Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Corpos Perfeitos
Tema recorrente nessas mal traçadas linhas meu amor é a ditadura da beleza, eu sei. Sei também que a auto-aceitação demora, e blablabla. Mas hoje pretendo ir um pouco mais fundo no assunto, e entender as causas da cobrança excessiva por um corpo perfeito.
Acho que essa obsessão pela magreza veio junto com a internet. Acho. Tá certo que anterior a isso já se tinham alguns padrões meio loucos, mas nada comparado a hoje. E eu acho que a principal culpa disso é a liberação da pornografia online. Mas antes de me crucificarem, deixem que eu me explique:
Com o acesso cada vez mais fácil à pornografia digital, as pessoas começaram a olhar mais para os corpos humanos desnudos. Com isso, aquele padrão de mulher sem defeito nenhum (com seios fartos e firmes, cintura mega fina, bumbum enorme e duro e coxas saradas) tornou-se cada vez mais normal aos nossos garotos. Acostumados a olharem esse tipo de mulher, eles saem na rua em busca de uma que tenha o corpo exatamente igual ao do xistube. Mas o que nossas crianças não sabem é que corpos assim são muito raros, e geralmente possuem toda uma história de dor, cirurgias plásticas e muita academia e dinheiro por trás. E os nossos meninos também estão obcecados com seus próprios corpos, pois acham que seus músculos tem de ser tão definidos quanto os dos atletas sexuais dos filmes, que seu tico tem de ser tão grande quanto e que dar 5 na sequencia é normal....meus amores, A VIDA REAL NÃO É ISSO! As pessoas nascem com pelos, gordurinhas, bunda com celulite e pinto de tamanho normal. Tudo o que está fora disso é exagero, raridade ou foi comprado, acreditem. E sim, nós somos lindas! Não fiquem no CC comparando as garotas que passam na sua frente com a Playboy da Andressa Urach, porque nem ela é de verdade. E vocês, guriazinhas gordinhas demais ou magrinhas demais ou com tudo no lugar mas que ainda assim acham que não tá bom: não se torturem. A vida real é muito mais bonita do que a vida das revistas.
#NMR
Agora a nova moda do verão, digo, a nova mania que agita as redes sociais e as mentes dos pseudointelectuais é segurar cartazes com os dizeres " FULANO DE TAL (coloca-se aqui o nome da entidade, pessoa, time de futebol ou qualquer outra coisa que você queira) NÃO ME REPRESENTA!"
Como não posso generalizar (até mesmo porque toda e qualquer generalização é burra), vou contar para vocês o que acontece no pacato mundo da Biblioteconomia, que de pacato possui apenas o nome e o estigma do curso:
O curso de bacharelado em biblioteconomia existe na Universidade Federal do Rio Grande desde os longínquos anos setenta. Época das calças pantalonas, do Jackson Five e da discoteca. E eis que desde essa época os alunos tem servido de mão de obra escrava, digo, barata para a universidade. Somos um curso extremamente focado, com cadeiras das mais diversas áreas (dentre elas História da Arte, Sociologia, Estatística Descritiva, Análise de Software e por aí vai), com uma carga horária relativamente tranquila e uma grade fechada nos quatro anos de curso. Ficamos em apenas um prédio, geralmente tendo aula na mesma sala durante todo o semestre. Isso acarreta a falta de troca com alunos de outros cursos, e consequentemente, com a falta de divulgação do curso. E é essa falta de divulgação que faz com que muitos alunos da biblio tenham a "síndrome do coitadinho" : passam o curso inteiro se lamentando da falta de visibilidade do curso, que ninguém aqui olha pra eles, que a universidade não reconhece o valor do profissional bibliotecário, e por aí vai. Mas eis que temos um Centro Acadêmico, que até um tempo atrás servia exclusivamente para promover eventos para os alunos da biblio. Acontece, meus negros lindos, que C.A. não serve apenas para isso. Não vou entrar em detalhes sobre a importância de uma entidade de base e todo o seu peso dentro do movimento estudantil, até mesmo porque isso demandaria muito tempo. Basta dizer que no ano de 2013, nos quais eu, o Eliezer, a Jaque, a Thainã e a Pâmela estivemos dirigindo o CAUBI (apelido carinhoso do C.A), participamos ativamente do Conselho de D. A's e C.A's. Ocupamos a cadeira que definitivamente pertencia à Biblioteconomia e fizemos a voz da biblio ser ouvida e respeitada. Mas ainda assim tem gente de mimimi pelos corredores do pavilhão 4 dizendo que o CAUBI não os representa e o caralho a quatro. E essas mesmas pessoas não querem participar do movimento estudantil de forma alguma, alegando falta de tempo e que tem mais o que fazer. Daí eu te pergunto, Batista: como lidar com essa gente? Não se sentem representados, mas não querem trabalhar para os outros; dizem que a biblioteconomia nunca tem voz nem vez, mas criticam quem trabalha por eles.
E isso acontece nas mais variadas esferas da nossa tão perturbada sociedade: o comodismo dos meios eletrônicos faz com que todos virem críticos de tudo, mas ninguém quer levantar a bundinha da cadeira e fazer diferente. Todo mundo quer ter sua voz sendo ouvida por todos, porém não querem ouvir a voz de ninguém. Ninguém quer ninguém os representando, mas também não querem trabalhar para si mesmos.
Enfim, acho que esse texto foi mais um desabafo do que qualquer outro tipo de coisa. E como hoje eu não tô boa, guardem suas opiniões e seus palpites e seus recalques em seus orifícios anais.
Beijos de luz no coração de todos
xoxo
Como não posso generalizar (até mesmo porque toda e qualquer generalização é burra), vou contar para vocês o que acontece no pacato mundo da Biblioteconomia, que de pacato possui apenas o nome e o estigma do curso:
O curso de bacharelado em biblioteconomia existe na Universidade Federal do Rio Grande desde os longínquos anos setenta. Época das calças pantalonas, do Jackson Five e da discoteca. E eis que desde essa época os alunos tem servido de mão de obra escrava, digo, barata para a universidade. Somos um curso extremamente focado, com cadeiras das mais diversas áreas (dentre elas História da Arte, Sociologia, Estatística Descritiva, Análise de Software e por aí vai), com uma carga horária relativamente tranquila e uma grade fechada nos quatro anos de curso. Ficamos em apenas um prédio, geralmente tendo aula na mesma sala durante todo o semestre. Isso acarreta a falta de troca com alunos de outros cursos, e consequentemente, com a falta de divulgação do curso. E é essa falta de divulgação que faz com que muitos alunos da biblio tenham a "síndrome do coitadinho" : passam o curso inteiro se lamentando da falta de visibilidade do curso, que ninguém aqui olha pra eles, que a universidade não reconhece o valor do profissional bibliotecário, e por aí vai. Mas eis que temos um Centro Acadêmico, que até um tempo atrás servia exclusivamente para promover eventos para os alunos da biblio. Acontece, meus negros lindos, que C.A. não serve apenas para isso. Não vou entrar em detalhes sobre a importância de uma entidade de base e todo o seu peso dentro do movimento estudantil, até mesmo porque isso demandaria muito tempo. Basta dizer que no ano de 2013, nos quais eu, o Eliezer, a Jaque, a Thainã e a Pâmela estivemos dirigindo o CAUBI (apelido carinhoso do C.A), participamos ativamente do Conselho de D. A's e C.A's. Ocupamos a cadeira que definitivamente pertencia à Biblioteconomia e fizemos a voz da biblio ser ouvida e respeitada. Mas ainda assim tem gente de mimimi pelos corredores do pavilhão 4 dizendo que o CAUBI não os representa e o caralho a quatro. E essas mesmas pessoas não querem participar do movimento estudantil de forma alguma, alegando falta de tempo e que tem mais o que fazer. Daí eu te pergunto, Batista: como lidar com essa gente? Não se sentem representados, mas não querem trabalhar para os outros; dizem que a biblioteconomia nunca tem voz nem vez, mas criticam quem trabalha por eles.
E isso acontece nas mais variadas esferas da nossa tão perturbada sociedade: o comodismo dos meios eletrônicos faz com que todos virem críticos de tudo, mas ninguém quer levantar a bundinha da cadeira e fazer diferente. Todo mundo quer ter sua voz sendo ouvida por todos, porém não querem ouvir a voz de ninguém. Ninguém quer ninguém os representando, mas também não querem trabalhar para si mesmos.
Enfim, acho que esse texto foi mais um desabafo do que qualquer outro tipo de coisa. E como hoje eu não tô boa, guardem suas opiniões e seus palpites e seus recalques em seus orifícios anais.
Beijos de luz no coração de todos
xoxo
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Dia de feira!
Há tempos que estou para escrever sobre esse assunto, mas sempre me faltava tempo e/ou vontade. Enfim, lá vamos nós:
Há uma corrente cada vez maior que motiva as meninas a atingirem um ideal de magreza que é que impossível de se conseguir. Por esses dias li em um blog avulso da vida sobre um movimento do Instagram estadunidense que motiva as garotas a possuírem um grande espaço entre suas coxas (oi?). Acontece que perder a gordura das coxas é algo complicado, e que depende também de predisposição genética e etc etc etc. Mãaaas, aqui no nosso Brasil varonil eis que temos um movimento totalmente contrário a isso, e confesso que tenho que agradecer horrores às precursoras desse esterótipo de beleza. Voltemos aos anos 2008/2009 e olhemos para as musas desses anos frutíferos: mulheres-fruta! Desde ao singelo moranguinho até a avantajada melancia, passando pela jaca, jabuticaba e banana (#medo), tinha fruta para todo gosto. E foram essas mulheres que vieram com suas grandes curvas (à base de silicone, suplemento e anabolizante para cavalos, claro) e meteram o grelo na mesa, falando que elas são lindas sim! E que mulher magra demais não tem graça nenhuma! E que gorda é o caralho eu sou é gostosa sua evejosa!
Aí entramos na velha conversa de aceitar as diferenças mimimi que cada um é como é e mimimi mãaaas gente, a grande maioria das mulheres brasileiras não veste manequim 36/38! E nem as mulheres americanas, pelo que se vê na televisión. Então por que cargas d'água essas lojas grandes como Marisa, Renner e cia ltda insiste em nos empurrar goela abaixo etiquetas que variam do 34 ao 42?
Quero agradecer de coração à Mulher Melancia por seu poposão de 120 cm (maior do que o meu), à Mulher Samambaia por seus 1m de tetas sem absolutamente nada de silicone (pouca coisa menor que o meu) e à mulher Moranguinho por seus mais de 70kg. Foram elas que me mostraram o quanto que a TV engana e o quanto eu não estou tão longe assim de ser considerada uma mulher normal. Afinal, todas somos normais, não?
Uma boa tarde, meus negros lindos
xoxo
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Just remember...
Você consegue se lembrar de tudo o que aconteceu? Não falo apenas de imagens dispersas, ofuscadas pela luz remanescente das velas que (outrora) incendiaram nossa vida. Não falo dos vagos momentos rebuscados sob o girar incessante do ventilador, que soprava um vento morno porém constante. Falo da verdade.
Se lhe serve de consolo, ainda estou sozinha. Sim, completamente sozinha. Este tempo que passou foi o suficiente para deixar meus sentimentos confusos apaziguarem-se e fazer com que toda a tormenta de ideias quebradas se acalmassem. Mesmo tanto tempo depois, ainda continuo sozinha. Não por opção, confesso. Ainda sinto uma ponta de dor a cada saída para encarar a realidade. Cada par de mãos dadas aumenta a minha incerteza quanto ao meu futuro. Cada beijo furtivo de amor é como uma pequena agulhada, que serve apenas para mostrar a mim mesma que ainda estou viva e que há tempos que espero.
Não sei por quanto tempo mais vou conseguir suportar esse aperto gradual em meu peito. O nó da corda no pescoço tem ficado cada vez menos frouxo e mais propenso a me levar (definitivamente) para um lugar que talvez seja melhor. Quando não se tem mais nada não há mais nada a perder, certo? Tampouco deixarei saudades. Salvo uma que outra dívida não paga, pouco importa os que aqui ficarão.
Sei que fui relapsa com relação a nós. Sempre o fui, e não apenas com isso. Mas, em meus poucos momentos de lucidez, tenha em mente de que tentei. Tentei por mim. Tentei por você. Tentei por todos os sonhos que tive e que foram-se (em vão). Tentei por nosso futuro, o qual fora planejado nos mais minuciosos detalhes. Enfim....tentei por nós.
Prevejo apenas um futuro obscuro, com poucas certezas e muitas desilusões. E espero apenas que você seja tão feliz quanto o que eu tentei que fosse. Sei que parece clichê, mas só desejo a tua felicidade plena e constante. Quanto à minha, não guardo muitas expectativas, apenas rancores de desamores há muito esquecidos.
Muito embora sozinha, mantenho-me firme em minha última promessa feita; quando não há mais nada a ser dito, basta escutar o silêncio para saber quais são as respostas corretas. E o resto é o resto.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Capitu
Não a critico, tampouco digo que ela está errada: dores são dores e cada um sabe das cicatrizes que leva na alma. Ninguém sabe o peso que é vestir aquela armadura todos os dias e sair na missão (aparentemente) simples que é viver. As coisas fáceis jamais a encantaram, mas ela jamais imaginou que seria assim, tão difícil....assim, tão doloroso....assim, tão estranho.
Acreditar piamente no amor sempre foi a sua maior lacuna. Depois de tantas vezes sofrendo, afastar-se completamente de tudo que a trouxe até aqui foi uma de suas mais difíceis decisões.
Muito embora a dama de ferro pareça inatingível e intocável, todas as noites ela pede às estrelas poder andar de mãos dadas com alguém. "É demais eu querer um amor para chamar de meu?" Não, claro que não. Mas todos nós sabemos que pessoas como ela não costumam atrair amores eternos para si. Enquanto seus dias não findavam, ela fazia escrever histórias de amor sem finais felizes que sequer sabia se algum dia alguém leria.
Vida vazia, vida nula, vida vã.... alguns sonhos, embora sempre parecessem simples, envergaram-se até tornarem-se inatingíveis. Como dar valor para o simples fato de amar? Não dizem que o amar é subjetivo? Que amor não se sente, se vive?
Tentando guardar suas lágrimas para coisas mais importantes, ela engole o choro e encara a vida com dureza. Fazendo uma leitura de mundo cada vez mais triste, sabe quem um dia isso tudo acaba e o que resta é só o pó.
Acreditar piamente no amor sempre foi a sua maior lacuna. Depois de tantas vezes sofrendo, afastar-se completamente de tudo que a trouxe até aqui foi uma de suas mais difíceis decisões.
Muito embora a dama de ferro pareça inatingível e intocável, todas as noites ela pede às estrelas poder andar de mãos dadas com alguém. "É demais eu querer um amor para chamar de meu?" Não, claro que não. Mas todos nós sabemos que pessoas como ela não costumam atrair amores eternos para si. Enquanto seus dias não findavam, ela fazia escrever histórias de amor sem finais felizes que sequer sabia se algum dia alguém leria.
Vida vazia, vida nula, vida vã.... alguns sonhos, embora sempre parecessem simples, envergaram-se até tornarem-se inatingíveis. Como dar valor para o simples fato de amar? Não dizem que o amar é subjetivo? Que amor não se sente, se vive?
Tentando guardar suas lágrimas para coisas mais importantes, ela engole o choro e encara a vida com dureza. Fazendo uma leitura de mundo cada vez mais triste, sabe quem um dia isso tudo acaba e o que resta é só o pó.
domingo, 24 de novembro de 2013
Pichações
A diferença entre pichação e grafitte foi bem estabelecida há anos. Ao menos é o que me parece. Mas aqui na FURG tem um povo com uma maniazinha feia de tentar misturar as coisas novamente. Não vou dizer que é marginalidade, até porque todo mundo sabe que depredação de patrimônio público dá cadeia, processo e etc. E todo mundo sabe também que a parede do CC é sim patrimônio público. Mas eu gostaria de saber (do fundo do meu little heart) qual a finalidade de se escrever " o homem que diz dou, não dá" na parede do CC. E qual o sentido de pichar "liberdade" dentro do prédio do movimento estudantil?
Sei que a liberdade de expressão tá aí e pa, sei também que escrever mensagens em lugares de grande trânsito de pessoas gera muito mais impacto na disseminação da informação, mas geeeenteeein acordem! Aquela parede também é minha! A mesma liberdade que vocês tem de escreverem dizeres na parede de vocês eu também tenho para manter as paredes limpas. A universidade se tornou a minha casa (literalmente), e eu gosto de ter a minha casa limpa.
Acho que uma proposta interessante era designar um espaço para manifestações visuais e intervenções sem depredação aqui dentro do campus Carreiros. Conversem com a PRAE, com o pessoal das artes...enfim, mobilizem-se para agir da forma certa. E parem de riscar as paredes da minha casa. Mas antes de apagarem me expliquem o significado daquilo, porque eu realmente fiquei curiosa (e vocês alcançaram o objetivo inicial) e fiquei horrorizada com a falta de domínio no uso dos sinais de pontuação ortográficos de vocês.
Uma boa tarde, meus negros lindos.
xoxo
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Stalker
Há uma linha tênue entre a saudade e a mera lembrança. Subitamente, o desejo de rever aquele rosto anteriormente familiar te faz ir contra os princípios da moral e da ética e correr para a timeline da pessoa. Nada de errado, a princípio, até mesmo porque perfil de facebook é algo público e a pessoa se expõe ali apenas com a intenção de ser vista. Mas dói. E dói muito.
A dor começa ao ver a foto. Na grande maioria das fotos, as pessoas estão bonitas e sorridentes, talvez para mostrar a todos o quanto é feliz (mesmo que não o seja). A segunda dor acontece por antecipação: o maldito "status de relacionamento". Se a pessoa ainda está solteira, imediatamente acontece um alívio e o coração volta ao ritmo normal. Se aparece algum nome ali, aí sim começa a missa (que perpetuará por semanas)
1)Olha o nome da pessoa;
2)Olha se o seu antigo amor tem fotos com ela;
3)Abre o perfil do (a) atual;
4)Olha todas as fotos disponíveis, uma por uma;
5)Se compara com a pessoa, colocando defeitos até onde não existe;
6)Fica feliz em ver como a pessoa é tão mais feia do que tu e ri, pensando que fez um baita negócio em ter largado aquele amor vadio;
7)Chega em casa e chora descontroladamente, pensando no que aquela baranga/ogro/meio viado/vagabunda tem que tu não tem;
8)Entra no perfil da criatura TODOS OS DIAS, diversas vezes por dia, a fim de chegar se a pessoa morreu/sofreu um acidente/teve cárie/ mudou-se para a Austrália.
O problema é que essa peregrinação diária em busca da desgraça alheia só prejudica a nós mesmos, infelizmente. Cada vez que buscamos aquela foto o coraçãozinho aperta mais e mais, e o nó na garganta vai se tornando cada vez mais forte.
Bola pra frente, criatura! Se não deu certo entre vocês até agora pode ter certeza de que depois também não vai dar. Eu sei que é difícil esquecer. Sei também que, depois de tanto tempo, aquele cheiro familiar custa a ir embora. E sei que, o pior de tudo, é sentir que perdeu. A sensação da derrota custa a passar. Quanto tempo foi investido entre vocês? Quanta energia tu gastou correndo atrás de alguém que, no final das contas, sofreu por amar menos?
Somos parte do grupo que ama demais, sofre demais, chora demais. E também demora bem mais para passar. Mas ficar voltando todos os dias em busca de uma dor gratuita é burrice. E digo isso por experiência própria.
Somos jovens, inconsequentes, e pensamos que o tempo passa mais devagar e que nada pode acontecer conosco. Mas toca o barco para a frente porque a vida é bonita e tem sol lá fora. De nada adianta recordar dores antigas e sofrer por teimosia. No fim das contas, o que sobra é aprendizado e a lembrança do quanto aquela pessoa te fez amadurecer.
A dor começa ao ver a foto. Na grande maioria das fotos, as pessoas estão bonitas e sorridentes, talvez para mostrar a todos o quanto é feliz (mesmo que não o seja). A segunda dor acontece por antecipação: o maldito "status de relacionamento". Se a pessoa ainda está solteira, imediatamente acontece um alívio e o coração volta ao ritmo normal. Se aparece algum nome ali, aí sim começa a missa (que perpetuará por semanas)
1)Olha o nome da pessoa;
2)Olha se o seu antigo amor tem fotos com ela;
3)Abre o perfil do (a) atual;
4)Olha todas as fotos disponíveis, uma por uma;
5)Se compara com a pessoa, colocando defeitos até onde não existe;
6)Fica feliz em ver como a pessoa é tão mais feia do que tu e ri, pensando que fez um baita negócio em ter largado aquele amor vadio;
7)Chega em casa e chora descontroladamente, pensando no que aquela baranga/ogro/meio viado/vagabunda tem que tu não tem;
8)Entra no perfil da criatura TODOS OS DIAS, diversas vezes por dia, a fim de chegar se a pessoa morreu/sofreu um acidente/teve cárie/ mudou-se para a Austrália.
O problema é que essa peregrinação diária em busca da desgraça alheia só prejudica a nós mesmos, infelizmente. Cada vez que buscamos aquela foto o coraçãozinho aperta mais e mais, e o nó na garganta vai se tornando cada vez mais forte.
Bola pra frente, criatura! Se não deu certo entre vocês até agora pode ter certeza de que depois também não vai dar. Eu sei que é difícil esquecer. Sei também que, depois de tanto tempo, aquele cheiro familiar custa a ir embora. E sei que, o pior de tudo, é sentir que perdeu. A sensação da derrota custa a passar. Quanto tempo foi investido entre vocês? Quanta energia tu gastou correndo atrás de alguém que, no final das contas, sofreu por amar menos?
Somos parte do grupo que ama demais, sofre demais, chora demais. E também demora bem mais para passar. Mas ficar voltando todos os dias em busca de uma dor gratuita é burrice. E digo isso por experiência própria.
Somos jovens, inconsequentes, e pensamos que o tempo passa mais devagar e que nada pode acontecer conosco. Mas toca o barco para a frente porque a vida é bonita e tem sol lá fora. De nada adianta recordar dores antigas e sofrer por teimosia. No fim das contas, o que sobra é aprendizado e a lembrança do quanto aquela pessoa te fez amadurecer.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Moletons de curso
Coisa linda é parar na frente do CC e observar as pessoas que por ali passam. Em menos de meia hora é possível avistar pelo menos uns 10 moletons de cursos diferentes. Alguém saberia explicar o motivo para os moletons?
Vou então tentar formular algumas hipóteses que expliquem o fenômeno, e para tal vou fazer uso de alguns discursos de pokemóns capturados no CC hoje de manhã.
Explicação da Patricinha Pseudo-descolada:
-Ah, eu uso o moletom do meu curso porque ele e liiiiindo, descolado e me faz parecer diferente dos outros.
Meu argumento: Como parecer diferente de outras 150 pessoas que utilizam exatamente o mesmo moletom? Essa não cola, então bora para outra tentativa.
Explicação do Coxinha de Campinas:
- Ah mêo, eu uso o moletão do curso pra não gastar as roupas de ir nas baladinhas monstras, sãaca?
Meu argumento: Então porque a Universidade não comercializa moletons da instituição? (vide as universidades de outros países que possuem uma loja com produtos do próprio local.)
E nesse ponto chega o Militante Social de Facebook:
-Na moral a Universidade não tem o direito de tirar a individualidade de expressão de cada um, bitolando as pessoas ao uso de um único uniforme e pã.... (para de falar para dar um pega no baseado). Entendeu? Isso é tudo anacronismo social.... (nesse ponto deixei-o falando sozinho)
Então eu mesma formulo a minha opinião, que em nada se parece com um texto do Enem mas mesmo assim é dissertativo-argumentativo. Lá vai:
Estudamos em uma universidade pública, que teoricamente deveria atender as parcelas mais baixas da sociedade, visto que ricos possuem dinheiro para pagar uma instituição pública. Porém, justamente por ela ser pública todos têm o direito de estudar aqui: tanto os muito ricos quanto os muitos pobres. Acontece que essa liberação ocasiona uma seletividade dos alunos: entram os mais capacitados e teoricamente com mais educação. Aqueles que possuem mais conhecimento dificilmente serão os alunos de escola pública, tendo em vista que a educação desses lugares é pobre e não os prepara para o ingresso em uma universidade. Então quem entra na Universidade Pública: Os ricos, claro. Pelo menos a maioria dos estudantes possui uma situação financeira boa. E isso reflete diretamente nos cursos mais procurados: Medicina, Direito, Engenharia Civil, Economia... basta olhar os alunos dessas turmas e ver que a maioria deles são pessoas cujos pais possuem bastante dinheiro. Digo a maioria, não todos. Então esses cursos acabam sendo mais prestigiados, diga-se de passagem. São cursos que possuem status dentro da cadeira alimentar da universidade. Na base delas encontramos algumas licenciaturas, bacharelados mais desconhecidos (como Biblioteconomia, Arquivologia, Geografia, Arqueologia). São cursos que a maioria das pessoas desconhece (seja por ignorância voluntária ou involuntária). Os cursos que possuem status acabam tornando as pessoas mais visíveis. E não me venham com "mimimi tu tá sendo tosca mimimimi" que todo mundo olha com olhos diferentes para um moletom escrito MED e um escrito BIBLIOTECONOMIA. É quase uma cadeira alimentar, volto a dizer.
Então chego no ponto em que tento desde o começo do texto: os moletons nada mais são do que uma forma de mostrar dentro da universidade a qual "casta" você pertence e também são uma forma de "sambar na cara da sociedade". Tipo "chupa seus bosta eu faço engenharia civil e cêis faz licenciatura".
E não, eu não penso assim. Apenas expus aqui o que percebo todos os dias.
E que a polêmica e o caos começem.
Uma boa tarde, meus negros lindos.
xoxo
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Dias sim, dias não
Sei que todos nós passamos por fases na vida, e a amadurecência é a mais complicada de todas elas. Ter 21 anos e ter seu futuro traçado como meta pode ser tanto uma baita sorte quanto um azar terrível. Não cumpri nem 1/4 de minha passagem sobre a Terra e já penso no final dos meus dias.
Ser jovem e ter vontade de viver, poder contar com poucas horas de sono para ser feliz e viver rodeado de amigos é quase lei em nossa sociedade. Há quem diga que seu pior medo é estar sozinho. Mas quantas pessoas estão realmente inclusas em seus círculos sociais? Basta olhar para alguns poucos rostos que transitam por aqui todos os dias que se pode ver a tristeza estampada na cara.
Que força é essa que nos obriga a levantar da cama todos os dias e enfrentar esse mundo hostil que nos cerca? O que te faz gastar o pouco dinheiro que recebe durante o mês com bebidas e festas? O que te motiva a sair distribuindo sorrisos para todo mundo, mesmo quando o seu mundinho interior está virado de pernas para o ar?
Felicidade de espírito e algo passageiro, momentâneo, eterno, que depende apenas da gente ou de todo um conjunto de fatores milimetricamente ajustados e sobrepostos?
E como lidar quando não se pode mais interpretar um sorriso? E quando a vontade de sair da cama dá lugar ao medo de encarar a realidade? E quando os amigos vão embora, o dinheiro também e sua única motivação é sair do mundo que você mesmo escolheu?
Há dias em que a vontade de viver é maior do que toda a dor que há na Terra, mas há dias em que simplesmente não se quer sair da inércia. E estes dias escuros são os mais longos de todos.
Ser jovem e ter vontade de viver, poder contar com poucas horas de sono para ser feliz e viver rodeado de amigos é quase lei em nossa sociedade. Há quem diga que seu pior medo é estar sozinho. Mas quantas pessoas estão realmente inclusas em seus círculos sociais? Basta olhar para alguns poucos rostos que transitam por aqui todos os dias que se pode ver a tristeza estampada na cara.
Que força é essa que nos obriga a levantar da cama todos os dias e enfrentar esse mundo hostil que nos cerca? O que te faz gastar o pouco dinheiro que recebe durante o mês com bebidas e festas? O que te motiva a sair distribuindo sorrisos para todo mundo, mesmo quando o seu mundinho interior está virado de pernas para o ar?
Felicidade de espírito e algo passageiro, momentâneo, eterno, que depende apenas da gente ou de todo um conjunto de fatores milimetricamente ajustados e sobrepostos?
E como lidar quando não se pode mais interpretar um sorriso? E quando a vontade de sair da cama dá lugar ao medo de encarar a realidade? E quando os amigos vão embora, o dinheiro também e sua única motivação é sair do mundo que você mesmo escolheu?
Há dias em que a vontade de viver é maior do que toda a dor que há na Terra, mas há dias em que simplesmente não se quer sair da inércia. E estes dias escuros são os mais longos de todos.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Cafetina
Se você espera ler uma crônica sobre sexo, este texto não é para você. Se você espera ler um texto sobre minha vida sexual, esse texto não é para você. Aliás, se você procura qualquer coisa relacionada a sexo, vá dormir, moç@, ou procure outro site, pois esse texto fala sobre auto-estima.
Todas as garotas do mundo, sem exceção (sim, TODAS, sem tirar nenhuma da lista) conhecem alguma menina super linda que anda com outra 'feia'. Coloco esse adjetivo entre aspas porque a amiga feia só o é em razão da outra amiga ser bonita demais, o que acaba tornando a primeira feia apenas por comparação. Pior ainda é quando você é a amiga feia. Amiga feia, não: a amiga "inteligente". E venho através dessas tão singelas linhas narrar a minha experiência de vida como a amiga inteligente. É quase um manual, acreditem em mim.
Coisa triste é passar a sua adolescência toda agenciando os encontros da amiguinha bonita. É ela que fica com todos os encontros amorosos, com todos os sorrisos, os olhares, os elogios. E é você, a garota esperta, que leva as cartinhas, encobre os rolos da menina e morre de inveja. Cada sorriso direcionado a ela e não a você vai te matando lentamente, fazendo com que você crie raiva da pobre garota e sinta-se menos importante do que papel de Trident.
E tenho uma notícia terrível para dar-lhes, amigas inteligentes: esse carma perdura a vida toda. A menos, é claro, que você fique muito rica e coloque próteses de silicone, faça uma lipo na barriga e uma plástica no nariz. Caso contrário, esse fardo vai te acompanhar pelo ensino superior.
A faculdade. Ah, a faculdade! O ápice da juventude do século 21, o apogeu de sua vida social e a sua consolidação como a cafetina das amigas dá-se por completo. E agora, com o advento da internet e a massificação das redes sociais, o bagulho rola online mesmo. Tipo assim:
boy magia:
-E aí guria, beleza?
você:
-Oooooooi *---*
boy magia:
-como que tá? tudo certo?
você:
-melhor agora, rs rs rs - (aqui faço uma pausa. Garota, pare de esfregar a perseguida no teclado. O boy magia não quer nada contigo. Não te ilude!)
boy magia:
-Ah, te vi hoje de manhã na frente do cc e talz
você:
-aaaaaain, que fofo *--* é mesmo? :))))) - Pausa 2: sua imbecil, sossega o facho que já te avisei que o bagulho NÃO É CONTIGO!
boy magia:
-Sim sim, e tu tava com aquela mina, a Fulana de Tal. Mó gata ela, ein. Tu sabe me dizer se ela tem namorado ou tá pra rolo?
você, jogando todo o seu recalque no teclado:
-Ela é uma sapatã e tem pavor de homem. Passar bem.
Eu disse. Eu bem que te avisei. E é sempre assim, mig's. Acostuma que vai doer menos. E que atire a primeira pedra o homem calhorda que nunca fez isso com a pobre garota inteligente.
Uma boa noite, meus negros lindos.
xoxo
Todas as garotas do mundo, sem exceção (sim, TODAS, sem tirar nenhuma da lista) conhecem alguma menina super linda que anda com outra 'feia'. Coloco esse adjetivo entre aspas porque a amiga feia só o é em razão da outra amiga ser bonita demais, o que acaba tornando a primeira feia apenas por comparação. Pior ainda é quando você é a amiga feia. Amiga feia, não: a amiga "inteligente". E venho através dessas tão singelas linhas narrar a minha experiência de vida como a amiga inteligente. É quase um manual, acreditem em mim.
Coisa triste é passar a sua adolescência toda agenciando os encontros da amiguinha bonita. É ela que fica com todos os encontros amorosos, com todos os sorrisos, os olhares, os elogios. E é você, a garota esperta, que leva as cartinhas, encobre os rolos da menina e morre de inveja. Cada sorriso direcionado a ela e não a você vai te matando lentamente, fazendo com que você crie raiva da pobre garota e sinta-se menos importante do que papel de Trident.
E tenho uma notícia terrível para dar-lhes, amigas inteligentes: esse carma perdura a vida toda. A menos, é claro, que você fique muito rica e coloque próteses de silicone, faça uma lipo na barriga e uma plástica no nariz. Caso contrário, esse fardo vai te acompanhar pelo ensino superior.
A faculdade. Ah, a faculdade! O ápice da juventude do século 21, o apogeu de sua vida social e a sua consolidação como a cafetina das amigas dá-se por completo. E agora, com o advento da internet e a massificação das redes sociais, o bagulho rola online mesmo. Tipo assim:
boy magia:
-E aí guria, beleza?
você:
-Oooooooi *---*
boy magia:
-como que tá? tudo certo?
você:
-melhor agora, rs rs rs - (aqui faço uma pausa. Garota, pare de esfregar a perseguida no teclado. O boy magia não quer nada contigo. Não te ilude!)
boy magia:
-Ah, te vi hoje de manhã na frente do cc e talz
você:
-aaaaaain, que fofo *--* é mesmo? :))))) - Pausa 2: sua imbecil, sossega o facho que já te avisei que o bagulho NÃO É CONTIGO!
boy magia:
-Sim sim, e tu tava com aquela mina, a Fulana de Tal. Mó gata ela, ein. Tu sabe me dizer se ela tem namorado ou tá pra rolo?
você, jogando todo o seu recalque no teclado:
-Ela é uma sapatã e tem pavor de homem. Passar bem.
Eu disse. Eu bem que te avisei. E é sempre assim, mig's. Acostuma que vai doer menos. E que atire a primeira pedra o homem calhorda que nunca fez isso com a pobre garota inteligente.
Uma boa noite, meus negros lindos.
xoxo
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Azedume
Sempre desconfiei de quem acorda de bom-humor. Gente que acorda dando bom-dia para o sol, cantarolando e com um sorriso de orelha a orelha bom sujeito não pode ser. O azedume matinal me é persistente até o final do dia, na hora em que vou dormir. O meu humor ácido esguicha em jorros quilométricos nas pessoas que me cercam.
-Bom dia, Carol! Tudo bem? :))))))
-São sete da manhã, está um frio do capeta, eu poderia estar dormindo/roubando/matando mas não! Onde estou eu? NA PORRA DA BIBLIOTECA COLANDO ETIQUETA EM LIVRO VELHO. E TU AINDA ACHA QUE EU ESTOU DE BOM HUMOR?????
no RU:
-Bom dia, crianças!
-Bom dia, velha bruaca? BOM DIA? VOCÊS ME DÃO UM MÍSERO CACETINHO RECHEADO DE MORTADELA COMO CAFÉ DA MANHÃ E AINDA TEM A PACHORRA DE ME DESEJAR UM DIA BOM?????
Na sala de aula.
-Bom dia, turma.
-BOM DIA, ENVIADO DO LEVIATÃ? TU ME DEU UMA BIBLIOGRAFIA BÁSICA COM 32 LIVROS PARA LER EM NOVE SEMANAS E AINDA ACHA QUE EU VOU TER UM BOM DIA?????
Pior do que quem acorda de mal-humor são aquelas pessoas que acordam lindas. Sabe aquela guria que levanta da cama maquiada/penteada/cheirosa/com roupa perfeita TODOS OS DIAS? Porra, só eu acordo com os cabelos parecendo um ninho de toupeira e tendo que alisar meus cabelos com a chapinha durante meia hora? (e nesse processo conseguindo queimaduras de terceiro grau nas orelhas, nos dedos, na testa.). E não se esqueçam vocês de que meu cabelo tem pouco mais de um palmo de comprimento.
Sem contar no fato de que eu sou o tipo de mulher "casa de passagem": os caras ficam comigo, dizem que não querem relacionamento sério e depois de uma semana adivinha o que acontece? Adivinha? EXATAMENTE, AQUELE BROCHA PINTO PEQUENO DA PORRA COMEÇA A NAMORAR UMA AMIGA/VIZINHA/VETERANA/BISCATE QUALQUER!
Então, meus caros, não ousem me desejar bom dia, porque certamente ele não será nada bom.
Até a próxima
xoxo
-Bom dia, Carol! Tudo bem? :))))))
-São sete da manhã, está um frio do capeta, eu poderia estar dormindo/roubando/matando mas não! Onde estou eu? NA PORRA DA BIBLIOTECA COLANDO ETIQUETA EM LIVRO VELHO. E TU AINDA ACHA QUE EU ESTOU DE BOM HUMOR?????
no RU:
-Bom dia, crianças!
-Bom dia, velha bruaca? BOM DIA? VOCÊS ME DÃO UM MÍSERO CACETINHO RECHEADO DE MORTADELA COMO CAFÉ DA MANHÃ E AINDA TEM A PACHORRA DE ME DESEJAR UM DIA BOM?????
Na sala de aula.
-Bom dia, turma.
-BOM DIA, ENVIADO DO LEVIATÃ? TU ME DEU UMA BIBLIOGRAFIA BÁSICA COM 32 LIVROS PARA LER EM NOVE SEMANAS E AINDA ACHA QUE EU VOU TER UM BOM DIA?????
Pior do que quem acorda de mal-humor são aquelas pessoas que acordam lindas. Sabe aquela guria que levanta da cama maquiada/penteada/cheirosa/com roupa perfeita TODOS OS DIAS? Porra, só eu acordo com os cabelos parecendo um ninho de toupeira e tendo que alisar meus cabelos com a chapinha durante meia hora? (e nesse processo conseguindo queimaduras de terceiro grau nas orelhas, nos dedos, na testa.). E não se esqueçam vocês de que meu cabelo tem pouco mais de um palmo de comprimento.
Sem contar no fato de que eu sou o tipo de mulher "casa de passagem": os caras ficam comigo, dizem que não querem relacionamento sério e depois de uma semana adivinha o que acontece? Adivinha? EXATAMENTE, AQUELE BROCHA PINTO PEQUENO DA PORRA COMEÇA A NAMORAR UMA AMIGA/VIZINHA/VETERANA/BISCATE QUALQUER!
Então, meus caros, não ousem me desejar bom dia, porque certamente ele não será nada bom.
Até a próxima
xoxo
domingo, 13 de outubro de 2013
Lágrimas que Deus não vê
Ontem, entediada por conta da chuva excessiva que acabou com todos os meus planos para o final de semana, resolvi ir ao supermercado perto da minha casa para comprar algo para comer antes que eu morresse de fome. Como havia passado o dia todo coberta de sujeira e preguiça, tomei banho e alisei os cabelos, coloquei uma roupa decente e um pouco de perfume para parecer que eu me importo com a vida.
Saí do supermercado cerca de vinte reais mais pobre e com uma sacola cheia de "porcarias": comida congelada, lasanha, refrigerante, chocolate e biscoitos. A chuva, teimosa e persistente, ainda molhava meus cabelos e sapatos e me fazia praguejar contra a vida e minha falta de sorte. Foi nesse momento que vi uma cena que me fez dar um passo para trás e calar minha boca cheia de calúnias.
Antes de mais nada, vale lembrar que ontem foi Dia das Crianças: uma data comercial, confesso, mas que deixa os pequenos na expectativa por ganhar algo diferente. Um presente,por mais singelo que seja, sempre vai ser um presente.
E eu ali, parada na chuva gelada, vejo um menininho descalço (com cerca de 10 anos) caminhando ao lado de um senhor idoso que empurrava uma carroça cheia de móveis.As roupas puídas, molhadas, o corpo frágil encolhido sob poucas peças encharcadas, os pés enlameados, a
expressão de sofrimento que o velho e o menino carregavam.....
Tudo contribuiu para eu perceber o quanto meus problemas são insignificantes perante os problemas dessa gente. Deus não olha para as lágrimas desse povo?
Já dizia Plebe Rude:
"Não é nossa culpa, nascemos já com uma benção.
Mas isso não é desculpa pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração?
Até quando esperar?
E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração?
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração?"
terça-feira, 8 de outubro de 2013
sobre ser GG em um mundo P
Sou uma pessoa que sempre defendeu a aceitação do próprio corpo, principalmente no que diz respeito ao peso. Milito contra a ditadura da magreza imposta sabe-se lá por quem. Entretanto, ontem vivi um dos momentos mais constrangedores de minha tão singela vida.
Saí no centro da cidade de Rio Grande em busca de um short de alfaiataria, e minha procura foi malograda. Entrei em cerca de 20 lojas de confecções que se localizavam tanto no calçadão da cidade quanto nas ruas paralelas a ele, e em nenhuma delas consegui encontrar uma peça de meu tamanho. Mas vejam bem: eu não me considero uma pessoa obesa, até porque meu manequim é 46/48. Mas qual não foi a minha surpresa ao caçar algo entre as dezenas (centenas) de peças das lojas que adentrei e encontrar nas araras tamanhos que variavam do simplório 36 até o 44.
Faço a vocês um único pedido: observem as pessoas normais que rodeiam vocês nas ruas, nos ônibus, no supermercado. Quantas delas possuem um manequim 36 e quantas possuem formas muito maiores do que isso? A maioria das mulheres não possuem uma cintura que caiba em uma calça de 60cm de circunferência.
E é nesse momento que ouço comentários do tipo "pois então trate de emagrecer!" "perca peso que as roupas servirão em você!". Quando uma pessoa calça um tamanho 40 e os sapatos são feitos apenas até o 38 vocês pedem que ela corte os dedos dos pés fora para caberem nos sapatos? Quando alguém mede cerca de 1,90m de altura vocês pedem para ela tirar as vértebras da coluna e cortar uma parte de suas pernas para entrarem em calças curtas? Não é questão de peso: é questão de aceitação das diferenças. A indústria da moda deve aceitar que os corpos da população em geral não são iguais aos das modelos esqueléticas que desfilam nas "fashion week" por aí. As pessoas possuem curvas, em especial a mulher brasileira. Somos geneticamente assim e não devemos deixar que o sistema nos convença a mudarmos. Já não basta a cobrança por cabelos claros, olhos azuis, pele alva e madeixas de um liso quase oriental?
Essa padronização estúpida do corpo feminino leva dezenas de milhares de mulheres à loucura todos os anos: seios arredondados à base de muito silicone, cintura fina cirurgicamente modificada, cabelos com formol e lábios com botox.... e um somatório total de muitas mortes em uma mesa de cirurgia apenas para ter o corpo que todos querem que você tenha.
Voltando às roupas: existem sim lojas especializadas em tamanhos maiores, mas curiosamente o preço dessas lojas é o triplo de uma loja comum. Adentrei uma delas e vi um short (que tinha pouco mais de um metro quadrado de tecido) por salgados R$130,00. O curioso é que um short da mesma marca, porém com um tamanho menor estava na vitrine de uma loja por menos da metade do preço: R$59,90.
Acho (apenas acho) que está na hora de acordarmos dessa hipnose que nos foi induzida pela mídia e percebermos o quanto estamos sendo maltratados por quem nos impôs isso. E não é uma questão de saúde: é uma questão de respeito.
Um bom dia, meus negros lindos
xoxo
Saí no centro da cidade de Rio Grande em busca de um short de alfaiataria, e minha procura foi malograda. Entrei em cerca de 20 lojas de confecções que se localizavam tanto no calçadão da cidade quanto nas ruas paralelas a ele, e em nenhuma delas consegui encontrar uma peça de meu tamanho. Mas vejam bem: eu não me considero uma pessoa obesa, até porque meu manequim é 46/48. Mas qual não foi a minha surpresa ao caçar algo entre as dezenas (centenas) de peças das lojas que adentrei e encontrar nas araras tamanhos que variavam do simplório 36 até o 44.
Faço a vocês um único pedido: observem as pessoas normais que rodeiam vocês nas ruas, nos ônibus, no supermercado. Quantas delas possuem um manequim 36 e quantas possuem formas muito maiores do que isso? A maioria das mulheres não possuem uma cintura que caiba em uma calça de 60cm de circunferência.
E é nesse momento que ouço comentários do tipo "pois então trate de emagrecer!" "perca peso que as roupas servirão em você!". Quando uma pessoa calça um tamanho 40 e os sapatos são feitos apenas até o 38 vocês pedem que ela corte os dedos dos pés fora para caberem nos sapatos? Quando alguém mede cerca de 1,90m de altura vocês pedem para ela tirar as vértebras da coluna e cortar uma parte de suas pernas para entrarem em calças curtas? Não é questão de peso: é questão de aceitação das diferenças. A indústria da moda deve aceitar que os corpos da população em geral não são iguais aos das modelos esqueléticas que desfilam nas "fashion week" por aí. As pessoas possuem curvas, em especial a mulher brasileira. Somos geneticamente assim e não devemos deixar que o sistema nos convença a mudarmos. Já não basta a cobrança por cabelos claros, olhos azuis, pele alva e madeixas de um liso quase oriental?
Essa padronização estúpida do corpo feminino leva dezenas de milhares de mulheres à loucura todos os anos: seios arredondados à base de muito silicone, cintura fina cirurgicamente modificada, cabelos com formol e lábios com botox.... e um somatório total de muitas mortes em uma mesa de cirurgia apenas para ter o corpo que todos querem que você tenha.
Voltando às roupas: existem sim lojas especializadas em tamanhos maiores, mas curiosamente o preço dessas lojas é o triplo de uma loja comum. Adentrei uma delas e vi um short (que tinha pouco mais de um metro quadrado de tecido) por salgados R$130,00. O curioso é que um short da mesma marca, porém com um tamanho menor estava na vitrine de uma loja por menos da metade do preço: R$59,90.
Acho (apenas acho) que está na hora de acordarmos dessa hipnose que nos foi induzida pela mídia e percebermos o quanto estamos sendo maltratados por quem nos impôs isso. E não é uma questão de saúde: é uma questão de respeito.
Um bom dia, meus negros lindos
xoxo
domingo, 6 de outubro de 2013
algum dia
Minha criatividade está diretamente relacionada com meu estado de espírito. Dificilmente consigo escrever quando as coisas estão bem: as palavras não fluem como eu gostaria, as orações parecem desconexas e as histórias não fazem sentido algum para mim. Recentemente passei por um período de torpor espiritual, pois as coisas estavam em seus devidos lugares e tudo o que eu gostaria estava acontecendo. Amor, casa, trabalho, amigos e lá seguia eu , feliz sem atualizar meu bebê por semanas.
Mas como nem tudo são flores, a primeira pedra de meu castelinho de lego desmoronou recentemente. Acontece, acontece. Sei que minha sorte para o amor é inversamente proporcional ao meu peso e que meus romances duram quase nada. É demais eu querer apenas um amor para chamar de meu? Não me culpo em momento algum por esse fim repentino, pois dessa vez o problema realmente não era comigo. Fiz tudo da maneira mais correta possível (se é que há uma maneira correta de se fazer as coisas). Novamente as flores do caminho estão desabrochando, e as cores que elas doam aos olhos dos viajantes suficientemente sensíveis para percebê-las trazem consigo a esperança de que dias melhores estão por vir. O verão chega, insinuando-se por entre as nuvens carregadas de frio e me mostram que, mais uma vez, sobrevivi ao inverno.
Mais um ciclo se encerra e entro agora em um momento mais maduro de meu eu, com novos objetivos e a sensação de que estou dependendo cada vez menos do outro para ser efetivamente feliz. Eu ainda espero por ele, confesso. Mas não será para sempre. Apenas dei um tempo para que ele possa fazer boas escolhas e ver o que realmente é importante na vida da gente. Pela primeira vez na minha vida pude perceber o quanto que o dinheiro não tem valor algum se não podemos compartilha-lo com alguém. De que adianta você ter os seus oito mil no banco, meu bem, se não pode gastá-los com ninguém? Tu fez questão de afastar teus amigos, tua vida, eu, apenas em prol do trabalho. E posso te afirmar que os meus R$500,00 da minha bolsa valem muito mais do que teus R$8 mil. Sabe porquê? Porque eu os conquistei fazendo aquilo que amo, e porque cada centavo será gasto com as pessoas que amo e com coisas que eu almejo há tempos.
A vida é aquilo que acontece enquanto tu junta a tua fortuna, sem pensar no sol que está lá fora. Bem sabes que nossos melhores momentos foram em casa, apenas com a companhia um do outro e a sensação de que não havia mundo algum fora do meu quarto.
Olhai os lírios do campo, meu bem.
Um bom dia, meus negros lindos
xoxo
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Meu precioso
Somos frutos de uma sociedade que educa suas meninas a guardarem o seu bem mais precioso por toda a vida, a fim de "presentear" um escolhido (que deve ser alguém para a vida toda). Como diria a poetiza brasileira Valesca Poposuda: por ela o homem chora, gasta, mata, enlouquece. Falo da dita da "perseguida", o tesouro que cada mulher carrega dentro de si. Mas uma coisa que me deixa muito da intrigada (e chateada também) é a supervalorização do corpo feminino. "Guardar o seu melhor". Que frase mais idiota!
Tentarei explicar a você, caro leitor que me acompanha desde os primórdios desse blog (e sabe que eu sou uma pessoa que não costuma defender causas vãs), o porquê de eu achar que o corpo feminino traz consigo mais valor do que ele realmente tem, em especial a virgindade.
Penso eu que o melhor que podemos dar a alguém que se ama não é o corpo, o sexo, a virgindade, a "perereca". Qualquer homem com menos de cinquenta reais consegue comprar o corpo de uma mulher em qualquer esquina da vida. E ainda digo mais: se sexo segurasse homem não haveria nenhuma prostituta solteira. Acho que o bem mais precioso que podemos dar para alguém que amamos é o nosso sentimento. Ninguém compra amor de verdade, por mais rico que seja. E (clichês à parte) não só o amor, como o carinho, a ternura, o cuidado com o outro e a preocupação verdadeira com o ser amado. O máximo que se pode comprar é uma falsa paixão, o interesse alheio (no dinheiro, e não da pessoa).
Enfim, a partir de hoje guardarei o meu melhor para quem realmente o mereça. De que adianta jogar meus sentimentos na mesa todas as vezes, e em todas as vezes eles serem (educadamente) rejeitados ou usados e depois colocados no lixo? De que adianta doar-se por inteiro para alguém que sequer tem conhecimento de seus sentimentos? Trocar a ingenuidade pueril por uma malícia de adulto que sabe o que faz tem sido o trabalho mais difícil de minha vida, algo quase impossível de ser feito.
Mas o resto dessa história é só mais do mesmo.
Um bom dia, meus negros lindos
xoxo
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
dedo podre
Sou aquele tipo de pessoa acometida pela síndrome do "dedo podre": tenho o dom de fazer escolhas erradas em todas as facetas de minha tão simplória vida. Homens, amigos, empregos, roupas...tudo o que escolho parece trazer consigo a maldição eterna do "não-vai-dar-certo". Salvo as raras exceções dos meus poucos e bons amigos (posso contar nos dedos das mãos aqueles que entraram em minha vida e nela permanecem sem me deixar danos". Menos de uma dezena. Ás vezes me parece pouco, mas eles me bastam.
Falar em relacionamento malogrado e não citar meu nome é quase um ultraje. Me apaixono rápido, confesso. Falta de amor próprio? Maybe. Mas a verdade é que atraio gente com problema.
Daí, do nada, o bofe pelo qual me apaixonei se descobre gay. Sim, era uma bicha. Eu sei. Poxa, ele rebolava mais do que eu quando andávamos, certo? Sinto que quando caminhávamos juntos o pessoal comentava "lá vai o viado e a sapatão". O boy magia seguinte descobre que a ex-namorada tá grávida e volta pra ela. O outro me trai com a minha vizinha (por anos) e eu, como boa corna que sou, fico sabendo depois de todo mundo. Ainda tem aquele que tinha fortes tendências psicopatas: me seguia de noite, fazia acampamento na frente da minha casa pra saber onde eu ia, me ligava 24h por dia. Sem falar em todos os outros (cachorros, cretinos, salafrários, calhordas, imbecis, toscos, pobres, honestos).
Um bom dia regado a banhos de arruda e sal grosso, meus negros lindos.
xoxo
domingo, 8 de setembro de 2013
Volta para casa
A volta para casa sempre me deu uma sensação de derrota. De demonstrar para todo mundo que, mais uma vez, você falhou. É assumir publicamente que seus planos não deram certo e que tudo aquilo que foi planejado, anotado e cuidado com tanto carinho foi por água abaixo. E os planos para o futuro,como ficam?E os castelos de areia que construí com tanto esmero?
Lágrimas não são o suficiente para mensurar o que sinto.Nunca foram, na verdade. Elas apenas exteriorizavam uma pequena parcela daquilo que se passava dentro de mim. Por vezes, meras gotículas, forjavam um sentimento que não era assim tão recíproco. Mas paciência, paciência. Elas passarão, eu passarinho....
Nunca convivi muito bem com a derrota, confesso. Sou uma péssima perdedora, e contesto até o último momento, relutante em aceitar aquilo que não me favorece. Mas pior ainda é saber que o seu futuro foi decidido pela simples assinatura de uma pessoa que sequer lhe conhece e que tem poder o suficiente para discriminar quem deve ou não ser abençoado...mas reclamar não adianta e o que passou, passou.
Voltemos então, com os olhos baixos de quem deixou para trás uma carreira promissora e um grande amor não correspondido. A volta será guiada, dessa vez. Tudo o que vai, volta. Certo?E a única coisa que ainda não me decepcionou até hoje foi a vodka.
Uma boa noite, meus negros lindos
xoxo
Lágrimas não são o suficiente para mensurar o que sinto.Nunca foram, na verdade. Elas apenas exteriorizavam uma pequena parcela daquilo que se passava dentro de mim. Por vezes, meras gotículas, forjavam um sentimento que não era assim tão recíproco. Mas paciência, paciência. Elas passarão, eu passarinho....
Nunca convivi muito bem com a derrota, confesso. Sou uma péssima perdedora, e contesto até o último momento, relutante em aceitar aquilo que não me favorece. Mas pior ainda é saber que o seu futuro foi decidido pela simples assinatura de uma pessoa que sequer lhe conhece e que tem poder o suficiente para discriminar quem deve ou não ser abençoado...mas reclamar não adianta e o que passou, passou.
Voltemos então, com os olhos baixos de quem deixou para trás uma carreira promissora e um grande amor não correspondido. A volta será guiada, dessa vez. Tudo o que vai, volta. Certo?E a única coisa que ainda não me decepcionou até hoje foi a vodka.
Uma boa noite, meus negros lindos
xoxo
E eu não uso fio dental!
Segundo
uma amiga minha da engenharia de alimentos, o problema da comida do RU é que
eles colocam bicarbonato de sódio na comida. Isso é feito, claro, de forma clandestina. O resultado é o
seguinte: o bicarbonato, ao entrar em contato com o suco gástrico, dá a falsa
sensação de saciedade , pois efervesce. Só que ele tem um efeito colateral: gases.
Muitos gases. Depois de comer no RU fico com a barriga inchada e cheia desses
fedorentos clandestinos. Como detesto fazer cocô na universidade, depois das 4
da tarde não aguentava mais e resolvi vir para casa. A cada curva que o ônibus
fazia era um pum que eu soltava (de forma muito silenciosa, diga-se de
passagem) e a vontade de evacuar aumentando. Desci do ônibus e acho que nunca
percorri os 10 min de caminhada entre o ponto e a minha casa de forma tão
rápida. Vim entoando um mantra no caminho: vai dar tempo, vai dar tempo, vai
dar tempo. Cheguei em casa com uma velocidade digna de velocista olímpico, adentrei minha casa e.... deparo-me
com a dona da casa colocando suas roupas na máquina de lavar, que fica ao lado
do banheiro. Eu, como não podia ficar parada (corria o risco de fazer tudo ali mesmo), comecei a
lavar a louça que estava na pia. E a infeliz da mulher não parava de puxar
assunto, pois eu também sou tagarela e sempre dou papo para ela. Mas eu estava
no limite entre o higiênico e a porqueira total e a desgraçada queria contar a
vida toda dela. Dei um sorriso meia-boca e falei:
-Acho
que vou tomar banho...
Ela
apercebeu-se da situação e saiu da casa. Só deu tempo de baixar as calças e
sentar no vaso. Peidei gente. Peidei
mesmo. Um peido barulhento, e tão fedorento que nem eu mesma aguentei o fedor. Não, eu não soltei um pum, eu não tive
flatulências. Eu peidei. E que sensação de alívio. Depois de fazer cocô, tomei
um banho e coloquei o pijama.Vocês não fazem ideia de como é bom fazer cocô.
Aliás, vocês fazem sim. Todo mundo faz.
Coisa normal, gente. Quem não faz cocô aqui que levante sua mão. Eu tenho uma
restrição quanto à fazer cocô em locais onde há outras pessoas. Me criei
sozinha em casa,fazendo cocô quando dava na telha e sem ninguém pra reclamar do
cheiro. Uma vez fui para a praia com meus tios e primas e fiquei uma semana sem
ir aos pés. Motivo? Nunca ficava sozinha em casa. Mas voltando ao assunto da
agradabilidade de se defecar. Só conheço
uma pessoa que não gosta de “ir aos pés”. Era um menino da engenharia de
alimentos e até hoje tenho sérias dúvidas quanto à sua sexualidade. Ele ia ao
banheiro uma vez ao dia e depois ainda tomava banho, porque sentia nojo. Sexo
anal para ele era algo impensável. Se bem que também não sou muito fã das
técnicas sodomitas:acho extremamente desagradável. Me dá a mesma sensação de
estar evacuando, só que no sentido inverso... chego a me arrepiar só de pensar
nisso. Não sei o porquê da insistência masculina nessa prática.
Mas
voltando à comida do Ru e suas
conseqüências: uma vez fiquei muito mal do estômago . Culpa do feijão
endemoniado do RU. Sei que eram seis horas da tarde e eu havia combinado de
esperar um amigo meu da engenharia civil para irmos depois para a casa dele e
fazermos janta. Senti meu estômago reverberando ao entrar em contato com o
feijão. Vi que não daria tempo de chegar em casa e aceitei: vou ter de fazer no
banheiro da universidade. Após uma análise cuidadosa, optei pelo banheiro do
segundo andar do prédio das ciências humanas. Cheguei, sentei e só deu tempo de
pensar: acabou de entrar mais alguém. Juro que nunca me aconteceu de fazer
tanto barulho assim.As duas meninas que entraram no banheiro saíram dando
risada corredor afora, aquelas filhas da mãe. Fizeram o maior estardalhaço e
ainda chamaram platéia para a porta do banheiro. Só sei que saí de lá quase
duas horas depois, rezando muito para que as infelizes já tivessem ido embora.
domingo, 25 de agosto de 2013
Primeiro surto
A convivência com Vitor tornava-se a cada dia mais estreita. A sua companhia me bastava, e sentia que, entre nós, havia apenas amor. Minha mãe ligava-me com frequência, e nas vezes em que eu me encontrava em sua companhia sempre inventava uma história descabida para explicar os barulhos que ele fazia. Ele não conseguia parar quieto, e demandava atenção constante. Algumas vezes ele insistia em conversar comigo enquanto eu falava com minha mãe, o que a deixava a cada dia mais desconfiada. O final do semestre se aproximava, e liguei para ela:
-Mãe, vou pra casa semana que vem.
-Que bom, Carol. Que dia tu vens? Quer que eu te mande dinheiro para a passagem?
-Não precisa, mãe. Eu vou de carro com o Vitor...
-Vitor? Quem é Vitor?!
-Calma mãe, semana que vem tu vai conhecer ele...
Os dias se passaram em uma velocidade mórbida. A angústia da proximidade da viagem estava deixando todos loucos: eu, Vitor e seus pais.
O dia derradeiro chegou, e os 350 km que separavam minha casa da cidade onde eu estava morando parece que se estenderam. Vitor odeia ficar muito tempo trancado dentro de um lugar. Paramos em um posto de gasolina para "esticarmos as pernas" e para que ele pudesse se acalmar um pouco.
Quando faltavam apenas dez minutos para nossa chegada, liguei para minha mãe e avisei que os pais dele nos acompanhavam. Cheguei em casa, abri o portão com a chave que eu ainda guardava e adentrei a cozinha. Eu estava nervosa, transpirando horrores apesar do vento fresco que varava a cidade no fim de tarde.
-Oi mãe....
-Oi filha! Cadê tuas visitas?
-Calma mãe...antes de tu conhecer o Vitor, quero que tu saiba que não é o que parece, e que depois vou te contar como eu o conheci...
-Como assim?!- grita minha mãe,obviamente nervosa por minhas palavas.- Que tipo de cara é esse?
-Espera, vou te mostrar...
O choque que minha mãe levou foi tamanho que ela sentou-se na cadeira, com um baque. Ela, que esperava ver adentrar um homem, se surpreendeu com o tão inusitado convidado:
Um garotinho de 11 anos, loiro, com os cabelos revoltos e os olhos da cor do mel. O corpo, pequeno e frágil, estava coberto com uma camiseta dos Looney Tunes e uma calça de pijamas. As mãos, tão delicadas, seguravam minha camiseta com uma força surpreendente. Os olhos tão profundos quanto um lago estavam procurando um porto seguro, algo conhecido em meio àquele lugar estranho. A pele era muito alva, denunciando sua fragilidade.Ele se escondia atrás de mim, obviamente incomodado com aquele lugar tão diferente daqueles que costumava frequentar. Minha mãe não esperava que eu chegasse em casa com uma criança autista.
[continua. Ou não...]
-Mãe, vou pra casa semana que vem.
-Que bom, Carol. Que dia tu vens? Quer que eu te mande dinheiro para a passagem?
-Não precisa, mãe. Eu vou de carro com o Vitor...
-Vitor? Quem é Vitor?!
-Calma mãe, semana que vem tu vai conhecer ele...
Os dias se passaram em uma velocidade mórbida. A angústia da proximidade da viagem estava deixando todos loucos: eu, Vitor e seus pais.
O dia derradeiro chegou, e os 350 km que separavam minha casa da cidade onde eu estava morando parece que se estenderam. Vitor odeia ficar muito tempo trancado dentro de um lugar. Paramos em um posto de gasolina para "esticarmos as pernas" e para que ele pudesse se acalmar um pouco.
Quando faltavam apenas dez minutos para nossa chegada, liguei para minha mãe e avisei que os pais dele nos acompanhavam. Cheguei em casa, abri o portão com a chave que eu ainda guardava e adentrei a cozinha. Eu estava nervosa, transpirando horrores apesar do vento fresco que varava a cidade no fim de tarde.
-Oi mãe....
-Oi filha! Cadê tuas visitas?
-Calma mãe...antes de tu conhecer o Vitor, quero que tu saiba que não é o que parece, e que depois vou te contar como eu o conheci...
-Como assim?!- grita minha mãe,obviamente nervosa por minhas palavas.- Que tipo de cara é esse?
-Espera, vou te mostrar...
O choque que minha mãe levou foi tamanho que ela sentou-se na cadeira, com um baque. Ela, que esperava ver adentrar um homem, se surpreendeu com o tão inusitado convidado:
Um garotinho de 11 anos, loiro, com os cabelos revoltos e os olhos da cor do mel. O corpo, pequeno e frágil, estava coberto com uma camiseta dos Looney Tunes e uma calça de pijamas. As mãos, tão delicadas, seguravam minha camiseta com uma força surpreendente. Os olhos tão profundos quanto um lago estavam procurando um porto seguro, algo conhecido em meio àquele lugar estranho. A pele era muito alva, denunciando sua fragilidade.Ele se escondia atrás de mim, obviamente incomodado com aquele lugar tão diferente daqueles que costumava frequentar. Minha mãe não esperava que eu chegasse em casa com uma criança autista.
[continua. Ou não...]
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Classificados
Mulher solteira e bem-resolvida procura homem. Não sou muito bonita, mas também não sou de todo feia. Um pouco mais alta do que a maioria das mulheres, mas nada muito gritante. Acima do peso, como qualquer mulher normal que se preze. Tenho celulite, acordo com a maquiagem borrada ,faço bagunça e bebo cerveja. Tenho opinião própria, não levo desaforos para casa e adoro um bom debate. Prefiro livros às novelas, comida gordurosa à alface e gelo e gosto de beber cerveja, e não Cosmopolitan. Meu perfume não é Carolina Herrera e minhas bolsas não são Louis Vuitton. Não sou viajada, nem tenho os cabelos lisos e a cintura fina. Não sei dirigir, e não tenho dinheiro e nem pretensão de comprar um carro tão cedo. Não chamo a atenção por onde passo, nem sou a mais inteligente de meu curso.Sou uma mulher com passado, com vontades e com história. Não procuro marido, nem namorado, nem foda-fixa e muito menos um ficante. Procuro um parceiro, que esteja comigo nos dias de festa e nos dias de ficar em casa assistindo seriado e comendo porcarias. Que entenda que nem sempre vou acordar bem-humorada, que nem sempre serei meiga e delicada e que meus sms lhe desejando "bom-dia" não serão diários e constantes. Procuro alguém que entenda a minha necessidade de passar um tempo sozinha, e que ele próprio também passe tempo com os amigos dele. Procuro um homem, e não um menino. Não precisa ter carro, nem moto, nem um emprego bem-remunerado. Não precisa ser o playboy da engenharia civil, e nem o pitbull pegador da engenharia mecânica. Não quero um Ken da vida real. Beleza não é o essencial, a mim já basta que seja asseado e cheiroso. Que goste de ver um filme e aprecie a beleza que há no silêncio. Caso alguém se interesse, não precisa me mandar cartas, me ligar, me deixar inbox no facebook ou me deixar recado no twitter. Basta que ele exista, e que no tempo certo cruze meu caminho e saiba reconhecer o real valor que uma mulher tem.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Olhos selvagens
Sempre tive obsessão por olhos. Mas aqueles, especificamente aqueles, me seduziram. Olhos tão profundos que me inundavam por completo. Eu me perdia na escuridão daquele olhar....ele me enchia tanto que no fim só se encontrava eles mesmos. Olhos inquietos, que me transportavam para algum lugar distante o suficiente que, após a ida, a volta tornava-se algo sofrido e doloroso. Um verdadeiro milagre de olhos castanhos, que me inundava de algo belo e glorioso com cheiro de brisa noturna. Olhos selvagens, que em nada combinavam com o sorriso de menino e a barba por fazer. Olhos que viram mais do que gostariam... e foram esses mesmos olhos que desdenharam as minhas lágrimas e que vigiaram meu sono. Olhos que me desejaram por completa,que me despiram e depois me guiaram de volta para casa sem o menor remorso. Olhos que guardaram mais mágoas do que alguém supunha suportar. Olhos que se fecharam ao vai-e-vem compassado, ritmado. Olhos que eu supunha conhecer...
Olhos que se foram, que não brilham mais por mim e que em nada condizem com aquele sorriso ameaçador, inquieto, temível...olhos que me inspiraram medo e motivaram a minha fuga. Aqueles olhos que me fazem encher os meus de lágrimas à mais simples lembrança. Olhos que agora eu odeio, e que não mais desejo ver...
sábado, 3 de agosto de 2013
price tag
Abre a geladeira: um pote de margarina pela metade e uma jarra com água. Abre o armário: um pacote de macarrão tipo lámen e um pote com milho para pipoca. Abre a carteira: vazia. Senta-se no sofá, toma mais um pouco de seu café (agora frio) e chora. Chora para o vazio da sala, para as paredes descascando e para o tapete sujo de areia. Limpa as lágrimas, dá dois tapinhas no rosto para ver se volta à realidade e pensa. Começa a maquinar, arquitetar algum plano cabuloso para dar fim à miséria. Uma promessa de depósito,uma conta-corrente no negativo e uma demissão inesperada. Acontece, acontece. Calma. Pensa devagar que para tudo dá-se um jeito. Foca na segunda-feira: segunda tu vais ter dinheiro. Sossega. Só mais 48h até a próxima refeição de verdade. Tu aguenta, já aguentou coisa pior. Porra, o cigarro tá acabando. Agora sim fudeu. Dorme um pouco, vai ver a fome passa. Não, melhor: liga pra alguém. Pede dinheiro, tu sempre emprestou de boa-vontade, ninguém vai te negar agora. Não, melhor não ligar. Ninguém precisa saber que tu tá na merda. Deixa assim. Sobre o convite para jantar, diz que estás com dor de barriga, comeu algo que não te caiu bem. Eu sei que tu estás com fome, mas deixa para comer amanhã. A segunda chega e leva embora esse desespero. Deixa de ser burra, não fala nada pra ninguém. Disfarça, ué. As pessoas odeiam saber dos dramas dos outros: mal se aguentam com os seus próprios.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Clichê
Era uma vez uma menina que, depois de ser traída e humilhada por aquele que julgava ser o amor da sua vida, resolveu mudar seu cabelo, mudar de cidade e mudar sua vida. Adquiriu vícios, fechou seu coração e fez novos amigos. Arrumou um emprego, começou a fumar e abriu sua mente para as novas filosofias. Comprou novas roupas,entrou na faculdade e tomou por resolução não mais se apaixonar.
Cansou dos novos amigos, mudou de casa e se reinventou. Descobriu um talento, reviveu sonhos antigos e seu coração continuava fechado. Alguns tentaram entrar em sua alma, mas deram com a cara na porta. Ela apaixonou-se novamente, por alguém tão ruim quanto o primeiro. Novamente decepcionada, endureceu os poucos sentimentos que tinha guardado para si e jurou por Deus não mais amar. A cada dia se tornava mais amarga, mais rancorosa, mais fechada. Era descolada, popular, ficou com fama de vadia. Resolveu viver de sexo casual e amar apenas aos seus vícios.
Aprendeu um novo idioma, foi demitida por saber demais e cansou de ser amada. E, por fim....e quem quer saber o final dessa história, que aguarde. Ou não. É só mais um clichê sem-graça de novela mexicana.
Cansou dos novos amigos, mudou de casa e se reinventou. Descobriu um talento, reviveu sonhos antigos e seu coração continuava fechado. Alguns tentaram entrar em sua alma, mas deram com a cara na porta. Ela apaixonou-se novamente, por alguém tão ruim quanto o primeiro. Novamente decepcionada, endureceu os poucos sentimentos que tinha guardado para si e jurou por Deus não mais amar. A cada dia se tornava mais amarga, mais rancorosa, mais fechada. Era descolada, popular, ficou com fama de vadia. Resolveu viver de sexo casual e amar apenas aos seus vícios.
Aprendeu um novo idioma, foi demitida por saber demais e cansou de ser amada. E, por fim....e quem quer saber o final dessa história, que aguarde. Ou não. É só mais um clichê sem-graça de novela mexicana.
domingo, 28 de julho de 2013
Era uma vez em julho
Era uma vez uma menina que achava que era mulher, um homem que achava que ainda era menino e a carência travestida de amor. Era uma vez uma cama que guardava inúmeras noites de paixões ardentes, conversas sem fim sobre tudo aquilo que se havia criado e discussões intermináveis sobre um ciúme inventado. E era uma vez também um pedido de desculpas em forma de convite,e um perdão em forma de sexo. Era uma vez uma intimidade tamanha que a única vergonha era a de não ser vista. Um afago na cabeça, um pausar de jogo para arrumar os cobertores e um Memórias de um Sargento de Milícias com a capa rasgada. Era uma vez aquele acordar com os sentidos à flor da pele, numa madrugada escura com uma mão curiosa passeando pelo corpo.
Era uma vez um "Me busca? Queria dormir contigo hoje..." que logo foi sucedido por um "arruma as tuas coisas e vai embora, tenho outros planos para a noite de hoje". Era uma vez uma menina que chegou chorando, e um travesseiro úmido de tantas lágrimas. Era uma vez alguém que ficou com medo de amar de novo...
E era uma vez uma conversa com cigarros e café, e uma resolução de não mais ficar com ninguém. Uma penitência, abstinência, conveniência. Era uma vez uma menina que só queria amar e ser amada.
Era uma vez alguém que se sentia feia e excluída, e que procurava em seus vícios uma forma de consolo que só o carinho poderia lhe trazer. Era uma vez alguém que entregava seus afagos ao vazio de seu quarto, ao pensar em por que não eu?
Era uma vez um mês frio que finalmente chegava ao fim, e um coração vazio que ainda espera uma resposta para as suas dores.
Era uma vez um "Me busca? Queria dormir contigo hoje..." que logo foi sucedido por um "arruma as tuas coisas e vai embora, tenho outros planos para a noite de hoje". Era uma vez uma menina que chegou chorando, e um travesseiro úmido de tantas lágrimas. Era uma vez alguém que ficou com medo de amar de novo...
E era uma vez uma conversa com cigarros e café, e uma resolução de não mais ficar com ninguém. Uma penitência, abstinência, conveniência. Era uma vez uma menina que só queria amar e ser amada.
Era uma vez alguém que se sentia feia e excluída, e que procurava em seus vícios uma forma de consolo que só o carinho poderia lhe trazer. Era uma vez alguém que entregava seus afagos ao vazio de seu quarto, ao pensar em por que não eu?
Era uma vez um mês frio que finalmente chegava ao fim, e um coração vazio que ainda espera uma resposta para as suas dores.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Escreverência
Dia 25 de julho: dia do escritor. E hoje fui presenteada com um comentário inesperado no chat do facebook: uma pessoa que nem é tão amiga assim (a ponto de me bajular, como muitos o fazem), disse que leu alguns textos e ficou impressionada com a qualidade dos mesmos. Fiquei feliz deveras, admito.
Muitas pessoas me perguntam o que me motiva a escrever. Na verdade, nunca parei para pensar sobre isso. As palavras fluem,e por vezes a velocidade dos dedos no teclado é mais rápida do que os meus pensamentos. Um turbilhão de letras, organizadas de uma forma que não sei explicar, dezenas e centenas de palavras escolhidas e encaixadas de forma tal a fazerem um sentido que só quem já viveu algo semelhante consegue entender. Meus textos são o que eu sou: compilam meus sentimentos de uma forma tão translúcida que basta lê-los para ver o que se passa na minha tão avoada cabecinha. Nunca fui de esconder as coisas: sempre gostei de clareza e objetividade, inclusive sentimental.
Enfim, escrevo porque gosto, porque preciso, porque amo e porque faz parte de mim. Tão natural quanto falar, escrever é a minha essência. Mesmo que não seja tão bom assim.
Boa noite, meus negros lindos
xoxo
Muitas pessoas me perguntam o que me motiva a escrever. Na verdade, nunca parei para pensar sobre isso. As palavras fluem,e por vezes a velocidade dos dedos no teclado é mais rápida do que os meus pensamentos. Um turbilhão de letras, organizadas de uma forma que não sei explicar, dezenas e centenas de palavras escolhidas e encaixadas de forma tal a fazerem um sentido que só quem já viveu algo semelhante consegue entender. Meus textos são o que eu sou: compilam meus sentimentos de uma forma tão translúcida que basta lê-los para ver o que se passa na minha tão avoada cabecinha. Nunca fui de esconder as coisas: sempre gostei de clareza e objetividade, inclusive sentimental.
Enfim, escrevo porque gosto, porque preciso, porque amo e porque faz parte de mim. Tão natural quanto falar, escrever é a minha essência. Mesmo que não seja tão bom assim.
Boa noite, meus negros lindos
xoxo
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Vai ou fica?
Relacionamento tipo "iô-iô", vai e volta...e a cada volta tira um pedacinho de mim. Lágrimas não são água, são mágoa. Me tens em tua mão, bem sabes disso. Aliás, nem sei por que te escrevo, já que nunca lerás isso. Ah, e sim, meu perfume tinha cheiro de pera. Nem sei como foi que tu conseguiu identificar, visto que tu nunca repara em mim.
Me enfeitiçou de um jeito tão cruel,que basta um estalo de dedos para que eu caia aos teus pés. Teu perfume ainda está no meu travesseiro, e a nossa cumplicidade é algo que me perturba. Chama e eu vou, e na mesma velocidade em que chego, logo sou dispensada. Não sou uma boneca, meu bem. Devias saber disso. Eu sempre me contradigo,sempre. "Tu não consegue ficar brava comigo, negrinha". Realmente, não consigo. Fico triste, decepcionada, magoada,mas nunca brava. Tu me usa, simples. E eu deixo-me usar, simples.
Mulheres são assim, tolas quando amam. E eu, que nunca soube me entregar pela metade, vou vivendo às custas das migalhas que tu me deixa. Parece que eu nunca aprendo, né?
Um dia, quem sabe, quando eu realmente crescer e ver que brincar de esconde-esconde emocional não é divertido, quando eu cansar de me magoar e quando eu cansar de me deixar usar, eu apague teu telefone da minha agenda. Por hora, deixo teu facebook ainda excluído.
Um basta. Só isso que eu preciso. Quem sabe dessa vez a brincadeira realmente tenha acabado, não é mesmo? Maldita hora que eu resolvi contemplar a pitangueira...
Me enfeitiçou de um jeito tão cruel,que basta um estalo de dedos para que eu caia aos teus pés. Teu perfume ainda está no meu travesseiro, e a nossa cumplicidade é algo que me perturba. Chama e eu vou, e na mesma velocidade em que chego, logo sou dispensada. Não sou uma boneca, meu bem. Devias saber disso. Eu sempre me contradigo,sempre. "Tu não consegue ficar brava comigo, negrinha". Realmente, não consigo. Fico triste, decepcionada, magoada,mas nunca brava. Tu me usa, simples. E eu deixo-me usar, simples.
Mulheres são assim, tolas quando amam. E eu, que nunca soube me entregar pela metade, vou vivendo às custas das migalhas que tu me deixa. Parece que eu nunca aprendo, né?
Um dia, quem sabe, quando eu realmente crescer e ver que brincar de esconde-esconde emocional não é divertido, quando eu cansar de me magoar e quando eu cansar de me deixar usar, eu apague teu telefone da minha agenda. Por hora, deixo teu facebook ainda excluído.
Um basta. Só isso que eu preciso. Quem sabe dessa vez a brincadeira realmente tenha acabado, não é mesmo? Maldita hora que eu resolvi contemplar a pitangueira...
domingo, 21 de julho de 2013
Welcome to Wonderland
"Felizes são os ignorantes." Sempre dei fé a esse provérbio popular. Acredito piamente na veracidade dessas palavas: quem não conhece a verdade acaba sendo bem mais feliz do que as pessoas que enxergam a podridão fétida que as cerca. Por vezes morro de inveja dessa gente que vive uma vida linda: gente bonita, que só faz frequentar as aulas da universidade, as baladas da cidade e postar fotos no facebook. Gente que não tem problemas com dinheiro, não precisa contar as moedas para comprar miojo no final do mês e sempre anda com aparelhos eletrônicos novos. Gente que não sabe o que é estar cansado de tanto trabalhar, e, mesmo assim, chegar em casa sabendo que no outro dia a sua rotina interminável recomeça.
Há também o outro lado da moeda: gente que vive acomodada em seu mundo pequeno e não sabe que há possibilidade de ser mais, melhor. Vivem felizes com seu salário mínimo e meio, sua casa pré-fabricada e seu trabalho "oito horas por dia de segunda a sexta". Nunca viajam porque o dinheiro nunca sobra, não buscam outro emprego porque aquele ali está bom, ainda não tou passando fome. Chegam em casa, tomam um banho, banham as crianças, fazem a janta com as sobras do almoço e assistem o jornal e a novela. E assim a vida segue, dia após dia, até se aposentarem ainda com seu salário e meio e curtirem a velhice jogando damas na praça da cidade.
Essa gente que possui a felicidade verdadeira. Não sabem o quanto mais há para se conquistar. Não estão contaminados com essa ânsia maldita de ter sempre mais. Essa patologia crônica, inerente ao ser humano, a ambição desenfreada por bens materiais, beleza, conhecimento ou popularidade, é a maior causadora de decepção da humanidade. Viver sempre desejando o mais, o melhor, o além do que se pode ter, que causa tanta tristeza, guerras, doenças e mazelas a nós, pobres criaturas.
Quisera eu ter essa vida linda, livre de decepções, ou aquela vidinha pacata, pão-com-ovo, que tá ruim mas tá bom, as crianças tão na escola, a guria mais velha trabalha de vendedora nas casas bahia e o guri tá juntando dinheiro pra comprar uma moto e ser motoboy da farmácia. Quisera eu...
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Aturação
Parece-me que, cada vez menos, as pessoas estão dispostas a “aturar”
os outros. Os relacionamentos têm se tornado um litígio constante de sexo, bons
momentos e só. Ter alguém para compartilhar também os momentos ruins está fora
de questão. Ora, o ser humano é imperfeito, tipo um pacotinho de bala de goma.
Não há como comprar um que tenha apenas as balas vermelhas: mesmo que sejam as
mais gostosas, sempre tem as verdes que acabamos comendo, naquela ânsia de
chegar logo às maravilhosas balas vermelhas e amarelas. Quem quer apenas as
balas vermelhas de seu parceiro ainda não está maduro o suficiente para um
relacionamento: quero alguém que me ature na TPM, que acorde comigo mesmo
quando eu já não esteja maquiada, com cabelo bonito e salto alto. Quero alguém
que tenha prazer em compartilhar meus momentos de angústia, que goste de andar
de mãos dadas e que não me procure apenas quando eu estiver em bons momentos da
minha vida. E eu também quero alguém com as balas verdes: mesmo sendo azedas, sei
que fazem parte do pacote e seria um desperdício pô-las fora. Afinal, comprei o
pacote todo. Algumas pessoas vêm com mais balas vermelhas, outras com mais
balas amarelas e ainda há aquelas que possuem balas verdes em demasia. Mas,
afinal de contas, quem é que possui apenas as vermelhas? Quero alguém disposto
a salvar meu coração do tédio da minha rotina, que me escute quando eu não
tiver absolutamente nada para dizer e que saiba dividir um sorvete de
casquinha. E tô disposta a aturar mal-humor, ligações não-atendidas sem motivos
aparentes e atrasos sem aviso. Faz parte. E que venham as balas verdes,porque
só balas vermelhas me deixam enjoada com relativa facilidade.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
I can’t feel it again
Confesso que o tema do texto de hoje não seria este de
agora. Passei a tarde toda planejando falar sobre pessoas que não vivem a
realidade, que acham que tudo é lindo e que não percebem o mundo que as cerca.
Mas, ao voltar para casa (ah, sempre a maldita volta pra casa, aquele momento
em que coloco minha maquininha da consciência pra funcionar e faço o review do
dia), comecei a arquitetar minha vida amorosa. Há tempos que não tenho mais paixões
arrebatadoras, daquelas que fazem as pessoas sorrirem o dia todo, mandar
sms a cada trinta minutos e sonhar com
aquele que se ama. O máximo que tive foram projeções, utopias e desgostos.
Sabe, não sei se invejo os casais apaixonados que andam de mãos dadas por aí, demonstrando
afeto recíproco e vivendo em seus castelos de areia, ou se fico feliz por ter
me tornado mais realista.
Recalque à parte, por vezes me pergunto se não sou alguém
apaixonante. Revejo conceitos e atitudes, e penso toda vez que olho no espelho:
qual é o teu problema, moça? Por que ninguém consegue se apaixonar por ti? Qual
será teu grande segredo, que afasta as pessoas do teu coração e te impede de
ver a verdade?
Mas, por vezes, agradeço por não mais me apaixonar. Não
quero sentir novamente o gosto azedo que tem o veneno da decepção, inundando
minha boca e me afogando de amargura. Talvez seja essa a parte interessante da
coisa: amadurecer a cada passo que se dá. Mas sou o tipo de jogadora que sai na metade do jogo, quando
ainda não ganhou o suficiente mas também não perdeu tudo. Tenho optado pelo
certo de não perder tudo do que pela dúvida de ganhar o grande prêmio. Just
another girl alone at the bar.
Boa noite, meus negros lindos
Xoxo
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Esse tal de sentimento....
Um mar de gente carente. Quer coisa mais previsível? Todo mundo longe de casa, com a liberdade soprando nos cabelos e um novo estilo de vida para adotar. Poderiam ter quaisquer coisas que quisessem, mas não. Querem o tal de amor. Só se esquecem de que o amor a gente não acha no facebook, nem no spotted, e muito menos pra comprar na padaria. Amor é algo tão complicado, mas tão complicado, que nem eu consigo encontrá-lo. E olha que o procurei durante anos. Acho que desisti, sei lá. Ou fiquei mais calma, mais tranquila e mais focada.Menos obsessiva. Sei lá, acho que uma hora ele vem. Ou não. E se não vier talvez não tenha problema nenhum. Acho que o tempo consigo mesmo é bom, faz com que a pensemos mais em nós mesmos e tenhamos mais clareza nos sentimentos. Sem desespero, sem mágoas, só espera. Confesso que às vezes me preocupo: parece que estamos todos à espera de um ônibus que nunca chega. Todos na parada se entreolham, preocupados, fumam mais um cigarro e caminham com aflição de um lado para o outro. Alguns sentam no meio fio,abrem um livro e simplesmente curtem a espera. Outros aproveitam para fazer amigos. Os mais ousados pedem carona, sem saber para onde vão. Os impacientes desistem de esperar e vão até a esquina, para ver se conseguem avistá-lo. Eu às vezes converso, às vezes leio, às vezes peço carona (mas sempre acabo rejeitando quando a consigo) e penso em ir até a esquina. Mas sempre desisto. É bem típico meu: largar as coisas no meio do caminho. Desistir. Há quem tenha pegado a linha errada e chegado no destino certo. Há quem pegue qualquer veículo. Há quem consiga discernir qual é o certo. E há quem pegue o certo e se perca no meio do caminho...
Dizem que o importante mesmo é a viagem, e não o destino final. Mas como é possível seguir um caminho no qual não se sabe onde vai parar? Tenho medo. E (provavelmente) por causa desse medo infundado e bobo que eu ainda continue aqui parada, enquanto tantos outros já chegaram e já partiram...
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Sentir saudades e demonstrar afeto
Pessoas diferentes demonstram amor de formas diferentes. Sentir saudades e saber demonstrá-las (ou querer demonstrar) para a pessoa amada fica ainda mais complicado quando não se está em um relacionamento oficializado. E quantas vezes a vontade de mandar aquele sms de boa noite foi deixada de lado em detrimento de um pensamento tolo, do tipo "ele vai achar que eu estou me apegando demais", "vai ficar com medo e sair correndo", "só estamos ficando, ele vai pensar que estamos indo rápido demais".... Já dizia o ditado que em rio que tem piranha jacaré nada de costas. Nos relacionamentos de hoje,todo cuidado é pouco. Parece que a fase de "ficar", que deveria servir para as pessoas se conhecerem e se curtirem vira um "caminhar sobre ovos", no qual todo cuidado é pouco e demonstrar algum sentimento que não tesão está totalmente fora de questão.
Poxa, eu sinto saudades, sabe? Se eu gostei da tua voz, do teu cheiro, do teu abraço e do jeito como tu mexeu no meu cabelo é óbvio que vou te mandar mensagens e etc. Qual o problema disso? Não estou desesperada e nem caçando marido,meu bem. Gostei de ti,e tu também gostou de mim que eu sei. Então vamos deixar essa bobagem de pensar no futuro e viver agora, que o hoje está maravilhoso e o amanhã é incerto.
Poxa, eu sinto saudades, sabe? Se eu gostei da tua voz, do teu cheiro, do teu abraço e do jeito como tu mexeu no meu cabelo é óbvio que vou te mandar mensagens e etc. Qual o problema disso? Não estou desesperada e nem caçando marido,meu bem. Gostei de ti,e tu também gostou de mim que eu sei. Então vamos deixar essa bobagem de pensar no futuro e viver agora, que o hoje está maravilhoso e o amanhã é incerto.
Assinar:
Comentários (Atom)










