Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Esse tal de sentimento....
Um mar de gente carente. Quer coisa mais previsível? Todo mundo longe de casa, com a liberdade soprando nos cabelos e um novo estilo de vida para adotar. Poderiam ter quaisquer coisas que quisessem, mas não. Querem o tal de amor. Só se esquecem de que o amor a gente não acha no facebook, nem no spotted, e muito menos pra comprar na padaria. Amor é algo tão complicado, mas tão complicado, que nem eu consigo encontrá-lo. E olha que o procurei durante anos. Acho que desisti, sei lá. Ou fiquei mais calma, mais tranquila e mais focada.Menos obsessiva. Sei lá, acho que uma hora ele vem. Ou não. E se não vier talvez não tenha problema nenhum. Acho que o tempo consigo mesmo é bom, faz com que a pensemos mais em nós mesmos e tenhamos mais clareza nos sentimentos. Sem desespero, sem mágoas, só espera. Confesso que às vezes me preocupo: parece que estamos todos à espera de um ônibus que nunca chega. Todos na parada se entreolham, preocupados, fumam mais um cigarro e caminham com aflição de um lado para o outro. Alguns sentam no meio fio,abrem um livro e simplesmente curtem a espera. Outros aproveitam para fazer amigos. Os mais ousados pedem carona, sem saber para onde vão. Os impacientes desistem de esperar e vão até a esquina, para ver se conseguem avistá-lo. Eu às vezes converso, às vezes leio, às vezes peço carona (mas sempre acabo rejeitando quando a consigo) e penso em ir até a esquina. Mas sempre desisto. É bem típico meu: largar as coisas no meio do caminho. Desistir. Há quem tenha pegado a linha errada e chegado no destino certo. Há quem pegue qualquer veículo. Há quem consiga discernir qual é o certo. E há quem pegue o certo e se perca no meio do caminho...
Dizem que o importante mesmo é a viagem, e não o destino final. Mas como é possível seguir um caminho no qual não se sabe onde vai parar? Tenho medo. E (provavelmente) por causa desse medo infundado e bobo que eu ainda continue aqui parada, enquanto tantos outros já chegaram e já partiram...
