quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os gatos e eu


Lembro-me que, ainda bem pequena, tínhamos um casal de siameses. Com o passar do tempo meu pai comprou uma rotweiller para mim, que matou um dos gatos e o outro fugiu. Depois desse trágico acontecimento minha mãe jurou que nunca  mais compraria ou aceitaria um gato em nossa casa,alegando que eles soltam pêlos pela casa inteira,  fazem sujeira,somem por alguns  dias e  o cheiro de suas caixas de areia é medonho.

Cerca de 15 anos após a chacina que a Princesa provocou em minha casa,vim morar sozinha em Rio Grande. Sozinha não: com a  Alice, que viu o anúncio de uma mulher que doava gatos e me perguntou se eu topava ter um. Falei que era uma baita responsabilidade ter um bicho, mimimi, mas no final das contas quem estava mais empolgada com a vida do bichano era eu.

E ela chegou, e demos a ela o nome de Neri (embaixo coloco o link do vídeo que inspirou o batismo da gata).  No princípio ela era toda arisca, ficou umas duas semanas embaixo da geladeira e saindo apenas para comer e fazer xixi. Com o passar do tempo foi se acostumando: dormia no sofá, brincava com a gente e pedia carinho. Cerca de três meses depois ela já dormia comigo e  me perseguia pela casa toda.

Por causa de um puta descuido meu a Neri engravidou.  O desespero de não ter o que fazer com tantos gatos me tomou de assalto: meu orçamento não comporta mais despesas do que já tenho com a Neri, e com mais filhotes eu teria de deixar de comer para sustentá-los. 

O dia do parto chegou, e eu fui a parteira. Coloquei a Neri em seu ofurô (ela gosta de tomar banho dentro de um balde com água morna). Ela começou a gemer e a miar de um jeito muito estranho, e quando eu fui secá-la vi uma pata e um rabo aparecendo, hdausdhaushdasuhd

Os nenéns nasceram com cerca de uma hora de intervalo cada, e  logo fiz uma campanha para tentar arrumar um lar que os queira.
Eles são lindos! Brincalhões e espertos, fazem uma fila indiana enquanto eu ando pela casa.A hora que eu faço almoço é uma novela: cinco gatos olhando para mim com cara de esfomeados e pedindo comida e atenção.

O gatinho preto já tem um destino certo. Quanto aos outros, ainda estão a procura de alguém que lhes dê carinho e amor como eu faço. Caso algum de vocês goste de gatos tanto quanto eu e queira adotá-los, entre em contato comigo. Entrego eles limpinhos e sem pulgas. Quanto à castração, fico devendo, pois não  consegui dinheiro suficiente nem para castrar a mamãe, quiçá os filhotes.


E não deem ouvidos às pessoas que dizem que gatos são insensíveis, impessoais e malvados: falam isso  porque não conhecem ou não tem um bichano em casa. A Neri é super carente, está sempre no meu colo e dorme comigo todas as noites. Gatos amam tanto quanto cães, mas de uma forma diferente. Minha melhor amiga me fez companhia nas noites solitárias do inverno, nas tardes de ressaca do verão e nas madrugadas da primavera, enquanto eu estudava para as provas.  Um amor sem medidas, incondicional. Lovecats ;)


Link do vídeo que inspirou o nome da Neri

http://www.youtube.com/watch?v=D4yuN30hZfM