quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

#NMR

Agora  a nova moda do verão, digo, a nova mania que agita as redes sociais e as mentes dos pseudointelectuais é segurar cartazes com os dizeres " FULANO DE TAL (coloca-se aqui o nome da entidade, pessoa, time de futebol ou qualquer outra coisa que você queira) NÃO ME REPRESENTA!"
Como não posso generalizar (até mesmo porque toda e qualquer generalização é burra), vou contar para vocês o que acontece no pacato mundo da Biblioteconomia, que de pacato possui apenas o nome e o estigma do curso:
O curso de bacharelado em biblioteconomia existe na Universidade Federal do Rio Grande desde os longínquos anos setenta. Época das calças pantalonas, do Jackson Five  e da discoteca. E eis que desde essa época os alunos tem servido de mão de obra escrava, digo, barata para a universidade. Somos um curso extremamente focado, com cadeiras das mais diversas áreas (dentre elas História da Arte, Sociologia, Estatística Descritiva, Análise de Software e por aí vai), com uma carga horária relativamente tranquila e uma grade fechada nos quatro anos de curso. Ficamos em apenas um prédio, geralmente tendo aula na mesma sala durante todo o semestre. Isso acarreta a falta de troca com alunos de outros cursos, e consequentemente, com a falta de divulgação do curso. E é essa falta de divulgação que faz com que muitos alunos da biblio tenham a "síndrome do coitadinho" : passam o curso inteiro se lamentando da falta de visibilidade do curso, que ninguém aqui olha pra eles, que a universidade não reconhece o valor do profissional bibliotecário, e por aí vai. Mas eis que temos um Centro Acadêmico, que até um tempo atrás servia exclusivamente para promover eventos para os alunos da biblio. Acontece, meus negros lindos, que C.A. não serve apenas para isso. Não vou entrar em detalhes sobre a importância de uma entidade de base e todo o seu peso dentro do movimento estudantil, até mesmo porque isso demandaria muito tempo. Basta dizer que no ano de 2013, nos quais eu, o Eliezer, a Jaque, a Thainã e a Pâmela estivemos dirigindo o CAUBI (apelido carinhoso do C.A), participamos ativamente do Conselho de D. A's e C.A's. Ocupamos a cadeira que definitivamente pertencia à Biblioteconomia e fizemos a voz da biblio ser ouvida e respeitada. Mas ainda assim tem gente de mimimi pelos corredores do pavilhão 4 dizendo que o CAUBI não os representa e o caralho a quatro. E essas mesmas pessoas não querem participar do movimento estudantil de forma alguma, alegando falta de tempo e que tem mais o que fazer. Daí eu te pergunto, Batista: como lidar com essa gente? Não se sentem representados, mas não querem trabalhar para os outros; dizem que a biblioteconomia nunca tem voz nem vez, mas criticam quem trabalha por eles. 
E isso acontece nas mais variadas esferas da nossa tão perturbada sociedade: o comodismo dos meios eletrônicos faz com que todos virem críticos de tudo, mas ninguém quer levantar a bundinha da cadeira e fazer diferente. Todo mundo quer ter sua voz sendo ouvida por todos, porém não querem ouvir a voz de ninguém. Ninguém quer ninguém os representando, mas também não querem trabalhar para si mesmos.

Enfim, acho que esse texto foi mais um desabafo do que qualquer outro  tipo de coisa. E como hoje eu não tô boa, guardem suas opiniões e seus palpites e seus recalques em seus orifícios anais. 

Beijos de luz no coração de todos 
xoxo