Ai ai, vai ser um prazer meter
o pau falar desse blog, ou melhor, da autora dele...
“Um dia me disseram quem era os
donos da situação, sem querer eles me deram as chaves que abrem essa prisão, e
tudo ficou tão claro, o que era raro ficou comum”, cacete, quem cita
Engenheiros do Havaii num texto? Pelo menos esse não é acadêmico, ai, pera, já
vi citarem Latino num acadêmico. Enfim, vim falar desse blog. Não, vim falar da
pessoa que me faz ingerir essas pílulas completamente desnecessárias...
Esse pequeno recorte de canção
pode resumir (em poucas palavras) meus papos com a Carol, entre uma coisa e
outra, ou um copo e outro, um boy e outro, um lugar
e outro, surgem histórias e comentários carregados de veneno sinceridade.
Histórias... Talvez todos nozes sejamos contadores de histórias, uns mais,
outros menos, mas contadores de histórias por natureza. Nossos comentários ou
são totalmente sinceros (que chegam a doer) ou são irônicos e sarcásticos. Esse
recorte resumi sobre o que falamos: a prisão de nome vida.
Lembro bem daquele dia de
novembro... O ano? Bem, não vem ao caso. Me lembro de estar saindo do CC quando
ouvi um verdadeiro berra dessa criatura chamando a pessoa que me acompanhara.
Como sempre batendo ponto na frente do CC, né vadia! Nos tornamos conhecidos,
meros conhecidos (que conversavam sobre sexo orégano e rock in roll –
principalmente sobre sexo!). Mas não precisa
de intimidade pra conversar sobre sexo? Não pra gente, principalmente numa
quinta-feira às sete e meia da manhã na frente do CC com mais duas pessoas
(nunca vou esquecer desse dia, fui trabalhar com a alma limpa!). Sexo não deve
ser tabu, então por que seria pra gente? Ainda mais pra gente.
Eis que recebo um convite para
participar do M.E. e quando chego na reunião me surgiu um questionamento e eu o
lanço ao grupo todo: Isso é uma reunião
ou um cabaré? Porque tem uma puta¹ aqui dentro. Ai, calma, tem puta por
toda a FURG (limpando o veneno antes mesmo de alguém mandar). O M.E. foi a gota
d’água pra nós dois, ou a cereja do bolo azeitona no Martini... enfim,
era o que nos aproximaria ainda mais.
Baldes e baldes de café e alguns
momentos chaminé que ela amigavelmente aguentou ao meu lado. Meras
desculpas pra sairmos de perto de todo mundo para soltar veneno conversar
sobre a vida. O recesso chegou e ela foi pra casa, trezentos e sessenta e um
quilômetros nos separavam, e o Infinity da Tim nos aproximava (ao menos quando
a Tim resolvia funcionar aqui em casa), mas ainda tinha o chat do Facebook, o
WhatsApp, ...
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| Novo quem, Facebook? Nem no Trensurb deixamos de papear. |
Enfim, esse texto começou sob uma
ameaça, mas não posso descascar uma pessoa que eu adoro ter a amizade, posso
sim e o faço, mas não fiquei afim. Não tenho culpa se me identifico com ela e
compartilho do mesmo veneno de algumas ideias. Entre pílulas
desnecessárias de críticas bem-humoradas e histórias verdadeiras (ou não),
fazemos algumas duras constatações sobre a vida acadêmica (ou não).
Caras recalcadas, aceitem que dói
menos... A Rainha de Espadas e eu nos damos bem (pro azar de vocês) e, ahhh,
nos formamos só em 2017, ainda têm muito veneno pra soltarmos pelo campus até
lá, com muito cuidado sempre pra não pingar nos sapatos ou roupa.
Beijos de Luz.

