Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Nothing box
No fundo daqueles olhos castanhos, finalmente encontrei o que eu tanto procurava. Ainda bem que o achei antes de desistir, de me perder, de desacreditar disso tudo. Ao ver meu reflexo no fundo daqueles olhos castanhos, pude compreender que era verdade.
Ao ver o movimento daqueles olhos castanhos, me sugando para dentro de si, como se quisessem eternizar meus movimentos. minha imagem e meu gosto em sua mente, vi que ainda havia pessoas boas, e que nada nesse mundo dura para sempre.
Ao ver a intensidade com que aqueles olhos castanhos me fitavam, já fatigados mas ainda não repletos de mim, confesso que chorei. Chorei de alegria pela beleza daquele momento. Chorei ao perceber o contraste entre as unhas cor-de-rosa e a fênix negra, que fitava meus dedos como se desejasse arrancá-los para si.
Ao repousar meu braço sobre a fênix, quando os olhos castanhos já vagavam pelo mundo das utopias, senti-me completa e vazia ao mesmo tempo. Como se finalmente encontrasse o que eu procurava mas não o pudesse ter para mim. Em suaves doses homeopáticas, vou sendo preenchida por aquele gosto agora familiar, por aquela voz doce, pelo calor das suas mãos que me aquecem e me fazem sentir assim, tão....tão......inexplicável.
Não são apenas os olhos, a fênix, o sorriso, o calor ou o gosto. São as palavras, as atitudes, os medos, a doçura. Doçura que eu nem sabia que existia. A singular doçura da nothing box.
