Relacionamento tipo "iô-iô", vai e volta...e a cada volta tira um pedacinho de mim. Lágrimas não são água, são mágoa. Me tens em tua mão, bem sabes disso. Aliás, nem sei por que te escrevo, já que nunca lerás isso. Ah, e sim, meu perfume tinha cheiro de pera. Nem sei como foi que tu conseguiu identificar, visto que tu nunca repara em mim.
Me enfeitiçou de um jeito tão cruel,que basta um estalo de dedos para que eu caia aos teus pés. Teu perfume ainda está no meu travesseiro, e a nossa cumplicidade é algo que me perturba. Chama e eu vou, e na mesma velocidade em que chego, logo sou dispensada. Não sou uma boneca, meu bem. Devias saber disso. Eu sempre me contradigo,sempre. "Tu não consegue ficar brava comigo, negrinha". Realmente, não consigo. Fico triste, decepcionada, magoada,mas nunca brava. Tu me usa, simples. E eu deixo-me usar, simples.
Mulheres são assim, tolas quando amam. E eu, que nunca soube me entregar pela metade, vou vivendo às custas das migalhas que tu me deixa. Parece que eu nunca aprendo, né?
Um dia, quem sabe, quando eu realmente crescer e ver que brincar de esconde-esconde emocional não é divertido, quando eu cansar de me magoar e quando eu cansar de me deixar usar, eu apague teu telefone da minha agenda. Por hora, deixo teu facebook ainda excluído.
Um basta. Só isso que eu preciso. Quem sabe dessa vez a brincadeira realmente tenha acabado, não é mesmo? Maldita hora que eu resolvi contemplar a pitangueira...