Olhos que se foram, que não brilham mais por mim e que em nada condizem com aquele sorriso ameaçador, inquieto, temível...olhos que me inspiraram medo e motivaram a minha fuga. Aqueles olhos que me fazem encher os meus de lágrimas à mais simples lembrança. Olhos que agora eu odeio, e que não mais desejo ver...
Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Olhos selvagens
Sempre tive obsessão por olhos. Mas aqueles, especificamente aqueles, me seduziram. Olhos tão profundos que me inundavam por completo. Eu me perdia na escuridão daquele olhar....ele me enchia tanto que no fim só se encontrava eles mesmos. Olhos inquietos, que me transportavam para algum lugar distante o suficiente que, após a ida, a volta tornava-se algo sofrido e doloroso. Um verdadeiro milagre de olhos castanhos, que me inundava de algo belo e glorioso com cheiro de brisa noturna. Olhos selvagens, que em nada combinavam com o sorriso de menino e a barba por fazer. Olhos que viram mais do que gostariam... e foram esses mesmos olhos que desdenharam as minhas lágrimas e que vigiaram meu sono. Olhos que me desejaram por completa,que me despiram e depois me guiaram de volta para casa sem o menor remorso. Olhos que guardaram mais mágoas do que alguém supunha suportar. Olhos que se fecharam ao vai-e-vem compassado, ritmado. Olhos que eu supunha conhecer...