terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Era uma vez em agosto...


Ontem à noite recebi um sms muito especial.
Em meados de agosto/setembro tive um lance muito forte com um menino. Muito forte mesmo. Do nada, parecia que eu havia encontrado a minha alma gêmea. Uma pessoa que me completava perfeitamente, me entendia e me aceitava. As noites de inverno consistiam em ficarmos olhando vídeos e conversando sobre as mais diversas coisas da vida: teatro, música, literatura, economia, astrologia, astronomia, biologia e a nossa vida pessoal. Ambos bancavam os psicólogos, e usávamos nosso pouco conhecimento para fazermos diagnósticos dos quais ríamos depois. 
Lembro de uma vez que cheguei na casa dele, louca da vida por causa da TPM. Sabe-se lá por qual motivo, eu sentei no colo dele, comecei a chorar e a bater nele. A reação? Esperar eu me acalmar, me abraçar, passar as mãos nos meus cabelos, olhar no fundo dos meus olhos e falar:
-Repete comigo: HOR-MÔNIOS... HOR-MÔNIOS....

É ou não é de se apaixonar?


Ah, e ele é lindo: um pouquinho mais alto que eu, cabelo liso de índio, meio narigudo, olhos de  ressaca (como a Capitu) e o sorriso mais lindo do mundo. Acordava meio arisco, mas nós tínhamos um relacionamento de gatos e nos dávamos bem. Muito bem. Bem até demais.


Ele consertava absolutamente tudo o que estragava na minha casa, me fazia companhia, me tratava bem, saía de madrugada em pleno inverno pra comprar sorvete pra mim (época das TPM's)....enfim, não me importaria de passar o resto dos meus dias com ele. 

 Falava que a minha comida é a melhor do mundo, e sempre dava um jeito de descolar uma boca-livre na minha casa.
Mas eu, na minha afobação toda de ser feliz, espantei o pobre menino. A alegação dele? A de sempre: estamos indo rápido demais...

Um dia ele me ligou de madrugada, falando que precisava me ver urgentemente. Nos vimos, conversamos horrores, amanheceu e cada um seguiu seu rumo. Isso foi em uma quinta-feira de novembro. Na terça-feira seguinte liguei para ele afim de combinar uma pizza ou algo do tipo. Foi quando ele me disse que havia desistido da FURG, se mudado para Dourados/MT E NUNCA MAIS VOLTARIA PARA RIO GRANDE.


Chorei, chorei, chorei.....

Ele me excluiu de todas as redes sociais, não atendia meus telefonemas e nem respondia os SMS...



E, na noite de ontem, o visor do meu celular se acendeu. Quando olhei e vi uma mensagem dele,tive a certeza de que o que nós tivemos foi real, foi lindo, foi forte e foi recíproco. Mas o gatinho teve que ir embora.


E assim, a Felícia continua sozinha, com mais um de seus gatinhos indo embora para nunca mais voltar....