quarta-feira, 17 de julho de 2013

I can’t feel it again


Confesso que o tema do texto de hoje não seria este de agora. Passei a tarde toda planejando falar sobre pessoas que não vivem a realidade, que acham que tudo é lindo e que não percebem o mundo que as cerca. Mas, ao voltar para casa (ah, sempre a maldita volta pra casa, aquele momento em que coloco minha maquininha da consciência pra funcionar e faço o review do dia), comecei a arquitetar minha vida amorosa. Há  tempos que não tenho mais paixões arrebatadoras, daquelas que fazem as pessoas sorrirem o dia todo, mandar sms  a cada trinta minutos e sonhar com aquele que se ama. O máximo que tive foram projeções, utopias e desgostos. Sabe, não sei se invejo os casais apaixonados que andam de mãos dadas por aí, demonstrando afeto recíproco e vivendo em seus castelos de areia, ou se fico feliz por ter me tornado mais realista.
Recalque à parte, por vezes me pergunto se não sou alguém apaixonante. Revejo conceitos e atitudes, e penso toda vez que olho no espelho: qual é o teu problema, moça? Por que ninguém consegue se apaixonar por ti? Qual será teu grande segredo, que afasta as pessoas do teu coração e te impede de ver a verdade?
Mas, por vezes, agradeço por não mais me apaixonar. Não quero sentir novamente o gosto azedo que tem o veneno da decepção, inundando minha boca e me afogando de amargura. Talvez seja essa a parte interessante da coisa: amadurecer a cada passo que se dá. Mas sou o tipo de   jogadora que sai na metade do jogo, quando ainda não ganhou o suficiente mas também não perdeu tudo. Tenho optado pelo certo de não perder tudo do que pela dúvida de ganhar o grande prêmio. Just another girl alone at the bar.

Boa noite, meus negros lindos

Xoxo