Tanto rancor, tantas coisas ditas apenas por raiva...de onde veio isso tudo?
De uma hora para outra, afagos viraram palavras rudes. Sem mais nem menos, carinho virou raiva. Tudo isso porque não demos um ao outro aquilo que queríamos ou que julgávamos necessário naquele momento.
As cantigas de ciranda com as quais tu embalava meus sonhos agora tornaram-se um grito amargo de rancor e desespero. Vai embora de uma vez por todas, deixe que eu viva a minha vida e viva a sua sem olhar para trás. Relacionamentos que nunca duraram mais de dois meses... a culpa é tua, bem sabes.
Guardei o ursinho, joguei fora o porta-canetas. Algumas coisas a gente nunca esquece, outras é melhor atirar para bem longe ( no limbo do esquecimento).
Uma semana, um mês, uma vida... sempre gostei de números exatos e promessas concretas. O vazio de um "talvez" não sustenta mais nem as tuas mentiras. Nem sei mais que cheiro tens. Tudo foi embora, levado pela torrente de medo que te consome dia-a-dia. Medo de assumir quem realmente és, aquela máscara que tu colocas todo dia em busca da aceitação.
Tire a roupa de viver e coloque o pijama dos sonhos. Esqueça tudo o que eu vivi (e que tu ouviu) e assume teu eu de verdade. Esse outro, projeto de ogro que mais parece um monstrinho sem-graça, não assusta mais ninguém. Um dia tua mariposa interior vai sair do casulo e insistirá em bater asas. Espero que não percas a tua essência quando esse momento chegar.
Au revoir.