quinta-feira, 11 de abril de 2013

Walking on air

Depois dessa, vi que amor de verdade, daqueles idealizados e esterotipados pelo cinema americano,  não existe mais. As mocinhas viraram bandidas, os mocinhos viraram vilões e os vilões não passam de pobres-coitados nessa roda-gigante que gira e gira em torno do infinito....






Desencantei, acordei, percebi, desisti....

Meus gatos suprem uma parcela do carinho que necessito. A outra fica para meus amigos. Homens são assim, pronto. Independende de terem sido moldados desde cedo por suas mães tão machistas quanto seus pais, de terem sido bitolados por uma sociedade com valores cada vez mais deturpados, de ser algo genético e cromossômico, independente disso: vocês homens não valem nada.

E não me venham com aquele blablabla de que "sou diferente" e etc. Conversa fiada para boi dormir. Não acredito nisso. Não mesmo. 

Então vou curtir a minha vida, brincar de ciranda e esquecer que um dia a noite acaba e o sol nasce (junto com todas as minhas responsabilidades e afazeres). Vou ser criança a vida toda, menina irresponsável que brinca de amar de vez em quando. Quando canso de um brinquedo, não jogo fora: troco com alguém. E assim sigo cada vez menos dona de mim mesma, com o vento em meus cabelos e conhecendo apenas as minhas verdades. Mesmo as minhas ainda ganham um filtro, porque nem tudo me agrada ou me convêm. Vou pintar os cabelos, o rosto e as mãos de tinta guache e virar a noite desenhando minhas utopias na parede. Vou brincar de amarelinha com corações alheios, vou me disfarçar quando quiser passar despercebida. Tão discreta quanto uma vaca voando, mas tudo bem. 

Conheço a minha sina. Quase uma versão feminina de Nietzche:
" Um dia, meu nome será ligado à lembrança de algo tremendo - de uma crise como jamais houve sobre a Terra, da mais profunda colisão de consciência, de uma decisão conjurada contra tudo o que até então foi acreditado, santificado, querido. Eu não sou um homem, sou dinamite."

E tenho um medo terrível de que, um dia, me proclamem santa.