quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

a besta

Sentir saudades de algo que nunca se possuiu, nunca se tocou, nunca se viu. O conforto de uma voz familiar, os "bom-dia" todos os dias e os "boa noite" que me fazem ter certeza de que ele ainda existe. 
A carência no seu mais puro e sublime ápice. A vontade de ter algo que vem a passos lentos (quase que sussurrados) e o medo de se perder algo que nunca foi realmente seu. 
Tentar conviver com a insegurança da distância e a indiferença da diferença adoece...
Basta uma vírgula a mais ou uma vírgula a menos para que tudo mude e a tempestade tome formas aterradoras. É difícil entender que um coração doente precisa de mais cuidados?
É difícil compreender que tudo não passa de vontade de ser cuidado, amado, e (acima de tudo) ser alguém para alguém?
Não é paranóia. é medo. Medo de viver de novo e de novo e de novo uma história que há anos se repete, mudando apenas os personagens e o enredo. É medo de ter sido enganado. É medo de ter se enganado, numa expectativa imbecil de construir castelos de papel. Medo de continuar sozinha por um tempo que nunca passa
Tantos problemas alheios para resolver, e o máximo que se ouve é um "se cuida"

SE CUIDA
porque eu não vou cuidar de você.

A falta que faz um abraço é tão pesada que não se pode carregar nos braços. O sentimento de nunca ter pertencido a ninguém é mais vazio do que a solidão de um quarto cheio de fantasmas. E por trás de uma máscara de ferro também correm lágrimas, caso queira saber.

"coisa mais comum é ouvir "essa carol" ou "claro né, essa é a carol que eu conheço"
isso pq tu passa a imagem de fodona... 
mesmo que tu esteja extremamente insegura ou no próximo passo ou no dia seguinte..
tu coloca os dois momentos no mesmo canto e parte para o vale-tudo.."

até que ponto vale tudo por um algo que não se sabe se tem ou por um alguém que ainda não existe?

Vagarosamente, me encolho em meu canto e assisto a tudo, impassível, sem nem querer saber como que isso vai terminar. O medo me impede de continuar e tentar explicar o que realmente acontece.
o motivo de tudo é muito simples: falta amor e sobra expectativa. A vontade de te ter só não é maior que a distância e o tempo que nos separam, e minha criatividade talvez não seja o bastante para prender a tua atenção durante tanto tempo. Eu mesma costumo enjoar do meu repertório, quiça você... a quantidade de frases sem sentido que disparo durante o dia é proporcional à vontade que sinto de ti. E o medo de te perder no meio do caminho, porque eu não tenho absolutamente nada pra te convencer a voltar.
Nem beleza sublime, nem inteligência admirável, nem sagacidade ou perspicácia. Nem um pinto pra dar água, como diria a minha vó. Só tenho eu mesma pra te oferecer.
E por mais cômico que isso pareça, eu sou a coisa mais preciosa que tenho pra te dar. E o que vai acontecer comigo se, de repente, tu acordar e descobrir que eu não sou tudo o que eu parecia ser até então?
E se as minhas piadas sem-graça perderem a graça?
E se a beleza de um alguém ofuscar o carinho que tu sente por mim?
E se eu parasse de criar minhocas na minha cabeça e fosse dormir antes de enlouquecer a ti e a mim?

PS: sinto falta dos <3 e "gatinha" e tantos outros "inha" que um dia rechearam nossos diálogos.
PS 2 : Eu não tô escrevendo isso pra ti, seu narcisista.




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Animal

Eu, carne-e-sangue que sou, começo sempre pelo olfato. O sentido mais renegado assume para mim proporções dantescas, e sempre que possível fecho meus olhos e deixo-me envolver pela sinfonia de odores que me cercam.
O segundo passo é o contato visual. Meu lado masculino fala alto, e de repente me vejo contemplando e mirando de uma forma que os deixa constrangidos. Também pudera: procuro absorver cada detalhe, cada centímetro de pele e cada espaço entre nós. A visão é minha  suprema guia, e talvez o meu maior pecado seja justamente amar o que me é belo. Neste ponto saliento que não sou hipócrita, e que a relativização da beleza me exime (um pouco) da culpa que ~supostamente ~ depositam em mim.
Depois disso, o que resta é deixar a natureza seguir seu rumo e a química dos feromônios fazer seu trabalho. Quanto à audição,  pouco importa: não sou fã de palavras vazias ou de sons programados. Por vezes,  o melhor é o silêncio: nesse meio-tempo até a respiração ofegante vira poesia. 
O toque da pele e o calor das mãos no mais absoluto escuro também fazem parte da dança, muito embora eu use - o escuro -  mais como refúgio do que como ferramenta.
Apenas com um o claro se torna confortável o suficiente para eu me despir de meus medos e vestir minha roupa de viver.
Apenas com um os cheiros se misturam e se fundem e se confundem que eu já nem sei mais qual cheiro eu tenho ou ele tem: sei apenas que há um cheiro nosso, e esse é o meu perfume favorito.
Apenas com um o paladar se faz presente, e o gosto que sinto é, sem sombra de dúvidas, o sabor da perfeição. Aquele rastro doce no fundo da boca que me faz querer mais e mais e mais e mais
Apenas com um minha pele derrete, meus dedos se entrelaçam e eu mergulho em um mar castanho-avelã repleto de ilhas fantasiosas. E é ali que eu gostaria de ficar o resto da minha vida.
O mundo real perde o sentido; minha existência ali é outra, além de qualquer ciclo material ou racional que o homem já criou.
Um quarto em três por quatro, uma cama no canto e o desejo de que tudo lá fora não passasse de um sonho ruim, onde basta eu cruzar meus dedos com os dele para que todos os meus problemas desapareçam.

E, ao soltar a minha mão, é que percebo que a realidade do mundo real não é assim tão doce, e que as utopias sim que deveriam ser reais (mais do que as faço): meus sonhos em cor-de-rosa com uma casa de cerca branca e um labrador correndo no quintal não passam disso. Sonhos. Fantasias. Utopias. Regalias que me permito diariamente, no frenesi de tê-lo para mim antes que o ano acabe e o vento da vida adulta o sopre para longe daqui.
Mesmo que tudo o que imagino (e vejo e prevejo e ansejo) seja fruto de uma mente um pouco fértil demais
Um pouco apaixonada demais
Um pouco abandonada demais
Um pouco solitária demais

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Sobre não ser preferência nacional

É bem complicado (ao menos para mim) a questão da autoaceitação como um todo. Não me refiro ao conformismo com o próprio corpo/personalidade,  mas sim com os fatos derivados de minha rotina que me jogam na cara o problema que é eu não ser a preferência nacional.
Não tô dizendo que sou feia (apesar de alguns acharem isso), mas é horrível crescer ouvindo que, caso um cara faça um elogio a uma menina gordinha, ele só quer comer ela. Só as magras podem ser elogiadas? Que papo é esse, produção? 
Daí tu vira uma adulta extremamente insegura e que, ao ouvir um elogio, já se afasta do cara por motivos de "não tô afim de dar pra ti". 
Mas eu acho que a pior parte é quando tu resolve tomar a iniciativa e sair pro "ataque". As chances de rejeição de uma menina gordinha giram em torno dos 90%, e os 10% que dão bola geralmente não são lá grandes coisas. Sempre tem as exceções, claro, e são essas que nos deixam felizes. Mas é triste viver num mundo onde 10kg (para mais ou para menos) de peso corporal podem fazer uma pessoa se afastar ou se aproximar de ti. Ainda é o peso que define beleza, infelizmente.
Ontem uma guria postou no spotted que era morena, alta e magra, e estava afim de um boy. Muitos curtiram sem nem mesmo conhecer a menina. E eu já lhes digo que a palavra "magra" foi o grande truque da jogada. Porque aqui, na bolha acadêmica, pessoas gordas não são bem-vindas. As cadeiras da sala de aula foram projetadas justamente para que todo mundo que pese mais de 80kg sinta-se desconfortável o suficiente a ponto de fazer uma dieta (rápido!). 
Voltando ao assunto anterior...
Não sou o "padrão". Nem no peso, nem na altura e menos ainda na personalidade. Falo alto, grosso e rápido. Sei o que quero, e infelizmente tive de aprender a ir atrás pra conseguir, já que nessa vida só  chuva e goiaba que caem do céu. E quando eu vejo um  guri interessante, é claro que eu vou falar com ele pra saber "qualé". Mesmo que a minha chance de rejeição chegue à faixa dos 90%. Há de chegar o dia em que criarão uma rede social sem imagens, só com os textos (no padrão do finado chat uol), e que sirva para CONVERSAR com as pessoas.
Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que a beleza não importa, pq importa sim. Mas eu troco facilmente um cara gostoso sarado gato molhado agroboy e que não saiba conversar por alguém que me ouça e que converse comigo, me faça rir e que dê prioridade, antes de tudo, à beleza da alma, e não a beleza do corpo. 


"De nada adianta ter um corpo bonito e a alma feia"


um bom dia de quem anda precisando sentir-se especial, e que lhes digam que é especial (receber carinho faz falta)

xoxo

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Fluorescência

        E de repente me vem aquela brisa leve, acolhedora e mansa que só tu pode me trazer. Os meus olhos embaçam por um pequeno instante, talvez inundados com a maresia calma e doce que tu me traz. 
       Teu cheiro doce por vezes me enjoa. Desculpe-me se sei que não és perfeita.. Convenhamos que o teu gosto também já foi melhor. Depende do teu dia, eu sei. Tu tens diversos momentos e casualmente nos encontramos quando estás naqueles dias ruins. Não é culpa tua, e sim dos outros que te transformam tanto a ponto de ficares irreconhecível. Depois de ti, ouço todos os milhares de pássaros que passaram o dia todo cantando ao meu redor e que eu sequer tive a capacidade de parar para ouvir. Eles estão conversando conosco...
         O sol parece mais perto e a lua parece maior. Sinto o cheiro da chuva e o gosto da terra. Sei que, a partir de agora, tudo ao meu redor fica mais bonito: os rostos me parecem mais alegres, os problemas viram estrelas distantes e o tempo se molda facilmente em minhas mãos. Volto a ser um eu primitivo, consciente,  que é capaz de enxergar  tudo o que está acima das nuvens e que não é visível a olho nu. 
           Faço de mim mesma corredor do mundo, e deixo que os pensamentos pousem e decolem a hora que quiserem. Já não sou mais apenas eu: somos nós, somos o outro e, sobretudo, somos um todo uniforme e multicor.  Meus pensamentos passam por mim em uma velocidade assustadora; mas quem sou eu para lhes dizer a hora em que devem partir? Cada um que cuide de seus horários e de seus ritmos...
        O ritmo é que coordena o andamento de meu dia. Podem ser apenas quatro horas da tarde quanto já pode ser meio-dia.... e o meu tempo também não é mais meu.
      Nem dona de meu corpo sou mais: ele se movimenta de um jeito próprio, independente, como se o meu cérebro fosse destituído de seu cargo máximo por mero capricho do resto das células. Cada uma com sua ideologia, e sempre que possível, alheias à minha vontade.
         Quando tu vai embora (quase sempre sem se despedir), viro os olhos  e penso que, para te ter de volta, bastam alguns movimentos de minhas mãos. E assim o ciclo recomeça.

uma boa tarde, meus negros lindos
xoxo

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Ressignificação

Munida de toda a (pouca) liberdade poética que tenho, trago com minhas mãos pequenas o que de mais importante tenho pra te oferecer.
Eu sei que já conversamos sobre isso.
Eu sei que tu sabe que eu sei que tu sabe.
Eu sei que não importa o que aconteça, tu vai embora de qualquer jeito e que teu coração nem mesmo está aqui.
Mas e daí?
Tentei algumas vezes encontrar um pouco de sentido nas nossas conversas. Mas tu sempre desconversa, metaforiza, joga palavras ao vento (pra ti parece tão fácil...) e me deixa com cara de palhaça. 
Prefiro clown, porque acho mais chique. Na verdade, prefiro clown porque sim, afinal de contas não lhe devo satisfação alguma. Ou devo?
Te encontrei no setembro errado, no ano errado e no lugar errado. E eu odeio o fato de tu ser tão sincero. E eu odeio o fato de tu pagar pau pra mim. E eu odeio mais ainda o fato de chegar em casa e ficar pensando em ti, no jeito que tu me olha e  na cara que tu fez quando disse que eu ficava linda com as mãos no bolso debaixo da tormenta. Ou era ciclone? Também não sei se foi esse o adjetivo que tu usou. Sei que eu gostei. E ponto mesmo, sem reticências. 
Eu também sei que não tem mais nada que eu possa fazer para tentar te convencer qualquer coisa que seja, afinal de contas tu é bem mais esperto do que eu e não cai na minha conversa fiada, mas mesmo assim eu não canso de tentar. Quando tu me olha e diz que eu sou o máximo eu realmente acredito, porque eu sei que é verdade e é sincero e eu me afundo porque eu sei que esses olhos não são meus nem teus nem dela nem sei mais o que eu estava falando. E não, eu não sou o Saramago.
As palavras escolhem a gente, e o amor também. O que me resta é lamentar e esperar setembro acabar de uma vez,antes que minha rinite ou o ciclone acabem comigo

E eu não vou te dar boa noite, porque não.

domingo, 24 de agosto de 2014

querer, ser e poder

Me perturba e me apavora a perspectiva de que, em algum momento da minha vida, eu vou decepcionar alguém por conta de minha incapacidade. Não sei ao certo se as pessoas que esperam muito de mim ou se eu acho que tenho que superar a tudo e a todos; essa dicotomia me persegue e me consome a cada passo que dou durante o dia. Será o passo certo? Quais as consequências que trará esse passo? O que será que os outros pensam de mim enquanto caminho?
Deixo de prestar atenção aos detalhes do caminho e apenas observo minuciosamente cada metro que avanço, na vã tentativa de não cair no meio do caminho. O medo e a incerteza de quem eu sou e de como esse ser se comporta no meio em que habita me consomem, enquanto vejo coisas belas e brancas como meras sombras que me passam meio que despercebidas.
Na confusão do caminho e das pessoas que me seguem acabo esbarrando [sem querer] em pessoas melhores do que eu, que me fazem reavaliar meu método. E eu, bicho sorrateiro que sou, sempre arrumo uma desculpa e me afasto desse tipo de gente. (everyday... everyday...)
Quando dou de cara com meus erros e percebo que eu nem sempre posso ser aquilo que eu quero (ou que as pessoas querem), dou meia volta e sigo para outro lado. Covarde, eu sei.
E ainda perco mais tempo planejando do que vivendo. Meus amores que o digam. 
Mas hoje, de repente, descubro um mar de leite que me acalma e me afunda. O cheiro macio e a temperatura adocicada tanto que me confundiram que eu acho que eu finalmente me achei. Sem vírgulas, pois tudo aconteceu muito rápido. Ao mesmo tempo, foi bem mais devagar do que os tantos e tantos de outrora...enfim...cá estou eu. Perdida,completamente perdida, mas com uma calma que eu acho que nunca senti antes. E daí se eu me atrasar? Qual é o problema de não sair tudo do jeito que eu planejo? Nem eu mesma sou como planejo...
Não ouço mais voz nenhuma. Não sigo mais as luzes. Agora fechei meus olhos e escuto apenas as  suas mãos sussurrando coisas doces para os meus cabelos. 
Viajo.

sábado, 16 de agosto de 2014

dormingo

   Sentada no sofá por sabe-se-lá quanto tempo, tomo um gole de minha xícara de café que me parecia fervente há poucos minutos atrás. Minha solidão é marcada pela inércia. Absorta com as visões das figuras nas marcas da madeira, vejo as horas me escapando como areia fina que escorre por entre os dedos. Uma ampulheta invisível, que me mostra o pouco tempo restante que tenho e o quão devagar ele passa. Os dias se tornam cada vez mais longos, e os anos cada vez mais curtos. Já estamos em agosto e eu não sei o que fiz das minhas promessas de ano-novo. Guardei as sementes de romã em alguma bolsa, que provavelmente já foi posta fora (não antes das sementes). Olho para os meus pés: de qual ex será que eu herdei essas pantufas? Seriam no cara do chevette ou daquele que tinha uma rinha de galos nos fundos de casa?
      Desde já quero deixar claro que não me mexo não por falta de vontade,e sim porque não posso. A distância entre o poder e o querer é imensa, como todos sabem. E eu não posso por motivos que me fogem à razão. Pareço um personagem tragicômico dos desenhos animados, que corre desesperadamente sobre a areia movediça e vai afundando enquanto a plateia se deleita e dá risada. E olha só, o café já esfriou novamente...
      No sul do sul, onde o mar também é pampa e a umidade é tamanha que sinto meus ossos congelando. Na cidade que Deus não vê chove por uma semana sem parar e tudo o que consigo pensar é na minha roupa no varal que não seca nunca. As unhas lascadas são uma breve lembrança de dias em que estive melhor (financeiramente e todo o resto). decadence avec elegance, por favor. E eu sei que já é dia 16, faltam apenas 14 dias pra eu receber de novo. Unha vermelha lascada nem na pior situação possível porque afinal de contas eu não sou obrigada... mas hoje eu tô cansada, amanhã compro acetona e limpo essa merda aqui.
       Como assim acabou o café? Sair de casa não é uma hipótese plausível. Nem é tanto pela chuva (que cai ininterruptamente há cerca de 80 horas), é mais por uma questão de princípios. Se eu sair, vou ter de tomar banho. Se eu tomar banho, vou ter que vestir uma roupa limpa. Que porra de depressão é essa em que se fica de banho tomado e cabelos penteados? Essa juventude, essa juventude... na minha época depressão era sinônimo de passar dias sem tomar banho e nem tirar o pijama... os cabelos despenteados e o cheiro de carniça são um estilo de vida, cara.... a geração Valium tá aí pra provar....
        Folheio mais uma vez o panfleto da loja de móveis e eletrodomésticos... acho que até já decorei os preços. Há quanto tempo que não levanto desse sofá ein? Minha bunda já está ardendo...ah, sim, preciso comprar um sofá novo que esse aqui está me machucando. Deixa eu ver um aqui nesse panfleto da loja de móveis e eletrodomésticos.De novo. 
        De repente, presto atenção na televisão: começou o domingão do faustão. Ufa, finalmente... achei que esse domingo não iria acabar nunca. Bora tirar a roupa da máquina de lavar que amanhã já recomeça minha semana monótona e sem descanso, onde eu, pobre coitada que sou apenas mais uma peça na máquina que eles controlam (sim, eles!), vou trabalhar  para pagar cerca de 40% de impostos (acho que foi isso que o cara da tv falou essa semana no jornal) para eles (sim, eles de novo!). O único dia que tenho para descansar é o domingo, e tenho tantas coisas para fazer que nem descanso direito, poxa...