E eu ainda insisto. Não sei dizer exatamente porque, mas insisto. Faço drama para as paredes, choro, bato as portas com raiva e prometo a mim mesma que não mais me apegarei.Mas basta olhar uma única foto tua para que tudo aquilo que até então eu havia jurado que não mais faria repetir-se novamente. Uma fênix alada, que fez nascer em mim algo que eu nem imaginava que existisse novamente. Criança forte, abandonada e tranquila. Tão carente quanto eu, talvez até mais. Tenho medo de construir com você algo muito rápido e bonito. Relacionamentos assim me lembram castelos de lego: podem ser construídos rapidamente, e com a mesma velocidade são destruídos. Atente para uma coisa: crianças brincam com Lego. Adultos de verdade constroem castelos de pedras. Sei que são demorados, e nem sempre são tão coloridos e atraentes quanto os de Lego, mas são de verdade e para sempre.
Te pedi apenas uma coisa: não machuque o meu coração. Não brinque com ele. Não faça dele uma peça de teu castelo de utopias. E tu tens feito isso, não tem brincado com ele, mas simplesmente me ignora. Bem, não completamente. Mas teu visível desinteresse e minha vontade quase que palpável não combinam. Confesso que, no princípio, até pensei ter encontrado o homem da minha vida. Um pequeno-grande homem. Mas como saber o que se passa por essa cabeça? Seria a nothing box novamente?
Tens teus afazeres, eu bem sei. Mas será que tudo aquilo que vivemos em tão pouco tempo simplesmente foi fruto de minha imaginação? E aquela conexão que pensei que tínhamos? E aqueles olhos que me sugavam e me bebiam e me despiam e faziam sentir-me tão bem?
Lego house, a fênix e as unhas cor-de-rosa, nothing box.