segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Alguns dias atrás, em um final de semana próximo à prova da  OAB, eu e dois amigos resolvemos  fazer uma pequena comemoração na avenida, já que as festas de final de anos se aproximavam e qualquer coisa é motivo para beber. No meio da bebedeira o meu amigo (que já é bacharel em Direito e estava se preparando para a prova) começa a conversar sozinho. Prestando atenção na conversa, eu e  minha amiga vimos que ele estava tentando convencer a si mesmo de que algo que ele não acredita é real.
Não lembro o tema da discussão, mas ele falava acaloradamente consigo mesmo, mostrando ao seu alter-ego o quanto ele era imbecil por não conseguir compreender a sua própria argumentação.
Depois de uns 40 minutos de muita argumentação, bate-boca e explanações, finalmente a discussão encerrou. Não me lembro quem ganhou, mas o meu amigo saiu muito feliz por convencer um cético a acreditar em suas verdades.  "Esse sim é um bom advogado!", sussurrava para si mesmo, aplaudindo seu trabalho árduo e sua competência.

E ainda dizem que eu sou a louca do grupo....
Depois de tanto tempo sem escrever, cá estou eu de novo.Não vou divagar sobre os ocorridos no ano de 2012: já temos falsos  filósofos em quantidade o suficiente para lembrar a todos as decepções do ano que já se foi e desejar um ano melhor de forma pouco convincente.
 Um dia espero que as pessoas finalmente compreendam que a passagem de ano é apenas uma mudança do calendário: se elas realmente querem que a vida mude, não devem esperar que todo um ciclo se encerre para poderem começar a dita transformação.  É sempre a mesma sina: a segunda-feira para as dietas, o carnaval para as decisões importantes e a virada de ano para as mudanças.
Essa mania de esperar uma determinada data para mudar  e/ou ser feliz extrapola os limites do ridículo: quem quer ser feliz, o é agora! Não vai ser uma a folha a menos no calendário que mudará a vida de alguém (a menos que esse alguém seja o ganhador da Mega da Virada, lógico).

Enfim, espero que o ano de vocês seja tão produtivo e bom quando o meu ano de 2012 foi. E não adiem as decisões importantes: quando a felicidade encontra uma porta fechada, ela bate na casa ao lado.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A sinceridade



Quanto mais eu tento entender as pessoas que me cercam, mais eu vejo que meus esforços são desnecessários.

Sempre ouço falar o quanto a sinceridade é algo necessário hoje em dia, e como as pessoas tornaram-se hipócritas e falsas com o decorrer do tempo.
Infelizmente eu não me encaixo nessa categoria. 

Digo "infelizmente" porque quanto mais sincera e transparente eu sou, mais as pessoas falam de como eu sou "insensível", "grossa", "mal-educada".

O que falta em todos nós é a capacidade de lidar de forma construtiva com as críticas. Todos querem saber a verdade, desde que essa os agrade e lhes seja conveniente.
Meus queridos, a verdade não serve às pessoas: ela não se dobra aos nossos caprichos e vontades, ela não é flexível, parcial, bonita. Ela é apenas ela mesma. Gostem vocês ou não, ela é o que é.

Ao perguntarem minha opinião, não esperem palavras bonitas e agradáveis que irão enaltecer vossos tão grandes egos. A menos que sejam merecedores de tais palavras.

E nesse blog espero tornar públicas algumas de minhas verdades.

Como disse o meu tão admirado Fernando Anitelli:
"Nem toda palavra é aquilo que o dicionário diz"
Portanto, atentem à ironia e o sarcasmo que algumas vezes aparecem e aparecerão em meus escritos.


Enfim, prefiro ser taxada de "vaca arrogante" do que de falsa moralista.
E tenho dito.