Acabo de contar com a boa-vontade do professor. Tenho certeza que ele me deu pontos a mais na média. Mas...e daí?
Tô triste, meus negros.Bem triste.
Let's go back to the start...
"eu não te vejo mais...mas não quer dizer que eu não te quero mais..."
E vem outra historinha de um ogro que nunca existiu. E volta o menino dos olhos azuis.E aparece meu bichinho do cabelo ruim... E meu preto dança na minha frente.
Um flashback de tudo aquilo que poderia ter sido mas não foi. O retorno dos amores que nunca foram amor de verdade, dos romances malogrados, das decepções e de todo aquele mimimi que sempre fiz. TPM, época de provas e um fim de ano na metade do ano. Sei lá o que me deu dessa vez.
Dos cegos do castelo me despedi. Banho de cachorro resolve tudo nessas horas...
Agora é hora de fechar as janelas e as portas e preparar meus edredons: o inverno bate à porta. Ainda bem que tenho gatos...
Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
terça-feira, 30 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
FHC
Depois de um dia exaustivo na fábrica de calçados, o casal chega em casa, prepara um mate e vai assistir a novela das 6. Enquanto sugam o líquido amargo, olham um para o outro e fazem os mesmos comentários de sempre: a rotina cansativa, os poucos anos que faltam para que possam se aposentar, a filha que não quer saber de faculdade e o netinho prematuro que o filho primogênito arranjou para eles.
Finda a novela e começa o noticiário local. A manchete: o padre que causou polêmica escrevendo um livro sobre a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria. Enquanto a esposa olha a notícia atentamente, o marido desabafa:
-Por isso que eu gostava de quando o Fernando Henrique Cardoso era nosso presidente. Garanto que se ele tivesse escrito esse livro aí ninguém tinha reclamado.
A esposa, sem entender o devaneio do marido, olha para ele e pergunta:
-Mas o que tem a ver o FHC com o livro do padre? E porque as pessoas não reclamariam se ele que tivesse escrito?
-Ué mulher, não reclamariam porque não entenderiam uma frase do que estaria escrita ali. Aquele infeliz usa umas palavra tão dificél mas tão dificél que se ele me mandasse à merda eu ia achar bonito e ainda agradeceria.... se ele se candidatar à presidência eu voto nele de novo! Prefiro ser xingado com palavras bonitas dele do que ser roupado na cara dura por aquele barbudo feio...
Finda a novela e começa o noticiário local. A manchete: o padre que causou polêmica escrevendo um livro sobre a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria. Enquanto a esposa olha a notícia atentamente, o marido desabafa:
-Por isso que eu gostava de quando o Fernando Henrique Cardoso era nosso presidente. Garanto que se ele tivesse escrito esse livro aí ninguém tinha reclamado.
A esposa, sem entender o devaneio do marido, olha para ele e pergunta:
-Mas o que tem a ver o FHC com o livro do padre? E porque as pessoas não reclamariam se ele que tivesse escrito?
-Ué mulher, não reclamariam porque não entenderiam uma frase do que estaria escrita ali. Aquele infeliz usa umas palavra tão dificél mas tão dificél que se ele me mandasse à merda eu ia achar bonito e ainda agradeceria.... se ele se candidatar à presidência eu voto nele de novo! Prefiro ser xingado com palavras bonitas dele do que ser roupado na cara dura por aquele barbudo feio...
sábado, 20 de abril de 2013
Vinte e um, cinco três
-Mas guria, tu ainda tá de rolo com ele?
-Que nada Rosaura, larguei de mão de vez agora.
-Ué, a troco de quê?
-Tu acredita que ele me chamou de vagabunda?
-Nossa, não creio...
-Sim, me chamou de vagabunda no seco! Se tivesse me comendo enquanto me xingava tudo bem, mas ofensa gratuita eu não tolero!
-Acho que eu broxaria se o cara me xingasse... Sou das antigas.
-Ah, eu não! Imagina que horror, eu tirando a roupa e o cara olha pra mim e fala "vem cá, meu amor..." Nossa, eu ia embora na hora! Que falta de respeito comigo!
-Na minha época as coisas não funcionavam assim, só te digo isso.
-Querida, na tua época tu fez 3 abortos em menos de 10 anos, acho que tu não tem muita moral pra falar né?!
Caindo na risada, acendem mais um cigarro e bebem o resto do suco de soja. Não são apenas as três décadas que as tornam diferentes, mas a aparência física também. Muito embora essas sejam as únicas coisas que as diferem. A mais velha criada na capital possui as mesmas ideologias que a menina do interior.A mais experiente já morou no país inteiro, enquanto a mais nova teve medo de sair de casa pela primeira vez. Vícios em comum, mesmos sonhos e uma paixão que move mundos: os livros e a cultura. Gosto musical à parte, obras compartilhadas e discussões intermináveis sobre os personagens, sempre acompanhadas do cigarro e de um vinho.
Veja criança, a velha e a menina....a mais moça querendo ser a mais velha, a mais velha desejando que a menina não cometa os mesmos erros que ela. Olhe enquanto as duas ainda partilham uma amizade começada há anos atrás, porque conforme o tempo passa a velha não consegue mais acompanhar com o mesmo vigor as atividades da mais moça. E assim a vida segue, escrevendo um conto parecido para duas personagens distintas...
-Que nada Rosaura, larguei de mão de vez agora.
-Ué, a troco de quê?
-Tu acredita que ele me chamou de vagabunda?
-Nossa, não creio...
-Sim, me chamou de vagabunda no seco! Se tivesse me comendo enquanto me xingava tudo bem, mas ofensa gratuita eu não tolero!
-Acho que eu broxaria se o cara me xingasse... Sou das antigas.
-Ah, eu não! Imagina que horror, eu tirando a roupa e o cara olha pra mim e fala "vem cá, meu amor..." Nossa, eu ia embora na hora! Que falta de respeito comigo!
-Na minha época as coisas não funcionavam assim, só te digo isso.
-Querida, na tua época tu fez 3 abortos em menos de 10 anos, acho que tu não tem muita moral pra falar né?!
Caindo na risada, acendem mais um cigarro e bebem o resto do suco de soja. Não são apenas as três décadas que as tornam diferentes, mas a aparência física também. Muito embora essas sejam as únicas coisas que as diferem. A mais velha criada na capital possui as mesmas ideologias que a menina do interior.A mais experiente já morou no país inteiro, enquanto a mais nova teve medo de sair de casa pela primeira vez. Vícios em comum, mesmos sonhos e uma paixão que move mundos: os livros e a cultura. Gosto musical à parte, obras compartilhadas e discussões intermináveis sobre os personagens, sempre acompanhadas do cigarro e de um vinho.
Veja criança, a velha e a menina....a mais moça querendo ser a mais velha, a mais velha desejando que a menina não cometa os mesmos erros que ela. Olhe enquanto as duas ainda partilham uma amizade começada há anos atrás, porque conforme o tempo passa a velha não consegue mais acompanhar com o mesmo vigor as atividades da mais moça. E assim a vida segue, escrevendo um conto parecido para duas personagens distintas...
domingo, 14 de abril de 2013
little hell
What if I can't be all that you need me to be?
Ele dizia gostar dos meus cabelos, das minhas roupas, da minha sinceridade e da forma como eu abraçava o ursinho de pelúcia quando eu dormia. Eu gostava do cheiro, de seu cabelo que era sua marca registrada e do som de sua risada. Quase como água e vinho, preto no branco. Dois opostos que orbitavam em busca de um amor qualquer.
Crianças irresponsáveis. Ele conhecia o mundo todo, e eu tinha medo de ir até a esquina.
Ele falava sobre política, religião, anarquia e outras formas de governo, e eu mal conseguia arrumar meu quarto.Ele usava perfume importado, e eu tinha preguiça de passar hidratante no corpo. Meu armário, bicolor, guardava poucas peças que variavam entre preto e branco. Já o dele, closet feito sob medida, abrigava pilhas e pilhas de roupas ainda nem usadas.
Seu celular de última tecnologia recebia minhas chamadas a cobrar. Na frente de seu notebook (o melhor do mercado), ele passava horas e horas teclando comigo,enquanto eu tentava dar um jeito de colocar o espaço entre as palavras, visto que meu notebook (que nem webcam possuía) havia perdido algumas teclas pela vida.
Enquanto ele conversava com todos aqueles amigos lindos e glamourosos e aquelas amigas elegantes e educadas, eu mascava meu chiclete enquanto lia Hamlet. Meu all star (que um dia fora branco)contrastava com aqueles tênis novinhos, brilhando de tão limpos.
Eu ouvia rock, ele escutava pagode.
Eu lia literatura clássica, ele gostava da TiTiTi para acompanhar a sua novela. Sim, ele assistia novela.
Seus dedos com aquelas unhas bem-feitas entrelaçavam-se com os meus, com as unhas vermelhas descascando. Enquanto eu o abraçava, meus cabelos negros entrelaçavam-se com seus fios loiros. No reflexo daqueles olhos azuis eu via a verdade, a paz e a pureza de todos os sentimentos. Ao olhar para cima, buscando seus lábios, sentia duas mãos grandes afagando os cachos de meus cabelos e os dentes absurdamente brancos sorrindo para mim.
Enquanto ele rezava por mim antes de dormir, eu discutia com Deus sobre as coisas que até então passavam-se na minha vida.
Ele percorria a estrada que ligava minha cidade à capital todos os dias. Porto Alegre nunca foi tão longe e tão linda...
Pode ser que, de repente, o que nós sentíamos fosse amor...
Agora milhares de km nos separam. Algumas palavras que não foram ditas, outras que jamais deveriam ter sido pronunciadas, um punhado de meias-verdades e uma constatação: a tua menina do interior já não é mais tua...e muito menos menina.
Fragile bird, voou para longe e não tem pretensões de voltar para teu mundinho que (agora vejo) é tão limitado. Todo teu dinheiro jamais vai comprar sentimentos honestos como aqueles que eu te dei sem pedir nada em troca.
Au revoir, mon amour....Não olha para trás, pois a poeira que deixaste ao partir emporcalhou todo meu jardim que eu tanto havia cuidado.
sábado, 13 de abril de 2013
e o mundo é bão, sebastião!
Tem cerveja no freezer, comida na geladeira e música boa na playlist. Tem amigos sinceros, tem casa limpa e tem sol no céu. Não tem ele. Chorei, fiquei brava, esbravejei, roguei pragas e lancei desaforos em uma conversa via facebook. Tempos modernos, nem fora a gente leva ao vivo. Paciência, paciência... se relacionamentos podem começar por aqui, é justo que possam terminar também.
Acabou chorare. Cortemos então a pitangueira, ali não dará mais frutos. Joguemos fora esses galhos secos e usemos as folhas marrons para adubar o terreno. É fértil, logo nasce outra semente que vai germinar e criar raízes.
Traz meu blue ice, aumenta o volume e vem dançar comigo. Vida de lambuja tem o carneirinho....Novos baianos me embalando nessa tarde fria de sábado. O inverno vem chegando, o frio aumenta...e o sapo na lagoa, entra nessa que é boa....
Provas acabando, passarei duas semanas em casa e voltarei com o cabelo novo. Quase como uma camaleoa, basta mudar o cabelo para sentir-me alguém diferente.
Deixa vir o vento frio, se tem agasalho já tá bom.
Dois mil e doze, au revoir. Deixemos para trás todo esse lixo que até então empacava a minha mudança, que de coisa velha eu já tô farta.
Acabou chorare. Cortemos então a pitangueira, ali não dará mais frutos. Joguemos fora esses galhos secos e usemos as folhas marrons para adubar o terreno. É fértil, logo nasce outra semente que vai germinar e criar raízes.
Traz meu blue ice, aumenta o volume e vem dançar comigo. Vida de lambuja tem o carneirinho....Novos baianos me embalando nessa tarde fria de sábado. O inverno vem chegando, o frio aumenta...e o sapo na lagoa, entra nessa que é boa....
Provas acabando, passarei duas semanas em casa e voltarei com o cabelo novo. Quase como uma camaleoa, basta mudar o cabelo para sentir-me alguém diferente.
Deixa vir o vento frio, se tem agasalho já tá bom.
Dois mil e doze, au revoir. Deixemos para trás todo esse lixo que até então empacava a minha mudança, que de coisa velha eu já tô farta.
boa tarde, meus negros lindos
xoxo
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Banho de cachorro
Ando precisando de um banho de cachorro. Aqueles que tu entra quase de quatro, acabada, senta debaixo do chuveiro e chora até a última gota de lágrimas. Depois de sentir-se como um pano velho,a gente levanta, esfrega até a alma e depois a água quente vai levando consigo todos os problemas e os dramas da vida. Esse tipo de banho é aquele que, quando saímos, parece que somos pessoas novas.
Novos planos, novos problemas, nova vida. Novas perspectivas.
Novos planos, novos problemas, nova vida. Novas perspectivas.
Walking on air
Depois dessa, vi que amor de verdade, daqueles idealizados e esterotipados pelo cinema americano, não existe mais. As mocinhas viraram bandidas, os mocinhos viraram vilões e os vilões não passam de pobres-coitados nessa roda-gigante que gira e gira em torno do infinito....
Desencantei, acordei, percebi, desisti....
Meus gatos suprem uma parcela do carinho que necessito. A outra fica para meus amigos. Homens são assim, pronto. Independende de terem sido moldados desde cedo por suas mães tão machistas quanto seus pais, de terem sido bitolados por uma sociedade com valores cada vez mais deturpados, de ser algo genético e cromossômico, independente disso: vocês homens não valem nada.
E não me venham com aquele blablabla de que "sou diferente" e etc. Conversa fiada para boi dormir. Não acredito nisso. Não mesmo.
Então vou curtir a minha vida, brincar de ciranda e esquecer que um dia a noite acaba e o sol nasce (junto com todas as minhas responsabilidades e afazeres). Vou ser criança a vida toda, menina irresponsável que brinca de amar de vez em quando. Quando canso de um brinquedo, não jogo fora: troco com alguém. E assim sigo cada vez menos dona de mim mesma, com o vento em meus cabelos e conhecendo apenas as minhas verdades. Mesmo as minhas ainda ganham um filtro, porque nem tudo me agrada ou me convêm. Vou pintar os cabelos, o rosto e as mãos de tinta guache e virar a noite desenhando minhas utopias na parede. Vou brincar de amarelinha com corações alheios, vou me disfarçar quando quiser passar despercebida. Tão discreta quanto uma vaca voando, mas tudo bem.
Conheço a minha sina. Quase uma versão feminina de Nietzche:
" Um dia, meu nome será ligado à lembrança de algo tremendo - de uma crise como jamais houve sobre a Terra, da mais profunda colisão de consciência, de uma decisão conjurada contra tudo o que até então foi acreditado, santificado, querido. Eu não sou um homem, sou dinamite."
E tenho um medo terrível de que, um dia, me proclamem santa.
Desencantei, acordei, percebi, desisti....
Meus gatos suprem uma parcela do carinho que necessito. A outra fica para meus amigos. Homens são assim, pronto. Independende de terem sido moldados desde cedo por suas mães tão machistas quanto seus pais, de terem sido bitolados por uma sociedade com valores cada vez mais deturpados, de ser algo genético e cromossômico, independente disso: vocês homens não valem nada.
E não me venham com aquele blablabla de que "sou diferente" e etc. Conversa fiada para boi dormir. Não acredito nisso. Não mesmo.
Então vou curtir a minha vida, brincar de ciranda e esquecer que um dia a noite acaba e o sol nasce (junto com todas as minhas responsabilidades e afazeres). Vou ser criança a vida toda, menina irresponsável que brinca de amar de vez em quando. Quando canso de um brinquedo, não jogo fora: troco com alguém. E assim sigo cada vez menos dona de mim mesma, com o vento em meus cabelos e conhecendo apenas as minhas verdades. Mesmo as minhas ainda ganham um filtro, porque nem tudo me agrada ou me convêm. Vou pintar os cabelos, o rosto e as mãos de tinta guache e virar a noite desenhando minhas utopias na parede. Vou brincar de amarelinha com corações alheios, vou me disfarçar quando quiser passar despercebida. Tão discreta quanto uma vaca voando, mas tudo bem.
Conheço a minha sina. Quase uma versão feminina de Nietzche:
" Um dia, meu nome será ligado à lembrança de algo tremendo - de uma crise como jamais houve sobre a Terra, da mais profunda colisão de consciência, de uma decisão conjurada contra tudo o que até então foi acreditado, santificado, querido. Eu não sou um homem, sou dinamite."
E tenho um medo terrível de que, um dia, me proclamem santa.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
três e meia
Chego em casa de mais uma aventura (que não foi malograda)e tenho a surpresa. Texto para mim.
Li, reli, li mais uma vez, e ainda não descobri meu erro. Sim, eu sempre gostei de ter as situações controladas por mim.Sempre.Até que tudo fugiu do controle.
Mas esquece, esquece...as férias que tu tanto querias estão aí, e meu ursinho continua aqui.
Esquece do sufoco, toma um banho e vai dormir. Ou esquece que é madrugada e vai brincar de ciranda.
Ou não esquece. Lembra, só lembra. Não vou pedir para deixares de ser orgulhoso, isso seria um esforço sobre-humano para ti. Mas bem sabes que no futuro isso vai te trazer consequências terríveis. Não sou teu primeiro e nem teu último adeus.
Não te vejo como adeus, vejo como um "até mais". Nosso habitat é pequeno e encontros casuais serão meras casualidades.
A propósito: estou bem, os gatos estão bem.. tá tudo bem. Diferente de antes, mas bem.
Um dia, quem sabe, quando aprenderes a amar por inteiro e quando aprenderes a tornar-se responsável por aquilo que cativas, vais encontrar aquilo que tu tanto procura.
Por hora, acho que é isso.
Li, reli, li mais uma vez, e ainda não descobri meu erro. Sim, eu sempre gostei de ter as situações controladas por mim.Sempre.Até que tudo fugiu do controle.
Mas esquece, esquece...as férias que tu tanto querias estão aí, e meu ursinho continua aqui.
Esquece do sufoco, toma um banho e vai dormir. Ou esquece que é madrugada e vai brincar de ciranda.
Ou não esquece. Lembra, só lembra. Não vou pedir para deixares de ser orgulhoso, isso seria um esforço sobre-humano para ti. Mas bem sabes que no futuro isso vai te trazer consequências terríveis. Não sou teu primeiro e nem teu último adeus.
Não te vejo como adeus, vejo como um "até mais". Nosso habitat é pequeno e encontros casuais serão meras casualidades.
A propósito: estou bem, os gatos estão bem.. tá tudo bem. Diferente de antes, mas bem.
Um dia, quem sabe, quando aprenderes a amar por inteiro e quando aprenderes a tornar-se responsável por aquilo que cativas, vais encontrar aquilo que tu tanto procura.
Por hora, acho que é isso.
Já são quase 5 da manhã
Por que ainda insiste?
Faz muito tempo
Que não tenho o que dizer
Por que ainda insiste?
Faz muito tempo
Que não tenho o que dizer
Ando aqui pensando em nós dois
Será que temos tempo?
Te fiz promessas
Que não posso apagar
Será que temos tempo?
Te fiz promessas
Que não posso apagar
Logo você
Que dizia saber
Não sabe
Aonde quer chegar
Que dizia saber
Não sabe
Aonde quer chegar
Olha o que fez
Perdeu-se outra vez
Não sabe
Aonde quer chegar
Aonde quer chegar
Perdeu-se outra vez
Não sabe
Aonde quer chegar
Aonde quer chegar
Já são quase 7 da manhã
Por que não se decide?
Joguei minhas fichas
Há muito tempo atrás
Por que não se decide?
Joguei minhas fichas
Há muito tempo atrás
Logo você
Que dizia saber
Não sabe
Aonde quer chegar
Que dizia saber
Não sabe
Aonde quer chegar
Olha o que fez
Perdeu-se outra vez
Não sabe
Aonde quer chegar
Aonde quer chegar
Perdeu-se outra vez
Não sabe
Aonde quer chegar
Aonde quer chegar
Ja são quase 9 da manhã...
Uma boa noite, meu negro lindo.
domingo, 7 de abril de 2013
pé no freio!
Pressa, pressa pressa! Que mania maldita de querer as coisas para ontem. Chega de pressa, chega de encontros casuais que não matam nem as necessidades carnais quiçá as necessidades da alma. Chega!
Mania de criança impaciente que não sabe o que quer e fica pedindo tudo a todo momento, só para ver se vai ganhar alguma coisa. Cansei de meninos. Cansei.
Eu ainda te leio todos os dias, confesso.Não sei se procuro alguma coisa ali. Se vais falar de mim, se vais falar de outra, se não vais falar nada...só leio. Absorvo algumas palavras, enriqueço meu vocabulário com o teu que sempre foi mais rico e ainda espero aquele texto que tu falou que ia escrever comigo (um dia). Ou não.
Já não vejo mais tanto sentido nas coisas. Cadê a ordem, os números, as filas, as predisposições e a reciprocidade?
Caos, caos, coas, caso....
do acaso, talvez. Destino incerto, imprevisões previsíveis. Sabia que acabaria assim. O problema é que nem meu amigo eu tenho mais. Nem as conversas cúmplices. Nem nada.
Vazio. Cadê a clarividência que eu julgava ter?
Meus olhos de lince foram embora. E eu não sei enxergar no escuro.
Mania de criança impaciente que não sabe o que quer e fica pedindo tudo a todo momento, só para ver se vai ganhar alguma coisa. Cansei de meninos. Cansei.
Eu ainda te leio todos os dias, confesso.Não sei se procuro alguma coisa ali. Se vais falar de mim, se vais falar de outra, se não vais falar nada...só leio. Absorvo algumas palavras, enriqueço meu vocabulário com o teu que sempre foi mais rico e ainda espero aquele texto que tu falou que ia escrever comigo (um dia). Ou não.
Já não vejo mais tanto sentido nas coisas. Cadê a ordem, os números, as filas, as predisposições e a reciprocidade?
Caos, caos, coas, caso....
do acaso, talvez. Destino incerto, imprevisões previsíveis. Sabia que acabaria assim. O problema é que nem meu amigo eu tenho mais. Nem as conversas cúmplices. Nem nada.
Vazio. Cadê a clarividência que eu julgava ter?
Meus olhos de lince foram embora. E eu não sei enxergar no escuro.
sábado, 6 de abril de 2013
vagabunda!
Taí uma palavra que me deixa deveras intrigada : vagabunda. O que é uma mulher vagabunda?
Corre à boca pequena que vagabunda é aquela mulher que não dá a si mesma o devido respeito. Mas, se formos ver por esse lado, ninguém dá a si mesmo o devido respeito. Comemos alimentos que nos matam dia-a-dia, nos deixamos agredir com uma mídia que distorce informações e deturpa valores morais..enfim, essa definição não serve.
Há quem diga que vagabunda é aquela mulher que "fica" com vários homens ao mesmo tempo.Mas se a dita-cuja está solteira, qual é o problema em ela ficar com várias pessoas? Isso para mim tem outro nome: liberdade.
Podemos classificar como vagabundas aquelas mulheres que "dão moral" para qualquer um: basta ouvir um assovio para ela virar a cabeça (independente de onde tenha vindo o assovio) e lançar aquela risada sem-vergonha e dar um tchauzinho. Bom, na minha muito humilde opinião, isso para mim é simpatia e segurança.
Ainda há quem discirna as mulheres vagabundas como as que usam roupas minúsculas, inclusive nos ambientes mais inapropriados: eu acho que essas são as mais dignas de pena. Só querem chamar a atenção para seu corpo, como se fossem um pedaço de carne no açougue da vida.
E ainda há uma sub-divisão dentro da ordem das vagabundas: aquelas que "são" e aquelas que "estão". Ser vagabunda é estilo de vida; estar vagabunda é estado de espírito. Toda mulher que não é vagabunda já esteve um dia. Seja por conta do ciclo hormonal, seja por conta do ex que a traiu, seja por conta daquela saia
MA-RA-VI-LHO-SA que estava com um baita desconto e,mesmo que ela mal tape suas partes íntimas, ela teve que colocar a sainha para ir naquela festa (fazendo inveja nazamiga).
No mesmo filo podemos encontrar as periguetes, as vadias, as safadas e etc.
Essa classificação foi feita com base da tabela Machismus absurdus, muito usada nos dias de hoje para representar toda e qualquer mulher que ouse tentar impôr-se como ser autônomo nessa sociedade retrógrada que vivemos. Gosto dos bons-costumes, gosto de respeito, gosto de liberdade e gosto mais ainda de não ver gente semi-nua na faculdade. O que eu não gosto é de gente me chamando de vagabunda porque eu fico com quem me dá vontade e dispenso aqueles que não têm nada a me acrescentar. Porque o corpo é meu, aquilo lá também é meu e quem manda aqui sou eu. Um beaj.
Corre à boca pequena que vagabunda é aquela mulher que não dá a si mesma o devido respeito. Mas, se formos ver por esse lado, ninguém dá a si mesmo o devido respeito. Comemos alimentos que nos matam dia-a-dia, nos deixamos agredir com uma mídia que distorce informações e deturpa valores morais..enfim, essa definição não serve.
Há quem diga que vagabunda é aquela mulher que "fica" com vários homens ao mesmo tempo.Mas se a dita-cuja está solteira, qual é o problema em ela ficar com várias pessoas? Isso para mim tem outro nome: liberdade.
Podemos classificar como vagabundas aquelas mulheres que "dão moral" para qualquer um: basta ouvir um assovio para ela virar a cabeça (independente de onde tenha vindo o assovio) e lançar aquela risada sem-vergonha e dar um tchauzinho. Bom, na minha muito humilde opinião, isso para mim é simpatia e segurança.
Ainda há quem discirna as mulheres vagabundas como as que usam roupas minúsculas, inclusive nos ambientes mais inapropriados: eu acho que essas são as mais dignas de pena. Só querem chamar a atenção para seu corpo, como se fossem um pedaço de carne no açougue da vida.
E ainda há uma sub-divisão dentro da ordem das vagabundas: aquelas que "são" e aquelas que "estão". Ser vagabunda é estilo de vida; estar vagabunda é estado de espírito. Toda mulher que não é vagabunda já esteve um dia. Seja por conta do ciclo hormonal, seja por conta do ex que a traiu, seja por conta daquela saia
MA-RA-VI-LHO-SA que estava com um baita desconto e,mesmo que ela mal tape suas partes íntimas, ela teve que colocar a sainha para ir naquela festa (fazendo inveja nazamiga).
No mesmo filo podemos encontrar as periguetes, as vadias, as safadas e etc.
Essa classificação foi feita com base da tabela Machismus absurdus, muito usada nos dias de hoje para representar toda e qualquer mulher que ouse tentar impôr-se como ser autônomo nessa sociedade retrógrada que vivemos. Gosto dos bons-costumes, gosto de respeito, gosto de liberdade e gosto mais ainda de não ver gente semi-nua na faculdade. O que eu não gosto é de gente me chamando de vagabunda porque eu fico com quem me dá vontade e dispenso aqueles que não têm nada a me acrescentar. Porque o corpo é meu, aquilo lá também é meu e quem manda aqui sou eu. Um beaj.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
God bless you
Ando um tanto quanto apática ultimamente. Nem a sombra do que já fui. Na verdade, quem eu era foi-se embora e levou consigo minha empolgação, minha energia, meus interesses. Preciso de novos ares, novos amigos e novos amores. E porquê não novas desilusões, novas guerras e novas perturbações?
Sono, medo, apatia, desencanto...o cabelo sem brilho e a pele opaca denunciam a falta de vigor que me entorpece. Meus amigos eu já nem sei quem são. Meus inimigos morreram. Meus amores foram embora. E eu aqui fiquei.
"me guia na escuridão
(até os anjos choram)
-me pegue pelas mãos?"
Au revoir. Goodbye. God bless you. Na volta, me traz um sorvete de morango que nem gosto tanto do de chocolate. Aproveita e me traga um kimono. Ou uma roupa viatnamita, pois gostaria de ser a miss Saygon. Essa minha vida de anonimato não encanta mais ninguém, nem a mim mesma.
Um dia, quem sabe, eu volte no tempo. O mês? Agosto.
Sono, medo, apatia, desencanto...o cabelo sem brilho e a pele opaca denunciam a falta de vigor que me entorpece. Meus amigos eu já nem sei quem são. Meus inimigos morreram. Meus amores foram embora. E eu aqui fiquei.
"me guia na escuridão
(até os anjos choram)
-me pegue pelas mãos?"
Au revoir. Goodbye. God bless you. Na volta, me traz um sorvete de morango que nem gosto tanto do de chocolate. Aproveita e me traga um kimono. Ou uma roupa viatnamita, pois gostaria de ser a miss Saygon. Essa minha vida de anonimato não encanta mais ninguém, nem a mim mesma.
Um dia, quem sabe, eu volte no tempo. O mês? Agosto.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
façam suas apostas!
Não, você não vai entender nada. Exceto duas pessoas que não sabem que irão entender talvez saberão do que se trata.
Louco. Gosto muito deste adjetivo. Traz boas lembranças. Puro devaneio. Gosto também de pontos finais, como você deve ter reparado. É tudo culpa da obsessão pelo direto, objetivo. Natural, sou matemático. Subjetividade? Sou péssimo. Tentei me adaptar, até que não fui tão mal. Por um certo momento.
De origem inusitada: transação. Gostei. Adorei, para ser sincero. As suposições explodiram na mente, modéstia à parte, todas certas. The iceman dies. California Dreaming. Não demorou muito, tudo ocorreu como cogitaria em suas melhores hipóteses. Inacreditável.
Começou o jogo. Estava consideravelmente favorável. A subjetividade mais direta que presenciei em toda vida. Percebi que perderia ou demoraria eternidades para ganhar. Como diria Sherlock Holmes, o primeiro palpite geralmente é o certo. Game over, please insert coins. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. Foi posta uma ficha após a outra no fliperama. Avançou bastante no game, mesmo percebendo que seus créditos acabariam em breve.
Jogo vai, jogo vem. Game Over vai, Game Over vem. A cada nova tentativa, o jogo aumentava a dificuldade. Tudo bem, tudo bem, sou um péssimo jogador. Meu ranking? Fudido. Disputo contra caras experientes, que usam macetes na máquina. Nenhum deles joga "limpo". Fazer o quê? Escolhi ser adepto da sinceridade extrema. No fim das contas, comecei a inserir fichas e durar dez segundos no jogo. Chegou no extreme hard. Me fudi.
Me conte, em que fase do jogo eu perdi de vez? Aceito o provável Game Over final. Mesmo. Mas por favor, conte-me.
Houve sexo, há uma mulher grávida. Seu filho? The iceman. Aborto? Parto natural? Cesariana? Sou um grande mongolóide? Sou o melhor jogador? Há quem bote mais fichas que eu? Foda-se, quem se importa?
Louco. Gosto muito deste adjetivo. Traz boas lembranças. Puro devaneio. Gosto também de pontos finais, como você deve ter reparado. É tudo culpa da obsessão pelo direto, objetivo. Natural, sou matemático. Subjetividade? Sou péssimo. Tentei me adaptar, até que não fui tão mal. Por um certo momento.
De origem inusitada: transação. Gostei. Adorei, para ser sincero. As suposições explodiram na mente, modéstia à parte, todas certas. The iceman dies. California Dreaming. Não demorou muito, tudo ocorreu como cogitaria em suas melhores hipóteses. Inacreditável.
Começou o jogo. Estava consideravelmente favorável. A subjetividade mais direta que presenciei em toda vida. Percebi que perderia ou demoraria eternidades para ganhar. Como diria Sherlock Holmes, o primeiro palpite geralmente é o certo. Game over, please insert coins. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. Foi posta uma ficha após a outra no fliperama. Avançou bastante no game, mesmo percebendo que seus créditos acabariam em breve.
Jogo vai, jogo vem. Game Over vai, Game Over vem. A cada nova tentativa, o jogo aumentava a dificuldade. Tudo bem, tudo bem, sou um péssimo jogador. Meu ranking? Fudido. Disputo contra caras experientes, que usam macetes na máquina. Nenhum deles joga "limpo". Fazer o quê? Escolhi ser adepto da sinceridade extrema. No fim das contas, comecei a inserir fichas e durar dez segundos no jogo. Chegou no extreme hard. Me fudi.
Me conte, em que fase do jogo eu perdi de vez? Aceito o provável Game Over final. Mesmo. Mas por favor, conte-me.
Houve sexo, há uma mulher grávida. Seu filho? The iceman. Aborto? Parto natural? Cesariana? Sou um grande mongolóide? Sou o melhor jogador? Há quem bote mais fichas que eu? Foda-se, quem se importa?
Texto original de Ciro Malhano.
criança irrepreensível
Já não sou mais a criança que tu supunha que eu fosse. Há tempos deixei de ser. Na verdade, acho que você jamais conheceu a menininha, visto que nem eu a conheço mais...
Tanto rancor, tantas coisas ditas apenas por raiva...de onde veio isso tudo?
De uma hora para outra, afagos viraram palavras rudes. Sem mais nem menos, carinho virou raiva. Tudo isso porque não demos um ao outro aquilo que queríamos ou que julgávamos necessário naquele momento.
As cantigas de ciranda com as quais tu embalava meus sonhos agora tornaram-se um grito amargo de rancor e desespero. Vai embora de uma vez por todas, deixe que eu viva a minha vida e viva a sua sem olhar para trás. Relacionamentos que nunca duraram mais de dois meses... a culpa é tua, bem sabes.
Guardei o ursinho, joguei fora o porta-canetas. Algumas coisas a gente nunca esquece, outras é melhor atirar para bem longe ( no limbo do esquecimento).
Uma semana, um mês, uma vida... sempre gostei de números exatos e promessas concretas. O vazio de um "talvez" não sustenta mais nem as tuas mentiras. Nem sei mais que cheiro tens. Tudo foi embora, levado pela torrente de medo que te consome dia-a-dia. Medo de assumir quem realmente és, aquela máscara que tu colocas todo dia em busca da aceitação.
Tire a roupa de viver e coloque o pijama dos sonhos. Esqueça tudo o que eu vivi (e que tu ouviu) e assume teu eu de verdade. Esse outro, projeto de ogro que mais parece um monstrinho sem-graça, não assusta mais ninguém. Um dia tua mariposa interior vai sair do casulo e insistirá em bater asas. Espero que não percas a tua essência quando esse momento chegar.
Tanto rancor, tantas coisas ditas apenas por raiva...de onde veio isso tudo?
De uma hora para outra, afagos viraram palavras rudes. Sem mais nem menos, carinho virou raiva. Tudo isso porque não demos um ao outro aquilo que queríamos ou que julgávamos necessário naquele momento.
As cantigas de ciranda com as quais tu embalava meus sonhos agora tornaram-se um grito amargo de rancor e desespero. Vai embora de uma vez por todas, deixe que eu viva a minha vida e viva a sua sem olhar para trás. Relacionamentos que nunca duraram mais de dois meses... a culpa é tua, bem sabes.
Guardei o ursinho, joguei fora o porta-canetas. Algumas coisas a gente nunca esquece, outras é melhor atirar para bem longe ( no limbo do esquecimento).
Uma semana, um mês, uma vida... sempre gostei de números exatos e promessas concretas. O vazio de um "talvez" não sustenta mais nem as tuas mentiras. Nem sei mais que cheiro tens. Tudo foi embora, levado pela torrente de medo que te consome dia-a-dia. Medo de assumir quem realmente és, aquela máscara que tu colocas todo dia em busca da aceitação.
Tire a roupa de viver e coloque o pijama dos sonhos. Esqueça tudo o que eu vivi (e que tu ouviu) e assume teu eu de verdade. Esse outro, projeto de ogro que mais parece um monstrinho sem-graça, não assusta mais ninguém. Um dia tua mariposa interior vai sair do casulo e insistirá em bater asas. Espero que não percas a tua essência quando esse momento chegar.
Au revoir.
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