Pílulas desnecessárias de críticas bem-humoradas, histórias verdadeiras (ou não) e constatações sobre a vida de uma acadêmica da FURG.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Mais uma daquelas sobre verdade....
Não considero a convivência comigo algo difícil ou complicado. Tenho meus dias ruins (todo mundo tem), mas na maioria deles acho que sou alguém agradável. Porém uma das coisas que os homens não conseguem fazer é ler nas entrelinhas. Eu dou sinais explícitos de quando estou passando por algum momento ruim. É nesse momento que preciso de amigos que saibam me entender.
Quando alguém está magoado por algo que você fez,não tente humilhá-la para isentar-se da culpa. Aceite seu erro e tente consertá-lo. Quando eu sei que não sou eu a errada na história, bato o pé até o fim em minha argumentação. O mínimo que eu espero de quem fez a cagada é que assuma, e não que venha me esculachando dizendo que fez isso, mas que eu tô fazendo drama, tenho síndrome de estrelinha e sou a filhinha mimada da mamãe. Aliás, essa coisa de conversa por internet é uma bosta, pois tu nunca sabe como a pessoa do outro lado está reagindo. Na situação ruim de hoje, eu estava chorando pelo que aconteceu enquanto a pessoa em questão me humilhava e me colocava mais para baixo ainda.
Semente da discórdia já foi plantada, e regada com as minhas lágrimas de hoje (que não foram poucas). É triste perder um amigo. E, não bastasse isso, eu sou rancorosa e vingativa.Não, não me orgulho disso, mas meu rancor me ajuda em muita coisa. E sim, vou me lembrar de cada palavra escrita hoje, pois pude compreender que nem sempre o que parece de verdade realmente o é.
Fugi de um lugar que achava podre para cair em outro, tão ruim quanto o primeiro. Não volto para casa porque sei que lá não sou feliz, mas aqui também não o sou. Espero sinceramente encontrar um lugarzinho perdido, em que as pessoas sejam boas e honestas consigo mesmas e com os outros.Pode ser que esse lugar nem exista, e que eu passe a minha vida toda vagando e me decepcionando com tudo e com todos. Mas eu não sei se nasci para mascarar a mentira, para engolir a falsidade e aplaudir a maldade. Talvez esse seja o meu maior defeito: tentar demais. Ou não. Mas aí já é outra história....