Não a critico, tampouco digo que ela está errada: dores são dores e cada um sabe das cicatrizes que leva na alma. Ninguém sabe o peso que é vestir aquela armadura todos os dias e sair na missão (aparentemente) simples que é viver. As coisas fáceis jamais a encantaram, mas ela jamais imaginou que seria assim, tão difícil....assim, tão doloroso....assim, tão estranho.
Acreditar piamente no amor sempre foi a sua maior lacuna. Depois de tantas vezes sofrendo, afastar-se completamente de tudo que a trouxe até aqui foi uma de suas mais difíceis decisões.
Muito embora a dama de ferro pareça inatingível e intocável, todas as noites ela pede às estrelas poder andar de mãos dadas com alguém. "É demais eu querer um amor para chamar de meu?" Não, claro que não. Mas todos nós sabemos que pessoas como ela não costumam atrair amores eternos para si. Enquanto seus dias não findavam, ela fazia escrever histórias de amor sem finais felizes que sequer sabia se algum dia alguém leria.
Vida vazia, vida nula, vida vã.... alguns sonhos, embora sempre parecessem simples, envergaram-se até tornarem-se inatingíveis. Como dar valor para o simples fato de amar? Não dizem que o amar é subjetivo? Que amor não se sente, se vive?
Tentando guardar suas lágrimas para coisas mais importantes, ela engole o choro e encara a vida com dureza. Fazendo uma leitura de mundo cada vez mais triste, sabe quem um dia isso tudo acaba e o que resta é só o pó.
Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
Pichações
A diferença entre pichação e grafitte foi bem estabelecida há anos. Ao menos é o que me parece. Mas aqui na FURG tem um povo com uma maniazinha feia de tentar misturar as coisas novamente. Não vou dizer que é marginalidade, até porque todo mundo sabe que depredação de patrimônio público dá cadeia, processo e etc. E todo mundo sabe também que a parede do CC é sim patrimônio público. Mas eu gostaria de saber (do fundo do meu little heart) qual a finalidade de se escrever " o homem que diz dou, não dá" na parede do CC. E qual o sentido de pichar "liberdade" dentro do prédio do movimento estudantil?
Sei que a liberdade de expressão tá aí e pa, sei também que escrever mensagens em lugares de grande trânsito de pessoas gera muito mais impacto na disseminação da informação, mas geeeenteeein acordem! Aquela parede também é minha! A mesma liberdade que vocês tem de escreverem dizeres na parede de vocês eu também tenho para manter as paredes limpas. A universidade se tornou a minha casa (literalmente), e eu gosto de ter a minha casa limpa.
Acho que uma proposta interessante era designar um espaço para manifestações visuais e intervenções sem depredação aqui dentro do campus Carreiros. Conversem com a PRAE, com o pessoal das artes...enfim, mobilizem-se para agir da forma certa. E parem de riscar as paredes da minha casa. Mas antes de apagarem me expliquem o significado daquilo, porque eu realmente fiquei curiosa (e vocês alcançaram o objetivo inicial) e fiquei horrorizada com a falta de domínio no uso dos sinais de pontuação ortográficos de vocês.
Uma boa tarde, meus negros lindos.
xoxo
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Stalker
Há uma linha tênue entre a saudade e a mera lembrança. Subitamente, o desejo de rever aquele rosto anteriormente familiar te faz ir contra os princípios da moral e da ética e correr para a timeline da pessoa. Nada de errado, a princípio, até mesmo porque perfil de facebook é algo público e a pessoa se expõe ali apenas com a intenção de ser vista. Mas dói. E dói muito.
A dor começa ao ver a foto. Na grande maioria das fotos, as pessoas estão bonitas e sorridentes, talvez para mostrar a todos o quanto é feliz (mesmo que não o seja). A segunda dor acontece por antecipação: o maldito "status de relacionamento". Se a pessoa ainda está solteira, imediatamente acontece um alívio e o coração volta ao ritmo normal. Se aparece algum nome ali, aí sim começa a missa (que perpetuará por semanas)
1)Olha o nome da pessoa;
2)Olha se o seu antigo amor tem fotos com ela;
3)Abre o perfil do (a) atual;
4)Olha todas as fotos disponíveis, uma por uma;
5)Se compara com a pessoa, colocando defeitos até onde não existe;
6)Fica feliz em ver como a pessoa é tão mais feia do que tu e ri, pensando que fez um baita negócio em ter largado aquele amor vadio;
7)Chega em casa e chora descontroladamente, pensando no que aquela baranga/ogro/meio viado/vagabunda tem que tu não tem;
8)Entra no perfil da criatura TODOS OS DIAS, diversas vezes por dia, a fim de chegar se a pessoa morreu/sofreu um acidente/teve cárie/ mudou-se para a Austrália.
O problema é que essa peregrinação diária em busca da desgraça alheia só prejudica a nós mesmos, infelizmente. Cada vez que buscamos aquela foto o coraçãozinho aperta mais e mais, e o nó na garganta vai se tornando cada vez mais forte.
Bola pra frente, criatura! Se não deu certo entre vocês até agora pode ter certeza de que depois também não vai dar. Eu sei que é difícil esquecer. Sei também que, depois de tanto tempo, aquele cheiro familiar custa a ir embora. E sei que, o pior de tudo, é sentir que perdeu. A sensação da derrota custa a passar. Quanto tempo foi investido entre vocês? Quanta energia tu gastou correndo atrás de alguém que, no final das contas, sofreu por amar menos?
Somos parte do grupo que ama demais, sofre demais, chora demais. E também demora bem mais para passar. Mas ficar voltando todos os dias em busca de uma dor gratuita é burrice. E digo isso por experiência própria.
Somos jovens, inconsequentes, e pensamos que o tempo passa mais devagar e que nada pode acontecer conosco. Mas toca o barco para a frente porque a vida é bonita e tem sol lá fora. De nada adianta recordar dores antigas e sofrer por teimosia. No fim das contas, o que sobra é aprendizado e a lembrança do quanto aquela pessoa te fez amadurecer.
A dor começa ao ver a foto. Na grande maioria das fotos, as pessoas estão bonitas e sorridentes, talvez para mostrar a todos o quanto é feliz (mesmo que não o seja). A segunda dor acontece por antecipação: o maldito "status de relacionamento". Se a pessoa ainda está solteira, imediatamente acontece um alívio e o coração volta ao ritmo normal. Se aparece algum nome ali, aí sim começa a missa (que perpetuará por semanas)
1)Olha o nome da pessoa;
2)Olha se o seu antigo amor tem fotos com ela;
3)Abre o perfil do (a) atual;
4)Olha todas as fotos disponíveis, uma por uma;
5)Se compara com a pessoa, colocando defeitos até onde não existe;
6)Fica feliz em ver como a pessoa é tão mais feia do que tu e ri, pensando que fez um baita negócio em ter largado aquele amor vadio;
7)Chega em casa e chora descontroladamente, pensando no que aquela baranga/ogro/meio viado/vagabunda tem que tu não tem;
8)Entra no perfil da criatura TODOS OS DIAS, diversas vezes por dia, a fim de chegar se a pessoa morreu/sofreu um acidente/teve cárie/ mudou-se para a Austrália.
O problema é que essa peregrinação diária em busca da desgraça alheia só prejudica a nós mesmos, infelizmente. Cada vez que buscamos aquela foto o coraçãozinho aperta mais e mais, e o nó na garganta vai se tornando cada vez mais forte.
Bola pra frente, criatura! Se não deu certo entre vocês até agora pode ter certeza de que depois também não vai dar. Eu sei que é difícil esquecer. Sei também que, depois de tanto tempo, aquele cheiro familiar custa a ir embora. E sei que, o pior de tudo, é sentir que perdeu. A sensação da derrota custa a passar. Quanto tempo foi investido entre vocês? Quanta energia tu gastou correndo atrás de alguém que, no final das contas, sofreu por amar menos?
Somos parte do grupo que ama demais, sofre demais, chora demais. E também demora bem mais para passar. Mas ficar voltando todos os dias em busca de uma dor gratuita é burrice. E digo isso por experiência própria.
Somos jovens, inconsequentes, e pensamos que o tempo passa mais devagar e que nada pode acontecer conosco. Mas toca o barco para a frente porque a vida é bonita e tem sol lá fora. De nada adianta recordar dores antigas e sofrer por teimosia. No fim das contas, o que sobra é aprendizado e a lembrança do quanto aquela pessoa te fez amadurecer.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Moletons de curso
Coisa linda é parar na frente do CC e observar as pessoas que por ali passam. Em menos de meia hora é possível avistar pelo menos uns 10 moletons de cursos diferentes. Alguém saberia explicar o motivo para os moletons?
Vou então tentar formular algumas hipóteses que expliquem o fenômeno, e para tal vou fazer uso de alguns discursos de pokemóns capturados no CC hoje de manhã.
Explicação da Patricinha Pseudo-descolada:
-Ah, eu uso o moletom do meu curso porque ele e liiiiindo, descolado e me faz parecer diferente dos outros.
Meu argumento: Como parecer diferente de outras 150 pessoas que utilizam exatamente o mesmo moletom? Essa não cola, então bora para outra tentativa.
Explicação do Coxinha de Campinas:
- Ah mêo, eu uso o moletão do curso pra não gastar as roupas de ir nas baladinhas monstras, sãaca?
Meu argumento: Então porque a Universidade não comercializa moletons da instituição? (vide as universidades de outros países que possuem uma loja com produtos do próprio local.)
E nesse ponto chega o Militante Social de Facebook:
-Na moral a Universidade não tem o direito de tirar a individualidade de expressão de cada um, bitolando as pessoas ao uso de um único uniforme e pã.... (para de falar para dar um pega no baseado). Entendeu? Isso é tudo anacronismo social.... (nesse ponto deixei-o falando sozinho)
Então eu mesma formulo a minha opinião, que em nada se parece com um texto do Enem mas mesmo assim é dissertativo-argumentativo. Lá vai:
Estudamos em uma universidade pública, que teoricamente deveria atender as parcelas mais baixas da sociedade, visto que ricos possuem dinheiro para pagar uma instituição pública. Porém, justamente por ela ser pública todos têm o direito de estudar aqui: tanto os muito ricos quanto os muitos pobres. Acontece que essa liberação ocasiona uma seletividade dos alunos: entram os mais capacitados e teoricamente com mais educação. Aqueles que possuem mais conhecimento dificilmente serão os alunos de escola pública, tendo em vista que a educação desses lugares é pobre e não os prepara para o ingresso em uma universidade. Então quem entra na Universidade Pública: Os ricos, claro. Pelo menos a maioria dos estudantes possui uma situação financeira boa. E isso reflete diretamente nos cursos mais procurados: Medicina, Direito, Engenharia Civil, Economia... basta olhar os alunos dessas turmas e ver que a maioria deles são pessoas cujos pais possuem bastante dinheiro. Digo a maioria, não todos. Então esses cursos acabam sendo mais prestigiados, diga-se de passagem. São cursos que possuem status dentro da cadeira alimentar da universidade. Na base delas encontramos algumas licenciaturas, bacharelados mais desconhecidos (como Biblioteconomia, Arquivologia, Geografia, Arqueologia). São cursos que a maioria das pessoas desconhece (seja por ignorância voluntária ou involuntária). Os cursos que possuem status acabam tornando as pessoas mais visíveis. E não me venham com "mimimi tu tá sendo tosca mimimimi" que todo mundo olha com olhos diferentes para um moletom escrito MED e um escrito BIBLIOTECONOMIA. É quase uma cadeira alimentar, volto a dizer.
Então chego no ponto em que tento desde o começo do texto: os moletons nada mais são do que uma forma de mostrar dentro da universidade a qual "casta" você pertence e também são uma forma de "sambar na cara da sociedade". Tipo "chupa seus bosta eu faço engenharia civil e cêis faz licenciatura".
E não, eu não penso assim. Apenas expus aqui o que percebo todos os dias.
E que a polêmica e o caos começem.
Uma boa tarde, meus negros lindos.
xoxo
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Dias sim, dias não
Sei que todos nós passamos por fases na vida, e a amadurecência é a mais complicada de todas elas. Ter 21 anos e ter seu futuro traçado como meta pode ser tanto uma baita sorte quanto um azar terrível. Não cumpri nem 1/4 de minha passagem sobre a Terra e já penso no final dos meus dias.
Ser jovem e ter vontade de viver, poder contar com poucas horas de sono para ser feliz e viver rodeado de amigos é quase lei em nossa sociedade. Há quem diga que seu pior medo é estar sozinho. Mas quantas pessoas estão realmente inclusas em seus círculos sociais? Basta olhar para alguns poucos rostos que transitam por aqui todos os dias que se pode ver a tristeza estampada na cara.
Que força é essa que nos obriga a levantar da cama todos os dias e enfrentar esse mundo hostil que nos cerca? O que te faz gastar o pouco dinheiro que recebe durante o mês com bebidas e festas? O que te motiva a sair distribuindo sorrisos para todo mundo, mesmo quando o seu mundinho interior está virado de pernas para o ar?
Felicidade de espírito e algo passageiro, momentâneo, eterno, que depende apenas da gente ou de todo um conjunto de fatores milimetricamente ajustados e sobrepostos?
E como lidar quando não se pode mais interpretar um sorriso? E quando a vontade de sair da cama dá lugar ao medo de encarar a realidade? E quando os amigos vão embora, o dinheiro também e sua única motivação é sair do mundo que você mesmo escolheu?
Há dias em que a vontade de viver é maior do que toda a dor que há na Terra, mas há dias em que simplesmente não se quer sair da inércia. E estes dias escuros são os mais longos de todos.
Ser jovem e ter vontade de viver, poder contar com poucas horas de sono para ser feliz e viver rodeado de amigos é quase lei em nossa sociedade. Há quem diga que seu pior medo é estar sozinho. Mas quantas pessoas estão realmente inclusas em seus círculos sociais? Basta olhar para alguns poucos rostos que transitam por aqui todos os dias que se pode ver a tristeza estampada na cara.
Que força é essa que nos obriga a levantar da cama todos os dias e enfrentar esse mundo hostil que nos cerca? O que te faz gastar o pouco dinheiro que recebe durante o mês com bebidas e festas? O que te motiva a sair distribuindo sorrisos para todo mundo, mesmo quando o seu mundinho interior está virado de pernas para o ar?
Felicidade de espírito e algo passageiro, momentâneo, eterno, que depende apenas da gente ou de todo um conjunto de fatores milimetricamente ajustados e sobrepostos?
E como lidar quando não se pode mais interpretar um sorriso? E quando a vontade de sair da cama dá lugar ao medo de encarar a realidade? E quando os amigos vão embora, o dinheiro também e sua única motivação é sair do mundo que você mesmo escolheu?
Há dias em que a vontade de viver é maior do que toda a dor que há na Terra, mas há dias em que simplesmente não se quer sair da inércia. E estes dias escuros são os mais longos de todos.
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