Sentir saudades de algo que nunca se possuiu, nunca se tocou, nunca se viu. O conforto de uma voz familiar, os "bom-dia" todos os dias e os "boa noite" que me fazem ter certeza de que ele ainda existe.
A carência no seu mais puro e sublime ápice. A vontade de ter algo que vem a passos lentos (quase que sussurrados) e o medo de se perder algo que nunca foi realmente seu.
Tentar conviver com a insegurança da distância e a indiferença da diferença adoece...
Basta uma vírgula a mais ou uma vírgula a menos para que tudo mude e a tempestade tome formas aterradoras. É difícil entender que um coração doente precisa de mais cuidados?
É difícil compreender que tudo não passa de vontade de ser cuidado, amado, e (acima de tudo) ser alguém para alguém?
Não é paranóia. é medo. Medo de viver de novo e de novo e de novo uma história que há anos se repete, mudando apenas os personagens e o enredo. É medo de ter sido enganado. É medo de ter se enganado, numa expectativa imbecil de construir castelos de papel. Medo de continuar sozinha por um tempo que nunca passa
Tantos problemas alheios para resolver, e o máximo que se ouve é um "se cuida"
SE CUIDA
porque eu não vou cuidar de você.
A falta que faz um abraço é tão pesada que não se pode carregar nos braços. O sentimento de nunca ter pertencido a ninguém é mais vazio do que a solidão de um quarto cheio de fantasmas. E por trás de uma máscara de ferro também correm lágrimas, caso queira saber.
"coisa mais comum é ouvir "essa carol" ou "claro né, essa é a carol que eu conheço"
isso pq tu passa a imagem de fodona...
mesmo que tu esteja extremamente insegura ou no próximo passo ou no dia seguinte..
tu coloca os dois momentos no mesmo canto e parte para o vale-tudo.."
até que ponto vale tudo por um algo que não se sabe se tem ou por um alguém que ainda não existe?
Vagarosamente, me encolho em meu canto e assisto a tudo, impassível, sem nem querer saber como que isso vai terminar. O medo me impede de continuar e tentar explicar o que realmente acontece.
o motivo de tudo é muito simples: falta amor e sobra expectativa. A vontade de te ter só não é maior que a distância e o tempo que nos separam, e minha criatividade talvez não seja o bastante para prender a tua atenção durante tanto tempo. Eu mesma costumo enjoar do meu repertório, quiça você... a quantidade de frases sem sentido que disparo durante o dia é proporcional à vontade que sinto de ti. E o medo de te perder no meio do caminho, porque eu não tenho absolutamente nada pra te convencer a voltar.
Nem beleza sublime, nem inteligência admirável, nem sagacidade ou perspicácia. Nem um pinto pra dar água, como diria a minha vó. Só tenho eu mesma pra te oferecer.
E por mais cômico que isso pareça, eu sou a coisa mais preciosa que tenho pra te dar. E o que vai acontecer comigo se, de repente, tu acordar e descobrir que eu não sou tudo o que eu parecia ser até então?
E se as minhas piadas sem-graça perderem a graça?
E se a beleza de um alguém ofuscar o carinho que tu sente por mim?
E se eu parasse de criar minhocas na minha cabeça e fosse dormir antes de enlouquecer a ti e a mim?
PS: sinto falta dos <3 e "gatinha" e tantos outros "inha" que um dia rechearam nossos diálogos.
PS 2 : Eu não tô escrevendo isso pra ti, seu narcisista.