cultura melhor do que a outra: que todas são diferentes. Mas eu diria que a gaúcha é uma das mais (se não a mais) bonita do mundo.
Uma boa noite, meus negros lindos
xoxo
sábado, 15 de junho de 2013
Sobre sexo, relacionamentos e outros mimimis
Vamos falar de sexo. Algo que todo mundo gosta (eu acho), mas que mesmo assim gera polêmica. Falaremos mais precisamente sobre sexo nos relacionamentos. Digo "falaremos" porque este é um texto aberto ao diálogo (nossa Carol, que milagre!). Sim, nesse assunto gostaria de saber a opinião de vocês, minhas crianças.
Sexo tem se tornado um assunto cada vez mais central na vida das pessoas. Não sei se isso deve-se à liberação feminina, às novas arquiteturas familiares ou ao fato de que, cada vez mais, as pessoas preocupam-se consigo mesmas e seu bem-estar. Mesmo que ainda seja tabu, mesmo que a maioria de nós, jovens, tenha vergonha de falar sobre sexo com nossos pais. Porque sim, eu tenho 21 anos e tenho vergonha de falar sobre sexo com minha mãe. Ainda me sinto a menininha dela...sei lá.
Mas enfim... o quanto o sexo pode afetar em um relacionamento? Já vivi um relacionamento baseado em um sexo maravilhoso. Havia alguns fatores a mais: ele era engraçado, inteligente, e nos dávamos bem. Mas não havia cumplicidade, respeito, essas bobagens indispensáveis para que haja um convívio harmonioso entre ambas as partes.
Por outro lado, conheci certa vez um menino maravilhoso: educado, inteligente, carinhoso, fofo, gatinho, baita parceiro....porém era o pior sexo da minha vida. Enquanto não passava da "pegação", tava ótimo. Sinceramente, não conseguia me imaginar tendo aquele tipo de relação sexual pelo resto da minha vida. Era o cara perfeito: tirando a parte do sexo.
Talvez eu seja supérflua, mas acredito que sem sexo uma relação não consegue ser de todo prazerosa. Porque sim, sinto necessidade de sexo. Acho que todo mundo sente (apesar de não admitir isso). Sexo envolve cumplicidade, parceria. Conhecer o corpo do outro e saber exatamente onde tocar, como tocar. Saber que aquela pessoa delira de prazer ao simples toque da tua mão...eu acho isso muuuito legal.
E vocês, crianças? O que acham sobre sexo nos relacionamentos?
Sexo tem se tornado um assunto cada vez mais central na vida das pessoas. Não sei se isso deve-se à liberação feminina, às novas arquiteturas familiares ou ao fato de que, cada vez mais, as pessoas preocupam-se consigo mesmas e seu bem-estar. Mesmo que ainda seja tabu, mesmo que a maioria de nós, jovens, tenha vergonha de falar sobre sexo com nossos pais. Porque sim, eu tenho 21 anos e tenho vergonha de falar sobre sexo com minha mãe. Ainda me sinto a menininha dela...sei lá.
Mas enfim... o quanto o sexo pode afetar em um relacionamento? Já vivi um relacionamento baseado em um sexo maravilhoso. Havia alguns fatores a mais: ele era engraçado, inteligente, e nos dávamos bem. Mas não havia cumplicidade, respeito, essas bobagens indispensáveis para que haja um convívio harmonioso entre ambas as partes.
Por outro lado, conheci certa vez um menino maravilhoso: educado, inteligente, carinhoso, fofo, gatinho, baita parceiro....porém era o pior sexo da minha vida. Enquanto não passava da "pegação", tava ótimo. Sinceramente, não conseguia me imaginar tendo aquele tipo de relação sexual pelo resto da minha vida. Era o cara perfeito: tirando a parte do sexo.
Talvez eu seja supérflua, mas acredito que sem sexo uma relação não consegue ser de todo prazerosa. Porque sim, sinto necessidade de sexo. Acho que todo mundo sente (apesar de não admitir isso). Sexo envolve cumplicidade, parceria. Conhecer o corpo do outro e saber exatamente onde tocar, como tocar. Saber que aquela pessoa delira de prazer ao simples toque da tua mão...eu acho isso muuuito legal.
E vocês, crianças? O que acham sobre sexo nos relacionamentos?
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Onze e meia, mais ou menos
Dia de semana, não me recordo qual. Celular começa a ter convulsões, tocando um rock gutural de gosto duvidoso. Vejo a hora: 23:30. Melhor amiga ligando, melhor atender. Uma voz sussurrada cochicha do outro lado da linha:
-Inda bem que tu atendeu.
-São onze e meia da noite. Melhor a porra ser séria, eu estava dormindo...
-Vim aqui pra casa daquele cara que eu estava ficando.
-Tá, qual é o problema? Ele brochou? hahahahah
-Não, pior. A ex dele está fazendo o maior barraco aqui na frente do prédio. Começou a berrar e atirar coisas na sacada.
-Cristo! Sai daí, guria! Quer que eu chame um motoboy?
-Não dá. Eu não sei onde estou. Ele me buscou no centro e começamos a adentrar um bairro MUITO estranho. Bem perigoso, maior favela.
-AAAAAAI sua louca! E agora?
-Não sei o que fazer. Me ajuda!
-Seguinte, vai discretamente na sacada e espia o que se passa lá embaixo.
-Ok, mas fica na linha comigo.
Ouço gritos distantes e a voz agora aumenta de tom:
-Tche, ela quer subir aqui!
-Fudeu! Seguinte: coloca a tua roupa e sai falando comigo ao telefone, discretamente. Passa por eles e dá boa noite, como se tu fosse uma moradora do prédio. Como ela não sabe com quem ele está, nada vai acontecer.
Ela veste-se, fecha a porta e desce. Ouço gritos cada vez mais próximos. Algo sobre pagar a pensão atrasada do filho ou coisa que o valha. Sai do prédio, dirige-se até um boteco próximo ao prédio e pergunta o endereço dali.
Passam-se vinte minutos, chega o motoboy e minha amiga vai para casa, apavorada.
Digo a ela que fique tranquila: essa vida de amante não é fácil mas rende boas risadas.
-Inda bem que tu atendeu.
-São onze e meia da noite. Melhor a porra ser séria, eu estava dormindo...
-Vim aqui pra casa daquele cara que eu estava ficando.
-Tá, qual é o problema? Ele brochou? hahahahah
-Não, pior. A ex dele está fazendo o maior barraco aqui na frente do prédio. Começou a berrar e atirar coisas na sacada.
-Cristo! Sai daí, guria! Quer que eu chame um motoboy?
-Não dá. Eu não sei onde estou. Ele me buscou no centro e começamos a adentrar um bairro MUITO estranho. Bem perigoso, maior favela.
-AAAAAAI sua louca! E agora?
-Não sei o que fazer. Me ajuda!
-Seguinte, vai discretamente na sacada e espia o que se passa lá embaixo.
-Ok, mas fica na linha comigo.
Ouço gritos distantes e a voz agora aumenta de tom:
-Tche, ela quer subir aqui!
-Fudeu! Seguinte: coloca a tua roupa e sai falando comigo ao telefone, discretamente. Passa por eles e dá boa noite, como se tu fosse uma moradora do prédio. Como ela não sabe com quem ele está, nada vai acontecer.
Ela veste-se, fecha a porta e desce. Ouço gritos cada vez mais próximos. Algo sobre pagar a pensão atrasada do filho ou coisa que o valha. Sai do prédio, dirige-se até um boteco próximo ao prédio e pergunta o endereço dali.
Passam-se vinte minutos, chega o motoboy e minha amiga vai para casa, apavorada.
Digo a ela que fique tranquila: essa vida de amante não é fácil mas rende boas risadas.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Cadê o DCE?
Diretório Central dos Estudantes: o apogeu político dentro da Universidade. Nas últimas eleições para o tão almejado posto, percebi 3 chapas distintas. A primeira dela só queria promoção pessoal, a segunda desejava bases para fazer politicagem petista dentro da universidade e a terceira tinha um pouco de cada. Vocês votaram, e ganhou quem vocês acharam que mais merecia.
Agora, cargos assumidos, acompanho de perto o trabalho deles, tendo em vista que sou presidente do Centro Acadêmico de Biblioteconomia. Conhecia apenas uma das pessoas da atual gestão, porém sempre fui bem-recebida na sede e fiz alguns bons amigos ali.
Mas a questão não é essa: não tô puxando o saco deles, até mesmo porque não preciso disso (bjo). O problema é que vejo a gestão passada infernizando a gestão atual: como não ganharam, resolvem atrapalhar, pisar nos calos e incitar os nossos tão desavisados universitários contra os nossos representantes. Vejo que essas pessoas que incitam estão "cagando" para os direitos dos alunos: só querem saber de armar barraco para tentarem se elegerem no próximo ano.
Há tempos que os DCE's deixaram de ser uma representação coletiva dos universitários, em busca de melhorias tanto na infra-estrutura quanto na qualidade do ensino e nos direitos acadêmicos dentro das universidades. O que temos agora é uma plataforma para que as pessoas iniciem suas carreiras políticas de forma suja, utilizando uma entidade apartidária (rs, utopia essa minha colocação, mas né) para promoção pessoal. Desfilar pelo campus com a coroa do DCE te faz virar popular e alavanca tua futura carreira política. Lutar pelos alunos é secundário, a menos que teu nome ou imagem esteja bem grande na hora da conquista.
E ainda falam que só querem o bem dos acadêmicos. Na boa: AIMEUCU.
Uma boa tarde ao som de "whiskey, whiskey, whiskey", do John Mayer
xoxo
sexta-feira, 7 de junho de 2013
mystic - II
Mystic, era seu nome. Era. Hoje nem sabe ao certo como se chama, de onde veio, quiçá para onde vai. Não sabe se é menina ou mulher. We are the crazy kids. Or that crazy woman. Vai saber...
Quando a lua sobe, coloca aqueles sapatos com saltos altíssimos que tanto detesta e começa o terceiro turno de seu dia. Já falamos sobre ela em outros textos, lembram? "O pecado" é um deles. Saga da menina que vira mulher e da estranha que torna-se a rainha meretriz.
Quando sai o sol, junta suas ideologias compradas, as joga na bolsa e dança junto com as sombras. Tudo para passar despercebida.
Sempre achou mais fácil entregar seu corpo para um desconhecido do que seu coração para alguém. Não a julgo, cada um tem o destino que escolhe.
"I could be the best thing of your life." Promessa vazia, por vezes a cumpre, por vezes deixa a desejar.
Mas ainda assim repito: quanta hipocrisia....
Quando a lua sobe, coloca aqueles sapatos com saltos altíssimos que tanto detesta e começa o terceiro turno de seu dia. Já falamos sobre ela em outros textos, lembram? "O pecado" é um deles. Saga da menina que vira mulher e da estranha que torna-se a rainha meretriz.
Quando sai o sol, junta suas ideologias compradas, as joga na bolsa e dança junto com as sombras. Tudo para passar despercebida.
Sempre achou mais fácil entregar seu corpo para um desconhecido do que seu coração para alguém. Não a julgo, cada um tem o destino que escolhe.
"I could be the best thing of your life." Promessa vazia, por vezes a cumpre, por vezes deixa a desejar.
Mas ainda assim repito: quanta hipocrisia....
quinta-feira, 6 de junho de 2013
mystic
Uma epopeia controversa e avessa à singularidade. Como descrevê-la?
Menina que se traveste de mulher. Entre um cigarro e outro, come bala de goma enquanto escuta um rock meio lixo e balança seus pés com as pantufas do Mickey. Ao acordar, tira o pijama cor-de-rosa e veste a roupa escura, sóbria.
Noites de verão, lingerie vermelha e olhos pintados de preto. A cor de mel fica ainda mais forte sob tanta maquiagem. Sob o efeito do álcool, dança freneticamente enquanto atrai olhares curiosos. Não sabe se procura sexo casual ou o amor da sua vida. Talvez volte para casa acompanhada de um semi-desconhecido, talvez seja apenas mais uma daquelas noite vazias. Já dizia Rita Lee : "amor é um livro, sexo é esporte."
Dentre as facilidades das predisposições casuais, fica com a certeza do desconhecido. Ainda sente vergonha da própria nudez, e por esse motivo pratica sexo às escuras. Culpa daquelas marcas...
Não sabe quando entrou nessa dança dessa louca. A renda proveniente da luxúria cobre seus luxos e vícios.
Quanta hipocrisia...
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