Essa bem que poderia ser uma narrativa de um amor que perpassa o tempo, as adversidades, o ódio e o rancor e sobrevive em meio aos suspiros de dois corações apaixonados.... mas não é.
É apenas um desabafo de alguém que procura. Que procura no ônibus, na fila do café, na porta do CC ou nos corredores silenciosos da biblioteca.Alguém que acha que sabe o que procura e,embora tenha o encontrado algumas poucas vezes, viu seu objeto de desejo escorrer por entre os dedos. É apenas um relato de experiência de alguém que faz a si mesma a pergunta fatídica todas as noites:
where is the love?
Será que ele não está dentro de mim mesma? Esse seria o amor-próprio, uma das premissas básicas da felicidade.
O amor aos outros eu dou o quanto eu posso: sei que ainda tenho muito a amadurecer como ser humano falho que sou, mas ainda assim penso que não deixo faltar amor a quem o merece.
O amor do seio familiar é um tópico especial, delicado, que não pode ser abordado nesse momento.
Vejo casais felizes de mãos dadas, vejo sorrisos sinceros e olhares de dois cúmplices amantes que sabem que o sentimento dado é recíproco. Mas... e o meu? Por onde anda?
Enquanto essa pergunta ainda não é respondida, contento-me em olhar o menino que senta ao meu lado no ônibus. Ele sequer deve dar-se conta da minha existência, mas possui um perfume tão bom.
Uma boa noite, meus negros lindos
xoxo