Não a critico, tampouco digo que ela está errada: dores são dores e cada um sabe das cicatrizes que leva na alma. Ninguém sabe o peso que é vestir aquela armadura todos os dias e sair na missão (aparentemente) simples que é viver. As coisas fáceis jamais a encantaram, mas ela jamais imaginou que seria assim, tão difícil....assim, tão doloroso....assim, tão estranho.
Acreditar piamente no amor sempre foi a sua maior lacuna. Depois de tantas vezes sofrendo, afastar-se completamente de tudo que a trouxe até aqui foi uma de suas mais difíceis decisões.
Muito embora a dama de ferro pareça inatingível e intocável, todas as noites ela pede às estrelas poder andar de mãos dadas com alguém. "É demais eu querer um amor para chamar de meu?" Não, claro que não. Mas todos nós sabemos que pessoas como ela não costumam atrair amores eternos para si. Enquanto seus dias não findavam, ela fazia escrever histórias de amor sem finais felizes que sequer sabia se algum dia alguém leria.
Vida vazia, vida nula, vida vã.... alguns sonhos, embora sempre parecessem simples, envergaram-se até tornarem-se inatingíveis. Como dar valor para o simples fato de amar? Não dizem que o amar é subjetivo? Que amor não se sente, se vive?
Tentando guardar suas lágrimas para coisas mais importantes, ela engole o choro e encara a vida com dureza. Fazendo uma leitura de mundo cada vez mais triste, sabe quem um dia isso tudo acaba e o que resta é só o pó.