sexta-feira, 21 de junho de 2013

Era uma vez em julho...

Nunca entendi muito bem esse processo do desapego. E, de repente, do dia para a noite aquele abraço não faz mais tanta falta. Aquele beijo não é mais o melhor e aquele sorriso tornou-se imperfeito. Eu, teimosinha que só, resisto em deixar morrer aquela coisa boa que tanto me completava e simplesmente deixo estar. Ele volta. Ele sempre voltou. Os cabelos rebeldes, a cara de mal em todas as fotos, o crucifixo pendurado no pescoço e aqueles olhos loucos.

Fuma mais um,tosse,apaga o baseado. Liga o computador e  mostra mais um daqueles vídeos aleatórios e com um humor subjetivo. Ela ri, puxa a cadeira e ameaça um beijo. Ele avança e ela  recua...jogam por alguns minutos e o beijo  acontece. Calmo e devagar...  e acabam rolando na cama. Tanta intimidade que já sabem exatamente o que fazer e como fazer. Espasmos no corpo...passa o efeito da droga. Ela ri, veste-se com pressa e vai embora. Não promete uma data - e nem precisa: sabe que ele volta. Não corre atrás. Até mesmo porque, para ela, nunca foi   tão importante assim...