segunda-feira, 4 de março de 2013

Das embalagens e conteúdos

Pode até ser uma analogia fraca, mas as pessoas também vêm envoltas em embalagens. Algumas delas são caras, pois o pacote custou muito caro. Outras possuem uma embalagem simples, porém com um conteúdo maravilhoso. Algumas delas são propaganda enganosa: paga-se caro pela embalagem porém o conteúdo é péssimo. Algumas nem conteúdo possuem. Se bem que, dependendo do presente, a embalagem também pode ser aproveitada. Logo, a embalagem é um presente. Mas eu sou da velha filosofia de que não se deve julgar um livro pela capa. Muito menos o presente pela embalagem. E menos ainda  a pessoa pela embalagem. 

Voltando aos livros: a capa do livro, segundo a nossa constituição brasileira, é um conteúdo criativo, por assim dizer. Ela não precisa representar o conteúdo do livro. Ou seja: comprar o livro pela capa pode ser uma furada. E essa mesma constituição fala que o resumo do livro (aquele da parte de trás da capa), esse sim deve representar o livro em seu conteúdo. 

A lição que eu tiro disso? Preste mais atenção nos "resumos" que as pessoas te oferecem dos outros e menos atenção na embalagem. A menos que o seu objetivo final seja a embalagem, claro. E também é claro que os resumos falam muito pouco sobre o livro, mas por ele você já pode ter uma vaga ideia daquilo que está comprando.

"De cavalo dado não se olham os dentes." Algumas pessoas são doadas para nós. Eu, como não preciso de esmola e muito menos de caridade, passo adiante aqueles que de cara já vejo que foram mal-usados durante a vida. Passo adiante, pois sempre vai ter alguém precisando daquilo que a gente joga fora. Nada se cria, nada se faz, tudo se modifica e se transforma. 

E chega de ditos populares, porque se conselho fosse bom se vendia, e não se daria.