Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
domingo, 24 de março de 2013
392 balões
se eu fosse lançar um balão para cada dia que passei aqui em Rio Grande, certamente a maioria seria para ti. Trezentos e sessenta, para ser mais precisa. Desses trezentos e tantos, cerca de setenta foram ao teu lado. Imagine só, setenta encontros!
Amanhã provavelmente será o de número setenta e um. E o que temos até agora? Balões cinzas (a cor da grande maioria deles). Balões vermelhos ( que foram poucos porém foram os mais importantes) e alguns balões amarelos. Acho que os de agora são azuis: nem fortes demais sem sem-graça demais.
Hoje pela madrugada acordei com o barulho de sirenes. Não sei exatamente qual é meu sentimento à respeito delas. Ao mesmo tempo em que são presságio de que algo saiu errado, é o barulho das sirenes que traz conforto para quem precisa. É a certeza de que alguém se importa e está indo ajudá-lo. Sirenes são sinal de esperança em meio ao caos.
Quase como nossos balões azuis. Azuis que não despertam aquele sentimento possessivo, doentio, passional. Balões azuis que dizem que, mesmo que não esteja tudo exatamente como gostaríamos que estivesse, ainda assim não são balões cinzas. Acho que só eu gosto dos balões vermelhos. O problema é que a tinta vermelha os torna mais fracos e suscetíveis às intempéries da vida. Balões brancos são mais resistentes. Porém são tão sem-graça....
Então fiquemos com os azuis. Pelo menos por ora, sei que eles estão ali. Nem tão cheios e brilhantes e vigorosos e coloridos e maravilhosos quanto os vermelhos.....porém nem tão murchos e apagados e vazios e sem encanto quanto os brancos. Balões. Apenas balões....
