domingo, 6 de janeiro de 2013

A fada e o elfo


Antes que venham me xingar: eu sei que tenho muito pouco de fada, mas cada um dá para si a nomenclatura que julga conveniente. E sim, vendo o elfo bem de perto, me apaixonei à distância. Minha paixão é algo mais de José de Alencar do que de aqueles romances Julia, Bianca e Sabrina. O elfo é um ser encantador, enigmático, que eu quero muito conhecer. Mas esses malditos padrões de beleza me atrapalham deveras: sei que não faço o tipo dele, por isso fico aqui, anonimamente desejando que as coisas fossem diferentes...

Distância, baixa confiança em mim mesma, essa maldita auto-estima que continua baixa como sempre, vergonha...são diversos os fatores que fazem com que o breu escuro de meu quarto seja mais conveniente do que a luz do dia. Enquanto o Cavaleiro das Terras Distantes ocupa-se com seus afazeres,eu apenas sonho. Mesmo porque minha vida sempre foi repleta desses amores impossíveis,que me fazem perder noites de sono e escrever textos como esse.


Julguem-me como acharem necessário:o fato é que o elfo acabou de trazer um pouco mais de poesia para os meus dias. Ao deitar a cabeça cansada e cheia de problemas em meus travesseiros, terei com quem sonhar. Sonhos impossíveis? Claro que sim! Mas aqui cabe perfeitamente um poema de Mario Quintana:


"Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"

Agora, meu elfo, pode-se considerar a luz distante em meus caminhos....