Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Como criar um monstro
Confesso que a intenção inicial não era essa. Mas acontece que eu te incluí no meu mundo. Na verdade, foi bem mais do que isso: eu te dei o meu mundo de bandeja. E o que tu fez com ele? Tomou-o para si, e me expulsou dele. Sim, sim, pode até não ter sido premeditado, que seja algo que aconteceu com o calor do momento,até porque quando estamos com raiva falamos e fazemos muita coisa que não deveria ter sido dita/feita. Mas o que aconteceu depois disso é que realmente magoou: tu simplesmente me expulsou da minha própria vida.
Espero sinceramente que tu reflitas bem o que tu fez. É claro que eu te dei o meu mundo e tu poderia fazer o que bem intendesse dele.Mas eu o dei como forma de gratidão e apreço da tua amizade, e não esperava ser retribuída dessa forma. Desde o começo exaltei tuas qualidades para os outros moradores, falei o quanto tu era bom e o quanto eu aguardava a tua chegada. Já no começo tivemos um perrengue brabo, mas eu dei meu sangue pelo teu baile de boas-vindas e tudo deu certo. Depois disso fui viajar para terras distantes, e ao voltar, vi que algo tinha mudado. Tu não só tomou meu castelo como também fez um baile de posse. Ou talvez as coisas tenham sido simultâneas, vai saber.
Só espero, sinceramente, que tu cuide bem dos meus vizinhos,e que não os trate da mesma forma que fui tratada. Tempos de guerra estão para chegar, e quero tanto o meu castelo quanto o meu povo bem protegido e bem cuidado.
Quanto a vocês, meus queridos companheiros de guerra, saibam que não guardo rancor algum: bem sei que vocês fizeram apenas a parte que lhes cabia na história. Agora me mudei para o reino de um outro expulso da vizinhança, e juntos estamos construindo um forte maior e mais verdadeiro. Todos são muito bem-vindos nele. Ou melhor, quase todos...