segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cartas sem destinatário: primeira carta

Numa de minhas visões sobre um passado que nunca aconteceu pude ver as suas brigas, querido. Todas aquelas brigas intermináveis com ela, como quando aquela vez em que tu dormiu na minha casa apenas para dar um tempo entre vocês dois. Deixo-te apenas um alerta: teus dias de brincadeiras na beira da praia e de rodas de violão nas madrugadas de inverno terminaram. Hoje tu és um homem, com responsabilidades, afazeres e uma família para manter. Bem sabes a dificil historia de vida dela, e o quanto ela sofreu. Não seja tão tolo quanto ele foi. Não seja tão cruel a ponto de ficares aí, absorto, contemplando teu próprio umbigo e esquecendo do universo dela.

O que tu realmente anda precisando é um chá de realidade. Mais um com síndrome de Peter Pan....


Destaco aqui a minha habilidade em estabelecer relações com pessoas problemáticas. Parece que eu sou um imã para esse tipo de gente.

Enfim, acho que é só isso mesmo. Assume o teu papel de homem e faça a coisa do modo certo, e não do modo fácil.

Um dia, quando isso tudo acontecer, eu lhe mando essa carta. 


au revoir,
xoxo