segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Dia de feira!



Há tempos que estou para escrever sobre esse assunto, mas sempre me faltava tempo e/ou vontade. Enfim, lá vamos nós:
Há uma corrente cada vez maior que motiva as meninas a atingirem um ideal de magreza que é que impossível de se conseguir. Por esses dias li em um blog avulso da vida sobre um movimento do Instagram estadunidense que motiva as garotas a possuírem um grande espaço entre suas coxas (oi?). Acontece que perder a gordura das coxas é algo complicado, e que depende também de predisposição genética e etc etc etc. Mãaaas, aqui no nosso Brasil varonil eis que temos um movimento totalmente contrário a isso, e confesso que tenho que agradecer horrores às precursoras desse esterótipo de beleza. Voltemos aos anos 2008/2009 e olhemos para as musas desses anos frutíferos: mulheres-fruta! Desde ao singelo moranguinho até a avantajada melancia, passando pela jaca, jabuticaba e banana (#medo), tinha fruta para todo gosto. E foram essas mulheres que vieram com suas grandes curvas (à base de silicone, suplemento e anabolizante para cavalos, claro) e meteram o grelo na mesa, falando que elas são lindas sim! E que mulher magra demais não tem graça nenhuma! E que gorda é o caralho eu sou é gostosa sua evejosa!

Aí  entramos na velha conversa de aceitar as diferenças mimimi que cada um é como é e mimimi mãaaas gente, a grande maioria das mulheres brasileiras não veste manequim 36/38! E nem as mulheres americanas, pelo que se vê na televisión. Então por que cargas d'água essas lojas grandes como Marisa, Renner e cia ltda insiste em nos empurrar goela abaixo etiquetas que variam do 34 ao 42?  

Quero agradecer de coração à Mulher Melancia por seu poposão de 120 cm (maior do que o meu), à Mulher Samambaia por seus 1m de tetas  sem absolutamente nada de silicone (pouca coisa menor que o meu) e à mulher Moranguinho por seus mais de 70kg. Foram elas que me mostraram o quanto que a TV engana e o quanto eu não estou tão longe assim de ser considerada uma mulher normal. Afinal, todas somos normais, não?


Uma boa tarde, meus negros lindos
xoxo